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Safra nova, lucro velho: produtor de milho safrinha repete a margem do ano passado

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O lucro do produtor de milho andou de lado. A mediana da margem financeira atingiu 36,5% na safra 2025/26, contra 36,2% na temporada 2024/25. O resultado a preço de mercado do milho safrinha 2025/26 foi de R$ 2.214 por hectare (41,1 sc/ha), enquanto na safra passada o resultado foi de R$ 2.025 por hectare (39,8 sc/ha).

Os dados são do ranking de lucratividade do milho safrinha, uma pesquisa desenvolvida pela consultoria de inteligência de mercado Aegro Insights, com base em dados operacionais até setembro de 2026 em fazendas que cultivam milho safrinha em sequeiro em seis estados brasileiros: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e São Paulo.

Segundo Mathias Bergamin, coordenador de inteligência de mercado da Aegro e responsável pela pesquisa, o adicional de R$ 189 por hectare no resultado deste ano não representa um avanço real entre as safras porque, em uma análise detalhada apenas das fazendas que estiveram presentes nos rankings de 2025 e 2026, a mediana da diferença foi de apenas R$ 90 a mais por hectare. “A primeira lição da pesquisa é que quem segurou a margem foi o preço, não a produtividade. A fazenda típica empatou porque a referência de venda subiu. A segunda lição é que a alavanca que se repetiu nas duas safras foi a janela: semear até 15 de fevereiro rendeu de 15 a 25 sacas por hectare a mais que semear depois”, diz Bergamin.

Resultados do milho safrinha

Considerando toda a base de fazendas analisadas em 2026, a produtividade mediana foi de 109,5 sacas por hectare. A diferença foi de 1,6 saca por hectare em comparação com a produtividade de 111,1 nas fazendas analisadas na safra anterior. No entanto, em um recorte de pesquisa que considera exatamente a mesma base de fazendas nas duas safras, houve queda de produtividade de 5 sacas por hectare, e só 44% das fazendas analisadas colheram mais milho.

O custo operacional efetivo, sem arrendamento nem depreciação de máquinas, ficou praticamente estável, em R$ 3.682 por hectare, alta de 0,9% nas mesmas fazendas. A mediana do investimento em defensivo subiu de R$ 650 para R$ 707 por hectare e, para as sementes, houve alta de R$ 735 para R$ 786. O fertilizante, que representa o maior peso na composição do custo, ficou estável em R$ 1.211 por hectare.

O fator que sustentou o lucro do produtor foi a cotação do milho. De julho a setembro, o preço de referência da saca do milho subiu 3,5% nas regiões analisadas pela pesquisa, de R$ 53,74 para R$ 55,63 por saca. Destaca-se alta de 5,3% em Mato Grosso e no Paraná e estabilidade na cotação em Mato Grosso do Sul.

Destaca-se também a pluviometria. No acumulado entre fevereiro e maio, 2026 teve um volume de chuvas maior do que na temporada anterior, de 496 mm contra 406 mm. No entanto, essas chuvas marcaram a safra 2025/26 de maneira distinta. Enquanto Paraná e São Paulo tiveram um mês de maio mais chuvoso, Goiás e Minas tiveram interrupção de chuvas no começo de abril, o que prejudicou as plantações. “A produtividade caiu justamente onde a chuva parou primeiro. Dentro de uma mesma safra, a data de plantio separa quem colhe mais de quem colhe menos. Em 23% das fazendas, a última chuva de pelo menos 10 mm entre março e maio caiu até 15 de abril, contra 7% em 2025”, diz Bergamin.

Os resultados ajudam a prever as melhores estratégias para o planejamento do milho safrinha 2026/27, que será semeado apenas após a colheita da soja. Os produtores devem observar a janela ideal de cultivo de acordo com a previsão climática para tentar ampliar a margem financeira. “A soja que entra agora define quando o milho de 2026/27 poderá ser semeado: é decisão de margem, não só de calendário”, alerta Bergamin.

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Destaques estaduais

O Paraná liderou o ranking de resultados do milho safrinha, beneficiado pela alta de 5,3% no preço do milho e custo 2,5% menor. De acordo com a mediana do resultado do milho safrinha a preço de mercado, o Paraná teve R$ 2.996 por hectare e lucratividade de 43,1%. Mato Grosso do Sul vem em segundo lugar, com resultado de R$ 2.275 por hectare de milho safrinha e margem de 40,4%.

Em terceiro lugar ficou o Mato Grosso, com R$ 1.926 por hectare e margem de 28,9%. Apesar de ter a maior produtividade do ranking, de 125,9 sacas de milho safrinha por hectare, Mato Grosso teve o lucro limitado pelo preço de venda do milho safrinha, em R$ 47,33 por saca, e pelo aumento de 8,5% no Custo Operacional Efetivo (COE) do cereal.

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O estudo se baseia em medianas das fazendas geridas com o software Aegro. A base de dados tem proporcionalmente mais propriedades rurais localizadas no Paraná, em Goiás, em São Paulo e em Minas Gerais, e menos em Mato Grosso. Cada estado analisado contou com uma base de 20 a 120 fazendas. Os dados foram anonimizados para o levantamento.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE: 

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda