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Ruídos sobre cota chinesa pressionam mercado futuro do boi, por Lorenzo Junqueira

A definição das cotas de importação de carne bovina brasileira pela China em 2026 volta ao centro das atenções do mercado pecuário, principalmente pelo seu potencial de impactar preços e estratégias de comercialização.

Para este ano, o limite estabelecido é de 1,1 milhão de toneladas. Caso esse volume seja ultrapassado, haverá a aplicação de uma sobretaxa de 55% sobre o excedente, o que tende a desestimular embarques acima da cota.

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No primeiro trimestre de 2026, a China importou 332,061 mil toneladas de carne bovina brasileira. No entanto, é importante destacar que parte desse volume corresponde a embarques realizados ainda no final de 2025, mas que chegaram ao destino apenas a partir de 1º de janeiro, sendo contabilizados dentro da cota atual.

Outro ponto relevante é a mudança no comportamento da demanda chinesa. Desde outubro de 2025, observa-se uma queda gradual nos volumes mensais importados, saindo de 187 mil toneladas para cerca de 105 mil toneladas em março de 2026. Esse movimento chama atenção, mas vem acompanhado de uma estratégia importante do Brasil: a diversificação dos destinos de exportação. O país tem ampliado sua presença em outros mercados, reduzindo a dependência da China e distribuindo melhor o risco comercial.

Em paralelo a esse cenário, declarações recentes do presidente da ABIEC, Roberto Perosa, têm provocado ruídos desnecessários no mercado. Ao longo do ano, algumas falas chamaram atenção pelo tom mais alarmista. Um exemplo foi a afirmação de que um eventual fechamento do Estreito de Ormuz poderia impactar cerca de 40% das exportações brasileiras de carne bovina — cenário que, na prática, não se confirmou, já que o país manteve um ritmo forte de embarques e, inclusive, registrou recorde histórico no mês de março.

Mais recentemente, a declaração de que a cota chinesa se esgotaria já na primeira semana de maio voltou a gerar forte reação no mercado futuro, com quedas superiores a 2% nos contratos do boi gordo. Esse tipo de comunicação, quando não sustentado pelos dados, tende a amplificar a volatilidade e, indiretamente, pressionar também o mercado físico, criando um ambiente de insegurança para o produtor.

Na prática, os números atuais não corroboram essa antecipação. Com aproximadamente 60% da cota preenchida, a tendência mais consistente é de que o limite seja atingido apenas ao longo do mês de junho, considerando o ritmo das exportações e o comportamento recente da demanda.

Diante desse cenário, reforça-se a importância da informação de qualidade e da união dos pecuaristas. Em um mercado sensível a ruídos, é fundamental não cair em narrativas sem respaldo em dados, que podem derrubar o preço da arroba de forma artificial. O produtor que se baseia em números, mantém visão estratégica e atua de forma alinhada com o setor consegue evitar distorções e tomar decisões mais seguras e rentáveis.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda