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Resiliência climática do café robusta é um “mito da internet”, diz pesquisador

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Por Oliver Griffin

SÃO PAULO, 28 Ago (Reuters) – Um novo estudo contestou avaliação amplamente difundida de que o café robusta é mais resistente às mudanças climáticas do que outras variedades, com o principal autor do trabalho referindo-se a ela como um “mito da internet” baseado em pesquisas falhas que ignoraram a intolerância da cultura à seca e outras vulnerabilidades.

Muitas vezes menosprezado como um produto de baixo custo em comparação com os grãos arábica, dezenas de milhões de sacas de café robusta são fornecidas aos mercados globais a cada ano, a maioria proveniente do Vietnã e do Brasil.

As conclusões, publicadas na noite de quinta-feira na revista “Sustainable Development”, representam um desafio para aqueles que defendem o robusta como forma de enfrentar as mudanças climáticas no setor cafeeiro.

À medida que a demanda pelo robusta cresce em todo o mundo, qualquer reavaliação de sua resiliência climática tem implicações para agricultores, comerciantes e consumidores.

No início deste mês, uma autoridade vietnamita do setor cafeeiro disse à Reuters que a adaptação às mudanças climáticas não era mais uma preocupação futura, mas uma necessidade urgente para salvaguardar a produção.

A mídia, os agricultores e os pesquisadores costumam apontar a resiliência do robusta ao calor como a resposta da indústria cafeeira às mudanças climáticas, mas o novo artigo publicado constatou que as avaliações anteriores devem ser consideradas, na melhor das hipóteses, provisórias. O artigo citou erros de pesquisa, como tratar fazendas irrigadas como áreas ideais de cultivo.

A maior resiliência do robusta às mudanças climáticas é um “mito da internet” que surgiu há cerca de uma década, disse Aaron Davis, líder sênior de pesquisa em culturas e mudanças globais do Royal Botanic Gardens, Kew, e principal autor do artigo, em entrevista à Reuters na quinta-feira.

“Achei preocupante que as pessoas não estivessem interpretando a ciência corretamente e que estivessem defendendo o robusta como o salvador do setor cafeeiro diante das mudanças climáticas”, disse Davis.

“O robusta é mais tolerante ao calor do que o arábica, mas é intolerante à seca.”

O artigo constatou que países produtores como Brasil, Vietnã e Índia não possuem condições climáticas adequadas para o cultivo do robusta, apontando para a necessidade do uso de irrigação para garantir que as plantas de café recebam água suficiente e assegurar a rentabilidade.

Estudos anteriores procuraram destacar a resiliência do robusta, sugerindo que os grãos são mais resistentes à seca e representam um benefício para os agricultores.

Qualquer expansão da produção de café robusta deve levar em conta as vulnerabilidades da cultura, afirma o artigo, acrescentando que os produtores em algumas regiões já enfrentam sérios problemas com a disponibilidade de água para irrigação.

O estudo acrescentou que há riscos inerentes à dependência da irrigação para a rentabilidade do robusta e, talvez, até mesmo para sua sobrevivência.

“O abastecimento global de café precisa de grandes mudanças estruturais e sistêmicas”, disse Davis, “para que possa sobreviver a longo prazo”.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda