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Relatório do USDA na 4ª feira pode trazer área de soja menor do que a estimada no Outlook Fórum

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O mercado de grãos nesta semana está focado no boletim que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o Prospective Plantings, que traz as primeiras projeções oficiais para a área de plantio da safra 2021/22. E todas as estimativas de consultorias privadas indicam um aumento expressivo destinado à soja e ao milho. Este é o primeiro boletim que trará dados coletados junto dos produtores e, dessa forma, tendema trazer um cenário mais próximo da realidade do que pode se confirmar nesta nova temporada. 

Os números que chegam nesta quarta-feira, 31 de março, deverão apresentar diferenças em relação aqueles que foram apresentados em fevereiro, durante o USDA Agricultural Outlook Forum, quando o departamento trouxe apenas suas primeiras impressões sobre a nova safra. Serão considerados pelos agricultores neste momento, inclusive os primeiros indicativos do clima para o plantio que, no caso do milho, já foi iniciado mais ainda se desenvolve de forma bastante tímida. 

O gráfico abaixo, com dados do USDA compilados pela analista internacional de commodities Karen Braun, mostra a diferença entre os números reportados no fórum e no final de março nos últimos 16 anos. Nas barras cinza, o milho e, nas azuis, a soja. 

Plantio 2021/22 EUA - Fórum USDA x Prospective Plantings

Como explica Braun, os números do milho, tradicionalmente, ficam mais próximos ao apresentado no fórum, do que os da soja. “Os analistas também tendem a prever mais área de soja no Prospective Plantings do que o USDA sugere em suas perspectivas no fórum. O ano passado contrariou essa tendência e a estimativa do mercado estava abaixo do número do USDA”, diz. 

MILHO X SOJA

O portal Farm Futures, um dos mais tradicionais do agronegócio norte-americano, divulgou os resultados de sua pesquisa sobre intenção de plantio e estima a área de milho em 37,88 milhões de hectares (93,6 milhões de acres). Na análise de Karen Braun, a média das estimativas é de 37,72 milhões de hectares (93,208 milhões de acres), em um intervalo de 37,23 milhões e 38,24 milhões de hectares (92 a 94,5 milhões de acres). 

No Outlook Forum, o USDA sinalizou uma área destinada ao cereal de 37,23 milhões de hectares (92 milhões de acres). E na safra 2020/21, a área foi de 36,75 milhões de hectares (90,82 milhões de acres). 

Para a soja, a Farm Futures projetou uma área de 35,82 milhões de hectares (88,51 milhões de acres). Entre as estimativas levantadas por Braun, a média é de 36,42 milhões de hectares (89,99 milhões de acres), com as projeções variando entre 34,84 e 37,07 milhões de hectares (86,1 e 91,61 milhões de acres).

Para a oleaginosa, o USDA, há um mês, estimou a nova área de soja nos EUA em 36,42 milhões de hectares, bem em linha com a média das expectativas do mercado. Há um ano, a área norte-americana ficou em 33,63 milhões de hectares. 

Qual será a opção do produtor norte-americano? Em jogo agora não estão só as questões econômicas e de preços – onde ambas as culturas, atualmente, sinalizam bons resultados – mas também as questões agronômicas. “Já podemos ver que o intervalo das expectativas é bastante amplo para soja e milho, para o algodão um pouco menos. Então, haverá bastante volatilidade”, explica o analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest Commodities. 

O clima começa a ganhar cada vez mais espaço no radar dos traders e sinaliza um cenário positivo neste início de temporada, o que inclusive, em termos de temperaturas e níveis de água no solo, influencia os produtores americanos a tomarem sua decisão neste momento para um pouco mais de milho do que foi apresentado no fórum e como sinalizam as expectativas do mercado.

Há pontos, porém, onde o clima exige um pouco mais de atenção e poderia fazê-los repensar. 

“A expansão da área plantada com milho pode pesar sobre os preços no curto prazo, mas não há muito espaço para erro neste ano. A seca já é proeminente nas Dakotas, onde a área plantada com milho deve aumentar este ano”, explicam os analistas da Farm Futures.

Por outro lado, a consultoria acredita ainda que o aumento estimado para a área de soja pde ser insuficiente para equilibrar este mercado, onde a demanda já supera a produção e leva os estoques norte-americanos a seus menores níveis dos últimos anos. Afinal, as estimativas do mercado indicam uma área destinada à soja menor do que o USDA estimou no mês passado. E confirmada, poderiam resultar em uma relação estoque x consumo de soja nos EUA ainda mais apertada, já que os estoques iniciais desta temporada 2021/22 deverão ser historicamente apertados. 

A imagem a seguir mostra a diferença entre os preços da soja e do milho, considerando os contratos soja novembro/21 eo milho dezembro/21, ambos na Bolsa de Chicago, e mostram os momentos do mercado – de acordo com essas diferenças – que se mostram mais favoráveis à oleaginosa ou ao grão. Nos 2,50, mercado mais favorável à soja, nos 2,30, ao milho. 

Disputa Soja x Milho - Área de plantio 2021/22

Fontes CBOT e Eikon

“Os preços responderam de forma bastante positiva ao aperto nos estoques de grãos no ano passado. Embora a expansão de uma área plantada reduza o espaço de alta para preços, a demanda global e  interna por grãos dos EUA pode manter a alta. Por quanto tempo, ninguém pode dizer”, complementam os analistas da Farm Futures.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda