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Relator acolhe dezenas de emendas à MP da Eletrobras; Senado pode votar na quinta

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BRASÍLIA (Reuters) – O relator da MP da privatização da Eletrobras no Senado, Marcos Rogério (DEM-RO), apresentou nesta quarta-feira seu parecer com dezenas de emendas ao texto já aprovado pela Câmara e manteve trechos sem relação direta com a desestatização, mas garantiu que o processo não resultará em aumento das tarifas.

A MP da capitalização, que diluirá o controle acionário da União e busca aumentar a capacidade de investimentos da Eletrobras, deve ir a votação nesta quinta-feira, garantiu o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Ainda que tenha incorporado uma série de mudanças no texto encaminhado pelos deputados, na intenção de facilitar a aprovação da medida provisória no Senado, o relatório de Marcos Rogério ainda pode enfrentar resistências entre alguns senadores, sob o argumento que há risco de alta nas tarifas de energia. O debate é contaminado pelo momento atual, de baixo nível das hidrelétricas, que está gerando custos adicionais aos consumidores.

No parecer, o senador argumentou que foram adotadas mudanças para ajudar na redução das tarifas de energia elétrica, favorecendo principalmente os consumidores do mercado cativo, composto, em sua maioria, por unidades residenciais.

A primeira das medidas adotadas pelo relator estabelece que os aportes da Eletrobras na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) sejam integralmente direcionados para a modicidade tarifária dos consumidores cativos, o que propiciará uma redução da tarifa de até 0,51%.

Na segunda, destina recursos do excedente econômico de Itaipu para a CDE, favorecendo todos os consumidores, sejam do mercado cativo, sejam do mercado livre. Nesse caso, a redução da tarifa é calculada em 4,2% pelo Ministério de Minas e Energia.

“Ao fim e ao cabo, somados todos os efeitos econômicos do PLV (projeto de lei de conversão, originário da medida provisória), a redução das tarifas de energia elétrica será, na pior situação, de 5,1%, e, na situação mais favorável, de 7,365%”, afirmou ele.

“Não há, portanto, fundamento nas afirmações que o PLV provocará aumento da conta de luz”, afirmou, no relatório.

O relator acolheu parcialmente, por exemplo, emenda do senador Eduardo Braga (MDB-AM) para permitir que os aportes da Eletrobras à CDE sejam de maior valor, na intenção de reduzir a conta de luz.

Caso a proposta seja aprovada, precisará passar por uma segunda votação na Câmara. A MP precisa ter sua tramitação concluída nas duas Casas até o dia 22 deste mês ou perde a validade.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu em nota nesta quarta-feira a aprovação da proposta, mas pediu mudanças, como exclusão dos incentivos a gasodutos, de políticas regionais e da criação de novos subsídios, “o que acaba por gerar distorções e promover ineficiências para todo o setor elétrico e para os consumidores”.

Marcos Rogério manteve, no entanto, parte desse chamado “jabuti”, que não tem relação direta com o projeto.

Ele acatou parcialmente emenda do senador Roberto Rocha (PSDB-MA) “para determinar a instalação preferencialmente de termelétricas a gás natural nas regiões metropolitanas das capitais dos Estados do Nordeste que ainda não possuem infraestrutura de gás natural”.

A Abrace, que representa grandes consumidores industriais de energia, chegou a estimar que a inclusão dessas obrigações de contratar gás em quantidades e locais já definidos poderia gerar custos adicionais para os consumidores no futuro de cerca de 20 bilhões de reais por ano.

O parecer foi criticado pela União pela Energia, grupo formado por 45 associações do setor produtivo, que avaliou em nota que o relatório “agrava as adições feitas na Câmara, que ficaram conhecidas como jabutis”.

“Ou seja, o relatório piora o que já era ruim e prevê novos custos aos consumidores brasileiros. Nosso entendimento segue pela rejeição dos velhos e dos novos jabutis”, afirmou.

A União pela Energia ainda lamentou a prorrogação de subsídios à geração a carvão, “em um cenário onde o mundo fala em descarbonização”.

Marcos Rogério argumentou que promoveu um conjunto de mudanças no intuito de “aperfeiçoar o texto”. Ele acolheu, por exemplo, uma sugestão do presidente do Senado para determinar que a nomeação de dirigentes do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) deve ser submetida a aprovação do Senado Federal, a exemplo do que já ocorre no caso de dirigentes de agências reguladoras.

O senador também acatou emenda do ex-presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para garantir a recolocação em empresas controladas pela União dos empregados da Eletrobras que forem demitidos nos doze meses subsequentes à privatização.

Segundo o relator, ainda foi feito um ajuste limitando em 1% o percentual máximo de ações que poderá ser adquirido pelos funcionários da Eletrobras, de forma a evitar insegurança jurídica.

Outra alteração impede que as sedes das subsidiárias da Eletrobras –Chesf, Furnas, Eletronorte e CGT Eletrosul — sejam extintas, fundidas ou tenham o domicílio modificado no prazo de dez anos.

SECA

Em meio a preocupações com a oferta de energia hidrelétrica devido à seca nos reservatórios, o governo decidiu esperar a votação da Medida Provisória da privatização da Eletrobras no Senado antes de editar a MP que pode autorizar o racionamento de energia e outras medidas para controle da crise energética, disse o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).

Barros afirmou que, por se tratar de tema correlato, a edição da MP agora poderia influenciar na votação da privatização da Eletrobras, disse ele à Reuters.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda