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Queda de 17,2% no preço do suíno amplia prejuízos e pressiona produtores em SC

A suinocultura catarinense enfrenta um cenário de forte deterioração econômica com a queda de 17,2% no preço base do suíno registrada no início do ano. O balanço foi apresentado nesta quinta-feira  pelo presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, que aponta prejuízos de até R$ 150 por animal enviado ao abate. A crise atinge tanto produtores integrados quanto independentes no estado.

No início do ano, o quilo do suíno era comercializado a R$ 6,80. Atualmente, o valor recuou para R$ 5,80. Entre os produtores independentes, a situação é ainda mais crítica: com custo médio de produção em R$ 6,35 por quilo, a venda ocorre, em média, a R$ 5,00. “Nós regredimos seis anos no preço do suíno. Em outubro de 2020, a comercialização era de R$ 5,01. Com todos os custos que se elevaram, é uma crise insuportável para o setor”, afirmou Lorenzi.

De acordo com a ACCS, a principal causa da retração é o desequilíbrio entre oferta e demanda. Após um período de alta rentabilidade, produtores ampliaram investimentos, elevando o volume de produção. Dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam um aumento de 105 mil matrizes entre 2024 e 2025. Considerando uma média de 30 leitões desmamados por fêmea ao ano, houve uma ampliação significativa da oferta de carne no mercado.

Além disso, o setor registra ganhos de produtividade, com crescimento de 0,68 leitão desmamado por matriz ao ano, segundo a Agriness. O aumento do peso de abate e o descarte de matrizes — prática adotada por produtores para reduzir custos — também contribuem para elevar a disponibilidade de carne, pressionando os preços.

Apesar do cenário interno adverso, o Brasil bateu recorde de exportações no primeiro trimestre, com embarque adicional de 55 mil toneladas de carne suína, alta de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior. Ainda assim, a rentabilidade foi comprometida pela valorização do real frente ao dólar.

Segundo Lorenzi, no ano passado a tonelada exportada era negociada a US$ 2.490, com câmbio médio de R$ 5,77, resultando em receita de R$ 14.392 por tonelada. Em 2026, mesmo com aumento do preço para US$ 2.510, a queda do dólar para R$ 5,15 reduziu a receita para R$ 12.940. “A gente perdeu R$ 1.452 por tonelada. Com o dólar a R$ 5,15, que é considerado o custo de produção das empresas na exportação, a margem de lucro desaparece”, explicou.

Ambiente Econômico

O dirigente também criticou o ambiente econômico e regulatório, destacando a carga tributária e a insegurança jurídica como entraves à atividade. Ele demonstrou preocupação com propostas de mudança na jornada de trabalho, como a possível transição da escala 6×1 para 5×2. Segundo Lorenzi, a medida elevaria custos operacionais em atividades que exigem funcionamento contínuo, como a produção de suínos, aves e leite.

A avaliação é de que a necessidade de contratação adicional de mão de obra para cobrir turnos poderá encarecer a produção e impactar diretamente os preços ao consumidor. “Não existe almoço grátis. O trabalhador que hoje aplaude vai ver o poder de compra que perdeu no supermercado”, declarou.

Por fim, o presidente da ACCS chamou atenção para o deslocamento de empresas e trabalhadores brasileiros para o Paraguai, em busca de condições tributárias e de segurança consideradas mais favoráveis. “O Brasil está se afundando porque a maioria dos nossos políticos só faz medidas populistas, pensando em reeleição”, concluiu.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda