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Quebra na safra da Colômbia e incertezas do El Niño impulsionam cotações do café em Nova York

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Queda na safra colombiana resulta em volatilidade e mercado do café volta a se aproximar de US$3

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O mercado futuro do café registrou fortes valorizações na Bolsa de Nova York, impulsionado principalmente pelas perspectivas desfavoráveis para a safra da Colômbia e pela atenção crescente aos desdobramentos climáticos do fenômeno El Niño. Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o analista Gil Barabach explicou que a instabilidade climática no país vizinho e a estagnação produtiva dos cafés suaves dão suporte aos preços internacionais e impactam diretamente a comercialização brasileira.

Gargalo na produção colombiana e valorização dos suaves

A produção colombiana tem enfrentado dificuldades climáticas que impedem o alcance de seu potencial produtivo pleno. Conforme apontou Gil Barabach, ao contrário do Brasil, a Colômbia colhe café ao longo de todo o ano, com períodos alternados de colheita principal e secundária. Contudo, as oscilações do tempo vêm encurtando a oferta.

“A safra deste ano já foi menor que a do ano passado, então você tem menos café. Vai começar uma outra safra que também está em xeque agora no último trimestre do ano”, alertou o analista. Ele acrescentou que, ao comparar o cenário atual com o de dez anos atrás e somar a produção da América Central, nota-se que não houve evolução em área ou tecnologia suficiente para recuperar os patamares históricos, mesmo após anos recentes de preços elevados. Com a oferta global de lavados aquém da demanda, alternativas como os cafés finos do Brasil ganham valorização relativa no mercado internacional.

Efeitos do El Niño no Brasil: qualidade afetada e atenção ao calor

No Brasil, a influência do El Niño já deixou marcas na safra recém-colhida. O excesso de chuvas provocou atrasos na colheita e prejudicou a qualidade da bebida devido à umidade elevada. Além disso, houve um volume significativo de café de chão, ampliando a distância de preços entre as diferentes classificações do grão.

“Tem muito produtor reportando que não vai tirar o café da lavoura, que não vale a pena”, relatou Barabach, destacando que esse descarte pode reduzir o volume efetivo que chegará ao mercado.

Para o ciclo seguinte, embora a precipitação recente tenha beneficiado as floradas, o analista adverte que o período mais crítico do fenômeno climático se aproxima. Espera-se que o El Niño atinja sua intensidade máxima no último trimestre do ano, prolongando-se pelos primeiros meses do ano que vem. O principal risco para as regiões mais ao norte do cinturão cafeeiro — como Cerrado, Espírito Santo e Bahia — é a formação de estiagens associadas a bolsões de calor, com temperaturas muito acima da média, o que pode comprometer o potencial produtivo das lavouras.

Ritmo de vendas e estratégia do cafeicultor

Apesar das incertezas, o produtor brasileiro encontra-se em uma posição relativamente confortável em termos de comercialização. As fortes altas verificadas entre julho e agosto — quando as cotações em Nova York superaram os 300 centavos de dólar por libra-peso e flertaram com 340 a 350 centavos — permitiram a fixação de custos e a criação de uma margem de segurança financeira.

Agora, o setor administra o ritmo de vendas, mantendo janelas abertas para aproveitar repiques decorrentes da volatilidade cambial e de novas oscilações climáticas, ao mesmo tempo em que monitora a pressão sazonal esperada com a entrada das safras do Vietnã e da América Central. A recomendação aos cafeicultores é manter o acompanhamento rigoroso do mercado e do clima para identificar os momentos mais favoráveis de negociação.

* Com auxílio de IA

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE: 

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda