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Produtores de cana de Pernambuco alertam para prejuízos e dizem que subvenção não resolve crise

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Os produtores independentes de cana-de-açúcar de Pernambuco enfrentam uma forte pressão sobre as margens nesta safra, com o custo de produção muito acima do valor recebido pela matéria-prima entregue às usinas. A diferença chega a R$ 75,73 por tonelada, segundo levantamento utilizado pela Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP).

Diante desse cenário, os fornecedores afirmam que a subvenção federal de R$ 12 por tonelada, embora importante para reduzir parte das perdas, está longe de resolver o problema financeiro enfrentado pelo setor.

Segundo os dados apresentados pela entidade, o custo para produzir uma tonelada de cana na safra 2025/26 está estimado em cerca de R$ 215, enquanto o preço praticado pelas usinas pernambucanas estaria em torno de R$ 139,27 por tonelada.

Na prática, os fornecedores recebem um valor inferior ao necessário para cobrir os custos da lavoura. Mesmo considerando a subvenção federal de R$ 12, a diferença ainda ficaria próxima de R$ 63,73 por tonelada.

Subvenção reduz perdas, mas não cobre diferença

A ajuda federal foi concedida aos produtores independentes de cana-de-açúcar do Nordeste como forma de compensar perdas econômicas relacionadas às condições de mercado, medidas comerciais e eventos climáticos extremos.

O benefício é de R$ 12 por tonelada de cana comercializada entre 1º de agosto de 2025 e 31 de julho de 2026, com limite de R$ 270 milhões em recursos.

Para os fornecedores pernambucanos, no entanto, o auxílio tem caráter emergencial e não substitui uma remuneração adequada pela matéria-prima.

Os produtores precisam arcar com custos de preparo e manutenção dos canaviais, mão de obra, insumos, transporte e renovação das áreas.

Com o preço recebido pelas usinas abaixo do custo produtivo, a atividade fica cada vez mais pressionada.

Pernambuco tem remuneração inferior à de Alagoas, diz entidade

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Além da diferença entre custo e preço recebido, a AFCP questiona os valores praticados pelas usinas de Pernambuco quando comparados aos de Alagoas, estado que apresenta características semelhantes na produção de cana-de-açúcar.

Segundo a associação, a remuneração praticada em Pernambuco estaria aumentando ainda mais a defasagem enfrentada pelos fornecedores.

A entidade defende uma revisão dos parâmetros utilizados para calcular o valor da cana no estado e busca uma aproximação entre o preço pago ao produtor e os custos efetivamente enfrentados no campo.

A remuneração da matéria-prima considera fatores como a quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) presente na cana e os preços do açúcar e do etanol. Por isso, os fornecedores cobram uma avaliação dos critérios utilizados na formação dos valores pagos pelas usinas pernambucanas.

Setor ameaça suspender entrega de cana

A insatisfação pode chegar a um ponto crítico na próxima reunião do Consecana-PE, marcada para o dia 14 de setembro.

A AFCP participará da reunião e espera que produtores e indústrias encontrem uma solução para melhorar a remuneração da matéria-prima.

Caso não haja avanço nas negociações, a entidade afirma que os produtores poderão deixar de fornecer cana às usinas de Pernambuco.

A possibilidade de suspensão das entregas aumenta a pressão sobre a indústria sucroenergética, já que os fornecedores independentes representam uma parcela importante da matéria-prima utilizada pelas unidades industriais.

A crise foi discutida nesta terça-feira (8), durante encontro realizado na sede da AFCP, no Recife, com o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Silvio Porto, além de lideranças e representantes do setor.

Durante a reunião, a entidade homenageou o ministro pela participação na concessão da subvenção de R$ 12 por tonelada de cana comercializada na safra 2025/26.

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Apesar do reconhecimento ao auxílio federal, os fornecedores reforçaram que a medida não elimina o problema central: a diferença entre o custo de produção e o preço recebido pela cana.

A expectativa agora está voltada para a reunião do Consecana-PE. Para os produtores, uma solução para a remuneração é necessária para garantir a continuidade da atividade e evitar que os prejuízos comprometam os investimentos nos canaviais e o fornecimento de matéria-prima às usinas.

A subvenção, portanto, representa um importante apoio para reduzir as perdas, mas, na avaliação dos fornecedores, não é suficiente para devolver sustentabilidade econômica à produção de cana em Pernambuco.

 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda