Nesta semana, as principais bolsas de suÃnos independentes do paÃs registraram queda nos preços, com exceção de Minas Gerais, que nesta quinta-feira (28) conseguiu manter o mesmo valor da semana anterior. Lideranças do setor se preocupam não apenas com a queda nos preços pagos pelos animais, mas também com o alto custo de produção que pressiona ou até deixa no vermelho as margens de lucro.
Em São Paulo, segundo informações da Associação Paulista de Criadores de SuÃnos (APCS), pela segunda semana consecutiva não houve acordo com os frigorÃficos. Os suinocultores pediram o valor de R$ 6,13/kg vivo.Â
O presidente da APCS, Valdomiro Ferreira, explica ainda que o Estado tem mais um agravante: o decreto do Governo de São Paulo que retirou a isenção para frigorÃficos e cadeia distribuidora de carnes, o que deve fazer com que o produto paulista perca competitividade frente Às proteÃnas de outros Estados.Â
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Santa Catarina, que também negocia os animais no mercado independente à s quintas-feiras, registrou queda de R$ 7,43/kg para R$ 6,99/kg vivo, de acordo com dados da Associação Catarinense de Criadores de SuÃnos (ACCS).Â
Segundo o presidented a entidade, Losivanio de Lorenzi, as quedas expressivas assustam, sobretudo quando comparadas à proporção maior das altas nos custos de produção. “Não sabemos onde isso vai parar, Devemos ter, pelo menos neste primeiro trimestre vai ser complicado até o mercado interno melhorar”, disse.
Nesta quinta-feira (28), a bolsa de suÃnos da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg) informou que o acordo entre produtores e frigorÃficos foi de manter o mesmo preço da semana anterior para o suÃno vivo, R$ 6,00.
Para o consultor de mercado da Asemg, Alvimar Jalles, com a estabilidade no valor, o mercado demonstra melhoria dos negócios com a manutenção dos preços mesmo sendo a última semana do mês de janeiro.Â
“Aguardamos melhorias no ritmo do mercado interno com o inÃcio do próximo mês e também a estabilidade controla as possÃveis ofertas dos produtores por simples expectativas”.
No Rio Grande do Sul, que negocia os animais à s sextas-feiras, também houve queda na última, dia 22. O preço do quilo do suÃno vivo passou de R$ 7,41/kg para R$ 7,29/kg vivo
Considerando a média semanal (entre os dias 21/01/2021 a 27/01/2021), o indicador do preço do quilo do suÃno do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 7,66%, fechando a semana em R$ 6,34. No comparativo mensal das médias semanais, o preço do quilo do animal vivo no Paraná apresentou queda de 13,43% em relação à semana do dia 30/12/2020.
“Espera-se que na próxima semana o preço do suÃno vivo apresente queda, podendo ser cotado a R$ 6,19”, informou o reporte do Lapesui/UFPR.
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