O ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) afirmou na noite dessa 3ª feira (12.jan.2021) que o Brasil está pronto para demonstrar que “a soja brasileira não destrói a Amazôniaâ€. A declaração é uma resposta ao presidente da França, Emmanuel Macron, que associou a produção do grão ao desmatamento.
Em vÃdeo publicado em seu perfil no Twitter, Macron disse que “depender da soja brasileiraâ€Â é a mesma coisa que “apoiar o desmatamento na Amazôniaâ€. O mandatário, no entanto, não apresentou dados que embasem suas declarações.
O francês tem sido um dos crÃticos do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, justamente por considerar que não há garantias de que a produção no bloco sul-americano não vá aumentar o desmatamento.
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, uniu-se ao francês e colocou em xeque o pacto comercial por causa das queimadas na Amazônia.
“O Brasil está pronto a demonstrar a todos os paÃses europeus que o Acordo Mercosul/UE não ameaça o meio ambiente e, especificamente, que a soja brasileira não destrói a Amazônia. Na verdade, o Acordo favorece o desenvolvimento sustentável em suas 3 dimensões: ambiental, social, econômicaâ€, escreveu Araújo no Twitter.
Segundo o ministro, o acordo “aumentará a competitividade da indústria e dos serviços das duas regiões diante do resto do mundo e reforçará os compromissos ambientais também de ambas, além de ampliar mercados agrÃcolas reciprocamente de forma sustentávelâ€.
Araújo se reuniu nessa 3ª feira (12.jan) com Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal. O paÃs assumiu em janeiro a presidência da União Europeia.
“Trabalharemos para fazer avançar o acordo UE-Mercosul, que traz vantagens estratégicas a ambos [os paÃses]. Seguiremos apoiando projetos na CPLP [Comunidade dos PaÃses de LÃngua Portuguesa] e democracia na Venezuelaâ€, declarou Araújo.

