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Plano Safra ignora realidade do campo e amplia preocupação com o futuro da produção

 

O anúncio do Plano Safra 2026/2027 voltou a frustrar as expectativas dos produtores rurais paulistas. Na avaliação da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), o aumento de apenas R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior está longe de responder aos desafios enfrentados por quem produz alimentos, gera empregos e sustenta uma das principais atividades econômicas do país. O principal problema, segundo a entidade, não é apenas o volume de recursos, mas a falta de medidas concretas para enfrentar o crescente endividamento do setor.
 

Na prática, muitos produtores vivem uma realidade em que a situação econômica da propriedade não se traduz em saúde financeira. O patrimônio e a capacidade produtiva permanecem sólidos, mas o aumento dos custos, os juros elevados, as perdas climáticas e a dificuldade de acesso ao crédito têm comprometido o fluxo de caixa de milhares de propriedades. Sem uma solução para o passivo acumulado, novos financiamentos deixam de cumprir seu papel de impulsionar investimentos e passam apenas a ampliar as dificuldades financeiras de quem está no campo.
 

Outro ponto que preocupa é a ausência de uma política agrícola estruturante e de longo prazo. A cada safra, produtores aguardam um novo anúncio sem saber quais serão as regras, os juros, os limites de financiamento ou a disponibilidade efetiva de recursos. Essa falta de previsibilidade impede o planejamento de investimentos que, na agricultura, muitas vezes exigem horizontes de cinco, dez ou até mais anos. Para a Faesp, o Brasil precisa substituir a política de anúncios anuais por um verdadeiro projeto de Estado, um Plano Brasil para o agro, capaz de oferecer estabilidade ao setor.
 

A Federação também defende que a agricultura deve ser tratada de forma integrada. Embora existam características distintas entre os segmentos produtivos, o país precisa de uma política agrícola única, que reconheça a importância de todos os produtores, especialmente os pequenos e médios, responsáveis por mais de 70% das propriedades rurais do estado de São Paulo, por exemplo. Ao mesmo tempo, é necessário reconhecer que recordes de produção não significam, automaticamente, aumento da renda ou do lucro para quem está na porteira. Grande parte da produção nacional está concentrada em um número reduzido de grandes propriedades, enquanto milhares de pequenos e médios produtores enfrentam margens cada vez mais apertadas.
 

Para a Faesp, também permanece sem solução um dos maiores gargalos da agropecuária brasileira: a fragilidade da política de seguro rural. Com cobertura limitada a uma pequena parcela da área cultivada, o produtor continua excessivamente exposto aos riscos provocados por secas, enchentes, geadas e incêndios. Sem proteção adequada e convivendo com um ambiente de incerteza, muitos seguem dependendo mais da esperança do que de instrumentos eficientes de gestão de risco.

A entidade conclui que o Plano Safra somente produzirá os efeitos esperados quando vier acompanhado de medidas efetivas para reestruturar o endividamento dos produtores, ampliar o seguro rural, oferecer crédito compatível com a realidade do campo e estabelecer uma política agrícola permanente, com horizonte de médio e longo prazo. O agronegócio brasileiro não precisa apenas de novos anúncios. Precisa de previsibilidade, segurança jurídica e condições para continuar produzindo alimentos, gerando empregos e fortalecendo a economia nacional.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda