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Reestruturar as dÃvidas soberanas locais deverá exercer um papel cada vez mais importante nos mercados emergentes, de acordo com o Fundo Monetário Internacional, embora os governos precisem adotar medidas para limitar o impacto em bancos locais e investidores.
A fatia da dÃvida emitida por paÃses em desenvolvimento em seus mercados locais subiu de 31% para 46% nas últimas duas décadas, disseram Peter Breuer, Anna Ilyina e Hoang Pham, do FMI, em publicação em um blog nesta quarta-feira.
“Por um lado, a reestruturação da dÃvida doméstica pode ser mais fácil de conseguir”, escreveram os autores, acrescentando que isso pode ser alcançado através de mudanças nos termos dos contratos da dÃvida na lei doméstica.
No entanto, com a maior parte da dÃvida local detida por credores domésticos, as dificuldades com a dÃvida soberana podem facilmente se espalhar para bancos, fundos de pensão, famÃlias e outras partes da economia no paÃs, e as autoridades precisam adotar medidas preventivas para minimizar o contágio.
O FMI disse em junho que sete dos paÃses mais pobres do mundo estão sob estresse da dÃvida, enquanto outros 29 têm alto risco de também sofrerem com isso. Nos últimos anos uma série de paÃses reestruturou tanto a dÃvida local quanto externa, como a Argentina em 2020.