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Necessidade de Seguro Rural mais eficiente ganha protagonismo no agro diante de perdas causadas pelo clima

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Nesta quarta-feira, em Brasília, representantes do setor produtivo, autoridades públicas e instituições financeiras participaram do evento “Diálogo Setorial: Seguros, Crédito e Agronegócio”. O encontro reuniu diferentes elos da cadeia com o objetivo de discutir caminhos para fortalecer o financiamento rural, ampliar o seguro agrícola e reduzir riscos diante da intensificação dos eventos climáticos. A iniciativa buscou alinhar propostas técnicas à realidade do campo, considerando os desafios recentes enfrentados pelos produtores.

O foco central foi a construção de soluções estruturais capazes de garantir maior previsibilidade, sustentabilidade e acesso ao crédito. O debate ocorre em um momento de alerta para o agronegócio brasileiro, marcado pelo aumento da frequência e da intensidade das perdas relacionadas ao clima.

Evento CNSeg (2)

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Segundo a CNseg, entre 2022 e 2024 foram registrados 67 eventos climáticos relevantes, com perdas econômicas estimadas em R$ 184 bilhões. Em 2025, com dados até junho, já foram identificados 10 eventos, que somam prejuízos de R$ 31 bilhões. Embora fenômenos associados ao excesso de chuvas — como tempestades, alagamentos e inundações — tenham se tornado mais frequentes, os eventos de seca seguem como os mais impactantes em termos econômicos.

Essas ocorrências atingem diretamente o campo, sobretudo por afetarem grandes áreas ao longo do ano. A região Sul concentrou a maior parte das perdas, enquanto o setor agropecuário foi o mais impactado em todas as regiões. Eventos de seca, geralmente associados à atividade rural, responderam por mais de 50% das perdas no Centro-Oeste, Sul e Nordeste. No Nordeste, a escassez hídrica também gera impactos relevantes ao setor público, ampliando os efeitos negativos sobre a economia regional.

Clima e risco pressionam o seguro rural

A distribuição das perdas por seca evidencia a gravidade do cenário: 66% no Nordeste, 61% no Centro-Oeste, 50% no Sul, 36% no Sudeste e 19% no Norte. O quadro reforça como o risco climático se tornou um fator determinante para a produção agropecuária. Na prática, o produtor rural precisa lidar não apenas com os custos operacionais, mas também com um ambiente de crescente incerteza.

Evento CNSeg (1)

No mercado segurador, os reflexos já são claros. Em 2024, as indenizações totais somaram R$ 60,4 bilhões, sendo cerca de 12% — ou R$ 7,3 bilhões — relacionados a eventos climáticos. No mesmo período, 15% das indenizações foram destinadas ao setor rural. Os números demonstram que o seguro já exerce papel relevante, embora ainda insuficiente diante da magnitude dos riscos.

O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, destacou que o clima segue como o principal fator de incerteza no campo. “Diferentemente de outros países, o Brasil não enfrenta desastres como terremotos ou vulcões, mas o clima continua sendo o principal risco da produção rural”, afirmou.

Propostas buscam ampliar cobertura e reduzir custos

Entre as propostas apresentadas, a CNseg defendeu maior previsibilidade para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, com orçamento crescente e integração ao Plano Safra. A sugestão inclui vincular parte do crédito e dos auxílios públicos à contratação de seguro, fortalecendo a gestão de riscos.

Também foi proposta a ampliação da cobertura para pequenos e médios produtores, com metas progressivas para alcançar mais de 50% desse público. Outro ponto destacado foi a necessidade de modernização do seguro rural, com revisão do público-alvo, aprimoramento do monitoramento de riscos e maior transparência nas operações.

A redução do custo do crédito, por meio do reconhecimento do seguro como fator de mitigação de risco e, consequentemente, de juros, também foi apontada como prioridade. A padronização de produtos entre bancos e seguradoras surge como alternativa para tornar o financiamento mais acessível.

O presidente da Abag, Ingo Ploger, ressaltou a relevância do agronegócio para a economia brasileira e defendeu avanços em modelos mais adequados à realidade tropical. “É necessário avançar em modelos que considerem as especificidades da nossa economia e permitam maior previsibilidade e estabilidade para o setor”, afirmou.

Financiamento diversificado ganha espaço no debate

No painel sobre novos instrumentos de financiamento, especialistas destacaram que o crédito tradicional já não é suficiente para atender à demanda do setor. A ampliação das fontes, incluindo o mercado de capitais e operações privadas, foi apontada como essencial para sustentar o crescimento do agronegócio.

Ferramentas de gestão de risco de preços e proteção contra eventos climáticos também ganharam destaque. O presidente da Acrefi, Tadeu Silva, enfatizou a necessidade de diversificação. “A ausência de seguro adequado aumenta a instabilidade do sistema. Quando o risco não é mitigado, ele apenas se redistribui entre os agentes”, explicou.

Fabiana Perobelli, da B3, reforçou que o avanço do setor depende de tecnologia e ampliação de mercados. “É fundamental expandir o crédito e fortalecer o seguro climático. Para sustentar esse crescimento, é preciso ampliar os instrumentos financeiros e a capacidade de financiamento”, destacou.

Seguro rural ainda enfrenta desafios estruturais

No campo político, o debate abordou entraves como juros elevados, custos logísticos e acesso restrito ao crédito. O deputado e presidente da FPA, Pedro Lupion, chamou atenção para os impactos desses fatores na rentabilidade do produtor. “Precisamos de um seguro compatível com o tamanho da produção agropecuária brasileira”, afirmou.

A senadora Tereza Cristina reforçou o papel estratégico do seguro rural. A ex-ministra destacou que o modelo precisa evoluir junto com os avanços tecnológicos no campo. “O seguro oferece segurança ao produtor e aos financiadores, sendo essencial em uma atividade que funciona como uma indústria a céu aberto”, disse.

Já Glaucio Toyama, da FenSeg, ressaltou que o desenvolvimento do seguro rural depende de ação conjunta. “Esse desafio é coletivo e precisa ser enfrentado por toda a cadeia”, pontuou.

Caminho passa por integração e planejamento

O evento deixou claro que o futuro do agronegócio depende de uma atuação integrada entre crédito, seguro e políticas públicas. A criação de programas regionais, maior participação do setor privado e o desenvolvimento de novos instrumentos financeiros foram apontados como prioridades.

Outro ponto central é a necessidade de previsibilidade orçamentária para o seguro rural. A instabilidade nos recursos tem limitado a expansão da cobertura e reduzido a área segurada nos últimos anos.

Diante de um cenário marcado por mudanças climáticas e aumento de custos, o produtor rural precisa de ferramentas que garantam segurança e continuidade da produção. O debate em Brasília evidenciou consenso sobre a importância do seguro rural, mas também indicou a necessidade de avanços para ampliar o acesso e a eficiência do instrumento em todo o país.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda