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O mercado do milho fechou a quarta-feira (29) em alta na Bolsa de Chicago. Os futuros do cereal caminharam na esteira de uma nova disparada do petróleo – que subiu mais de 6% tanto no brent, quanto no WTI, e dos mercados cizinhos, como soja e, principalmente o óleo, que encerrou o dia com mais de 2% de avanço.
Os ganhos, porém, foram tímidos e variaram de 1,25 a 2,50 pontos nos principais vencimentos, levando o julho a US$ 4,77 e o dezembro a US$ 4,97 por bushel.
Além da alta do petróleo, a demanda pelo grão dos EUA também permanece sendo um fator de suporte para as cotações.
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“Os contratos já recuperaram boa parte das perdas observadas até meados de abril e, apesar do plantio acelerado nos EUA e das condições ideais para as lavouras dos EUA, os preços demonstram firmeza”, afirma o time de análises da Agrinvest Commodities.
B3 TAMBÉM SUBINDO
Na B3, depois de testarem os dois lados da tabela, os futuros do milho terminaram o pregão desta quarta-feira com leves altas. Algum suporte do dólar – que subiu e voltou aos R$ 5,00 – foi sentido , porém, o clima para a safrinha ainda é o principal ponto de atenção do mercado.
Ainda de acordo com a Agrinvest, “hoje os modelos climáticos começaram a indicar chuvas irregulares para a segunda semana de maio”. A consultoria afirma ainda que há já um consenso entre os agentes do mercado de que haverá uma quebra na segunda safra de milho do país, o que poderia impactar, com uma oferta menor, em uma redução nas exportações do cereal.
“O número do programa de exportação para essa temporada poderia reduzir de 2 a 3 milhões de toneladas, resultando em um programa total de 37 a 38 milhões”, complementa a Agrinvest.