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Milho fecha semana com queda de 1,40% em Chicago, enquanto B3 mostra resistência e janeiro fica praticamente estável

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Os preços futuros do milho encerraram a sexta-feira (6) com pequenas valorizações na Bolsa de Chicago (CBOT), mas acumularam perdas na primeira semana de novembro. O contrato dezembro/26 recuou 1,40% entre os fechamentos de 30 de outubro e 6 de novembro, enquanto a Bolsa Brasileira (B3) apresentou um comportamento mais resistente, com o janeiro/27 praticamente estável no acumulado do período. O contraste ocorre em meio às expectativas de oferta elevada nos Estados Unidos, à movimentação cambial e às perspectivas de demanda doméstica e internacional.

Em Chicago, o contrato dezembro/26 terminou a sexta-feira cotado a US$ 4,4150 por bushel, com valorização de 1,50 cent, equivalente a 0,34%. O março/27 avançou 0,75 cent, fechando a US$ 4,5525, enquanto o maio/27 registrou ganho de 0,25 cent, para US$ 4,6350. O julho/27 subiu 0,50 cent, encerrando a US$ 4,7125 por bushel.

Apesar da recuperação, os contratos americanos terminaram a semana abaixo dos preços registrados em 30 de outubro. O dezembro/26 passou de US$ 4,4775 para US$ 4,4150 por bushel, com queda acumulada de 1,40%. O março/27 perdeu 1,25% no mesmo intervalo, enquanto o maio/27 recuou 1,17% e o julho/27 apresentou desvalorização de 0,95%.

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A semana foi marcada por oscilações importantes. Depois de iniciar novembro com uma pequena valorização na segunda-feira, Chicago registrou quedas na terça e na quinta-feira, intercaladas por uma recuperação na quarta. A melhora desta sexta-feira, entretanto, não foi suficiente para reverter o resultado negativo do período.

Oferta americana e demanda por exportações e etanol dividem atenções

Entre os principais fatores acompanhados pelo mercado internacional durante a semana estiveram as perspectivas de produção elevada nos Estados Unidos e a evolução da demanda pelo cereal.

A StoneX elevou sua estimativa de produtividade americana para 183,1 bushels por acre, passando a projetar uma produção de aproximadamente 16,2 bilhões de bushels na temporada 2026/27.

No campo, a colheita dos Estados Unidos alcançou 74% da área cultivada até 1º de novembro, segundo o Departamento de Agricultura do país (USDA), permanecendo três pontos percentuais abaixo da média histórica dos últimos cinco anos.

Do lado da demanda, o USDA divulgou na quinta-feira vendas líquidas de aproximadamente 1,29 milhão de toneladas de milho para exportação na semana encerrada em 29 de outubro. O resultado se somou às operações privadas anunciadas nos primeiros dias de novembro, incluindo negócios expressivos com o México e a Coreia do Sul.

A indústria de etanol também apresentou indicadores positivos. Segundo a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA), a produção média do biocombustível alcançou 1,143 milhão de barris por dia na semana encerrada em 30 de outubro, com crescimento de 25 mil barris diários em relação à semana anterior.

Apesar dos sinais de demanda, as expectativas de ampla disponibilidade continuaram limitando a recuperação dos preços em Chicago. O mercado agora aguarda o próximo relatório de oferta e demanda do USDA, previsto para terça-feira, 10 de novembro, que poderá apresentar novas referências para a produção e os estoques americanos.

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B3 encerra sexta-feira em queda, mas apresenta maior resistência na semana

Na Bolsa Brasileira (B3), todos os vencimentos futuros de milho terminaram a sexta-feira no campo negativo, embora o balanço semanal tenha apresentado oscilações mais moderadas do que as observadas em Chicago.

O contrato novembro/26 encerrou o pregão cotado a R$ 66,88 por saca de 60 quilos, com queda de 0,34%. O janeiro/27 perdeu 0,08%, fechando a R$ 71,14, enquanto o março/27 recuou 0,29%, para R$ 75,08. O maio/27 registrou desvalorização de 0,46%, terminando a R$ 74,18 por saca.

Na comparação semanal, o janeiro/27 apresentou uma das menores oscilações, passando de R$ 71,16 em 30 de outubro para R$ 71,14 nesta sexta-feira, recuo de apenas 0,03%. O março/27 permaneceu praticamente estável, com ligeira valorização de 0,01%, enquanto o maio/27 acumulou queda de 0,39%. O novembro/26 perdeu 0,51% no período.

milho_b3_semanal_30out_06nov2026

A diferença em relação à bolsa americana evidencia que a formação dos preços domésticos não acompanhou integralmente a desvalorização internacional durante a semana.

Câmbio ajuda a limitar quedas no mercado brasileiro, avalia Itaú BBA

Em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta sexta-feira, Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA, destacou a influência do câmbio sobre a formação dos preços do milho no Brasil.

Segundo o especialista, a valorização do dólar frente ao real tem ajudado a sustentar as referências domésticas e a limitar quedas mais intensas, mesmo diante da pressão observada em Chicago.

Queiroz também destacou que a comercialização do milho avançou nas últimas semanas, embora o desempenho das exportações permaneça abaixo do esperado para o ciclo.

Os dados consolidados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil exportou aproximadamente 5,69 milhões de toneladas de milho em outubro, queda de 12,44% em relação ao mesmo mês de 2025.

Apesar da redução do volume, o preço médio das exportações apresentou crescimento de 13,04%, alcançando US$ 234,18 por tonelada. Com isso, a receita obtida com os embarques recuou apenas 1,02% na comparação anual.

A diferença entre volume e preço médio acrescenta uma dimensão importante à análise do comércio exterior, embora os dados de outubro não expliquem isoladamente as oscilações dos futuros brasileiros nesta semana.

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Mercado físico termina sexta-feira com predomínio de estabilidade

No mercado físico brasileiro, o levantamento do Notícias Agrícolas mostrou predomínio de estabilidade nas praças acompanhadas nesta sexta-feira, com quedas pontuais em Mato Grosso e São Paulo.

Em Sorriso, Mato Grosso, o milho recuou 0,47%, encerrando a R$ 42,30 por saca. Em Itapetininga, São Paulo, a desvalorização foi de 1,59%, para R$ 62,00, enquanto Campinas registrou queda de 1,49%, terminando a R$ 66,00.

Nas demais regiões acompanhadas com variação informada, as referências permaneceram estáveis. Em Jataí e Rio Verde, Goiás, o milho continuou cotado a R$ 54,00 por saca.

Em Mato Grosso do Sul, Maracaju manteve a referência de R$ 47,00, enquanto Campo Grande e São Gabriel do Oeste permaneceram a R$ 48,00.

Nos portos, Paranaguá encerrou a semana com cotação de R$ 69,00 por saca, enquanto Santos manteve a referência de R$ 65,00.

O comportamento reforça as diferenças entre o mercado futuro e as condições regionais de comercialização, especialmente em um período de atenção à disponibilidade do cereal e ao ritmo de compras dos consumidores.

Safrinha antecipada e crescimento do consumo entram no radar para 2027

Além dos movimentos imediatos de preços, o mercado brasileiro continua acompanhando as perspectivas da próxima segunda safra e o crescimento da demanda interna, especialmente pela indústria de etanol.

Em entrevista ao Notícias Agrícolas na quinta-feira (5), Cristiano Palavro, diretor da Pátria Agronegócios, avaliou que o milho disponível pode estar próximo de encontrar um fundo de preços durante novembro, abrindo espaço para alguma recuperação a partir de dezembro.

Para 2027, entretanto, o especialista alertou que o plantio antecipado da soja poderá permitir uma janela especialmente favorável à implantação da safrinha em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Caso a colheita da oleaginosa não sofra atrasos relevantes, Palavro considera possível a entrada de milho da nova segunda safra no mercado brasileiro já em maio, antecipando parte da disponibilidade que normalmente se concentra nos meses seguintes.

O cenário acrescenta um elemento de atenção às decisões de comercialização antecipada, principalmente diante das perspectivas de crescimento da produção e da necessidade de proteção dos preços futuros.

A expansão do consumo de milho pela indústria de etanol representa um contraponto importante à oferta, mas seus efeitos sobre as cotações dependerão do ritmo efetivo de compras, da distribuição regional das usinas e do desenvolvimento da próxima safra.

Para os produtores brasileiros, o encerramento da primeira semana de novembro evidencia a importância de acompanhar simultaneamente Chicago, B3, câmbio e mercado físico. Enquanto os futuros americanos registraram perdas, as referências brasileiras apresentaram maior resistência, em um cenário que continuará condicionado às condições de demanda e às expectativas de produção para 2027.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE: 

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda