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Milho cai em Chicago com avanço da colheita, mas demanda forte pode abrir nova janela de preços no Brasil

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Entrada da safra americana pressiona cotações no curto prazo, enquanto menor disponibilidade e consumo firme sustentam perspectivas de mercado mais aquecido no Brasil nos próximos meses

Nesta sexta-feira (18), os futuros do milho fecharam em baixa na Bolsa de Chicago, pressionados pela entrada da nova safra norte-americana e pelo avanço da colheita nos Estados Unidos. Apesar da pressão no curto prazo, o mercado termina a semana olhando para fundamentos mais ajustados adiante, especialmente diante da força da demanda.

O contrato dezembro fechou a US$ 5,27 por bushel, com perda de 3 pontos; o março terminou a US$ 5,41, também recuando 3 pontos, enquanto maio perdeu 2,5 pontos, para US$ 5,48.

A pressão sazonal da colheita norte-americana pesa sobre as cotações justamente no momento em que novos volumes começam a chegar fisicamente ao mercado. Todavia, o mercado permanece atento às condições de clima e ao excesso de chuvas que pode acometer algumas regiões do Corn Belt nos próximos dias, podendo comprometer não só o ritmo dos trabalhos de campo, como também a qualidade do cereal. 

O movimento, porém, acontece em meio a um cenário internacional no qual o balanço entre produção e consumo vem ficando mais apertado. Uma análise publicada pela agência internacional de notícias Reuters com base nas atuais projeções do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostra que o consumo mundial de milho poderá superar a produção em quase 30 milhões de toneladas em 2026/27.

O dado ajuda a explicar por que, mesmo diante da pressão da colheita dos Estados Unidos, o mercado mantém atenção sobre a disponibilidade futura do cereal.

BRASIL: CENÁRIO MAIS FRIO AGORA, MAS CENÁRIO PODE MUDAR

No Brasil, o milho atravessa neste momento um período de menor ritmo de negócios. Em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta sexta-feira, Enilson Nogueira, consultor de mercado da Céleres Consultoria, explicou que a exportação ainda encontra dificuldades diante dos preços praticados no mercado doméstico. “Nossa exportação ainda está lenta, os preços não são viáveis para a exportação na maior parte do país. Então isso está causando um momento um pouco mais frio no mercado de milho”. 

Apesar disso, Nogueira acredita que essa condição não deverá durar muito. “Não acredito que isso seja duradouro. Acredito que em meados de outubro a gente já vai começar a ver um mercado mais aquecido”. 

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Um dos fatores que podem contribuir para essa mudança é justamente a chegada do período mais intenso de plantio da soja. Com o produtor concentrado nos trabalhos de campo, tende a diminuir a disposição para movimentar volumes de milho armazenados, especialmente aqueles mantidos em estruturas temporárias. A redução da oferta disponível pode ajudar a devolver maior dinamismo às negociações.

“Então a oferta também acaba ficando mais limitada nessa época de plantio. Vejo o mercado de milho hoje um pouco frio, mas é um mercado que rapidamente deve voltar a se aquecer”, afirma Nogueira.

Para o analista da Céleres, é justamente quando se amplia o horizonte da análise que os fundamentos do milho ganham força. A oferta mundial permanece elevada, mas vem diminuindo. No Brasil, o movimento também é de redução da disponibilidade diante de uma demanda que continua firme, principalmente internamente.

“É uma oferta mundial que não é pequena, mas está caindo; é uma oferta brasileira que não é pequena, mas está caindo e está encontrando uma demanda que é superior à capacidade de oferta dessa safra”, detalha o especialista, considerando em sua avaliação condições normais para a próxima produção brasileira.

Nogueira ressalta que eventuais dificuldades na janela de plantio da soja e seus possíveis reflexos sobre o calendário da segunda safra de milho ainda representam uma variável adicional para o mercado. “Considerando safra normal, já temos uma previsão de que, com safra normal, os estoques vão ficar mais apertados. Então vejo fundamentos sólidos para o milho também”, conclui. 

A combinação entre menor disponibilidade, consumo firme e uma possível redução da oferta física durante os trabalhos de plantio pode ajudar a construir novas oportunidades de comercialização para o produtor brasileiro nos próximos meses.

Isso não significa, porém, uma trajetória linear de alta. No curto prazo, Chicago ainda precisa absorver a entrada da safra dos Estados Unidos, enquanto o mercado brasileiro acompanha o ritmo das exportações, o câmbio, a demanda doméstica e, principalmente, a disposição de venda dos produtores.

O cenário mais adiante, entretanto, é diferente daquele sugerido apenas pela queda registrada nesta sexta-feira. Há mais milho chegando agora aos Estados Unidos, mas a demanda continua consumindo estoques e mantendo a atenção sobre a disponibilidade futura. No Brasil, o mercado pode estar mais frio neste momento, mas os fundamentos indicam que essa condição pode não durar.

Para o produtor, portanto, o segundo semestre segue como um período importante de construção de preços e de acompanhamento das oportunidades de comercialização, especialmente à medida que a oferta disponível diminui e a demanda volta a disputar o cereal.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda