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Milho brasileiro tem competitividade na China, mas substituição do cereal nas rações limita potencial de alta

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O Brasil está bem posicionado para atender às compras chinesas de milho, mas enfrenta um mercado que vem reduzindo a participação do cereal na alimentação animal. Análise da Terra Investimentos, elaborada por Geraldo Isoldi com base em informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), mostra que o produto brasileiro chega à China com custo competitivo. A oportunidade para o agricultor existe, mas sua força sobre os preços dependerá de quanto os chineses realmente importarão.

Segundo o levantamento, pelo menos 710 mil toneladas de milho brasileiro têm chegada prevista à China em outubro. O material também destaca que o Brasil ocupa a posição de maior fornecedor de milho ao país asiático desde 2023.

Para o produtor brasileiro, a leitura é favorável ao escoamento da safra: compras externas ajudam a retirar milho do mercado interno e podem aumentar a disputa pelo grão entre exportadores, fábricas de ração e usinas de etanol. Entretanto, a liderança entre os fornecedores precisa ser acompanhada pelo crescimento dos embarques para produzir um efeito mais consistente sobre as cotações.

Milho brasileiro chega mais barato que o americano

Na comparação apresentada pela Terra, o custo estimado do milho brasileiro entregue na China em outubro, dentro da cota de importação, é de US$ 332 por tonelada. O milho disponível no mercado chinês de Guangdong aparece a US$ 360 por tonelada.

Isso representa uma vantagem de US$ 28 por tonelada para o produto brasileiro, aproximadamente 7,8%. Nessa comparação, comprar milho do Brasil custa menos ao comprador chinês do que adquirir o cereal no mercado local.

Vale reforçar que esses valores citados são estimativas de custo de importação, com premissas de câmbio, logística e tarifas descritas no levantamento. Portanto, não correspondem ao preço recebido pelo agricultor brasileiro.

A vantagem também aparece diante dos Estados Unidos. Mesmo no cenário de retirada do adicional tarifário de dez pontos percentuais , o milho americano chegaria a US$ 349 por tonelada pela Costa Oeste e a US$ 370 pelo Golfo. O produto brasileiro continuaria US$ 17 e US$ 38 por tonelada mais barato, respectivamente.

Essa diferença indica que uma eventual redução das tarifas chinesas sobre o milho americano não eliminaria automaticamente a competitividade brasileira. Contudo, o Brasil também enfrenta concorrência: o milho argentino aparece com custo estimado de US$ 313 por tonelada, abaixo do brasileiro.

Mas o ponto de atenção mais importante para o agricultor está na composição das rações chinesas. Segundo os dados apresentados pela Terra, a participação do milho caiu de 47% em janeiro para 29% em agosto, com trigo, cevada e sorgo ocupando parte desse espaço.

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Na prática, as fábricas de ração estão recorrendo a outros ingredientes para alimentar os animais. Isso reduz a necessidade de milho em relação a uma situação na qual o cereal mantivesse sua participação anterior.

Assim, o Brasil pode conquistar uma fatia maior das compras chinesas sem que isso represente uma expansão equivalente da demanda total por milho. Ganhar de outros fornecedores é positivo, mas o efeito sobre os preços fica limitado quando o comprador utiliza menos cereal nas rações.

Outro dado reforça essa cautela: até julho, a China havia utilizado apenas 1,4 milhão de toneladas de sua cota de importação de milho, de 7,2 milhões de toneladas. A existência de espaço nessa cota, por si só, não significa que haverá compras para preenchê-la.

O escritório do serviço agrícola do USDA em Pequim projeta importações de 6 milhões de toneladas em 2026/27, contra 4 milhões em 2025/26. A previsão sinaliza recuperação, mas é uma estimativa para as compras totais da China, de todas as origens, e não uma garantia de vendas para o Brasil.

O avanço brasileiro no mercado chinês também passa por produtos que concorrem com o milho na alimentação animal. O levantamento aponta potencial de exportação de 2 milhões a 3 milhões de toneladas de sorgo brasileiro para a China em 2026, segundo fontes de mercado. 

As ofertas brasileiras de sorgo em agosto estavam entre US$ 300 e US$ 310 por tonelada, diante de US$ 391 por tonelada do produto americano .

O Brasil também respondeu por 100% dos DDGS importados pela China em 2026 até julho, segundo o material. Os DDGS são um ingrediente para ração obtido no processamento de grãos para a produção de etanol. Essa participação se refere às importações chinesas desse produto, e não ao conjunto do mercado de rações.

Para a cadeia brasileira do milho, esse movimento tem dois efeitos possíveis. Na China, os ingredientes alternativos podem limitar as compras do cereal. No Brasil, a venda dos coprodutos pode melhorar a receita das usinas e favorecer economicamente o processamento de milho, contribuindo para sustentar a demanda industrial.

A interpretação dos dados aponta uma oportunidade de sustentação para o milho brasileiro, especialmente se a vantagem de custo se transformar em novos negócios e embarques. Nesse cenário, exportadores podem precisar disputar mais grão com os compradores domésticos, favorecendo as ofertas ao produtor.

Esse efeito, porém, tende a variar entre regiões. Distância dos portos, frete, câmbio e demanda local determinam quanto da oportunidade externa chega ao preço da saca na fazenda.

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Para o planejamento da produção, o avanço na China fortalece uma alternativa de venda, mas ainda não permite concluir que haverá preços mais altos ou que ampliar a área de milho será necessariamente mais rentável. Essa decisão depende também do custo de produção, da produtividade esperada e das condições de comercialização.

O principal sinal a acompanhar é a passagem da competitividade para a compra efetiva. O milho brasileiro tem vantagem para disputar o mercado chinês; para que essa vantagem valorize a saca, precisa resultar em demanda suficiente para absorver a oferta.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE: 

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda