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Melhoramento clássico mantém-se na liderança da oferta de variedades de canas tolerantes à seca

Uma variedade de cana melhorada, a IACCTC07-8008, lançada em 2017 pelo Instituto Agronômico (IAC), em Campinas, precisou de uma forte estiagem registrada este ano para comprovar seu verdadeiro potencial em campo. Plantada em sequeiro em área de produção, numa das maiores usinas da região de Goianésia, em Goiás, cravou em média 155 toneladas de cana por hectare contra 122 toneladas de outras variedades plantadas em mesmo solo sob idênticas condições climáticas e de soca, ou seja, uma produtividade média de quase 25% acima de variedades já consagradas.

“Tínhamos boa expectativa com relação a essa variedade, mas o resultado realmente surpreendeu. Pesquisadores das áreas de biotecnologia e de fisiologia do IAC procuram agora entender a razão desse potencial de tolerância”, diz Marcos Landell, engenheiro agrônomo, pesquisador e diretor geral do IAC. Segundo ele, o apoio do BIOEN – Programa de Bioenergia da Fapesp foi decisivo nessa pesquisa, por exemplo, para a montagem do laboratório de biogenética. “Sem isso seguramente não conseguiríamos avançar na velocidade atual”, reconhece.

Landell diz que a IACCTC07-8008 é resultado de um trabalho de evolução varietal conhecido como melhoramento clássico. Ele prevê que diferentes espécies sejam cruzadas com a expectativas de uma terceira variedade agregar o que há de melhor nas duas anteriores. Trata-se de um trabalho de persistência, de tentativa e erro, por muitos anos. No entanto, essa linha de pesquisa tem se mostrado decisiva para a obtenção de centenas de variedades que hoje contribuem para e elevação dos níveis de produtividade.

Ele conta que começou o trabalho de campo em Goianésia ainda nos anos 1990, uma região seca, com solo fraco e chuva mal distribuída ao longo do ano. “Naquela época, a produtividade média do primeiro corte não passava de 90 toneladas. Hoje, mesmo em condições de forte estresse hídrico, não tiramos menos de 120 toneladas na cana planta, ou seja, no primeiro ciclo da cultura. Esse é o resultado de uma série de fatores, mas as novas variedades contribuíram muito para isso”, avalia.

Mudança no manejo

Além do melhoramento clássico, Landell explica que alguns avanços na área de tolerância ao estresse hídrico aconteceram graças a mudanças no manejo das plantações. Ele diz que um desses avanços desenvolvidos pelo IAC é a chamada Matriz do Terceiro Eixo. Essa metodologia considera que, a cada ciclo (corte) da cultura da cana, ocorre o melhor desenvolvimento do sistema radicular, possibilitando que ele alcance profundidades maiores. Segundo o pesquisador, essa informação é fundamental para que se defina um planejamento de colheita, de forma a promover a mitigação do déficit hídrico ao longo da vida útil de um canavial e evitar que a cana mais jovem fique demasiadamente exposta a longos períodos de seca.

Landell explica que pesquisas desenvolvidas pelo IAC indicaram que, ao contrário do que se acreditava, a raiz da cana segue se desenvolvendo e aprofundando ano após ano, desde que planta não sofra impedimentos físico-químicos do solo ou a ação de algum fator, como pragas. O método da Matriz do Terceiro Eixo define que a colheita da cana de primeiro e segundo ciclos (cortes) deva ocorrer no máximo até o final de junho, evitando que a planta seja exposta a situações de estresse hídrico intenso quando a raiz ainda está muito superficial. Com isso, a cana mantém um desenvolvimento radicular robusto e, a partir do terceiro ciclo, ela já consegue absorver umidade de regiões mais profundas do solo e segue se aprofundando ano a ano, o que garante melhores níveis de produtividade em todas as colheitas seguintes.

“Essa metodologia foi implantada na região de Campo Florido, em Minas Gerais, por produtores que conseguiram expandir aprodutividadede 62 toneladas de cana por hectare para 116 toneladas, considerando-se a média de nove ciclos (cortes). “Isso é resultado de uma raiz bem formada e aprofundada”, garante Landell. Segundo o diretor geral do IAC, grandes empresas do setor já estão utilizando essa metodologia com bons resultados. “Conforme os produtores passarem a usar melhores variedades, aliadas às novas técnicas, chegaremos em breve à média de produtividade nacional de cana por hectare acima dos três dígitos”, aposta.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda