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MBRF vê cenário favorável para grãos do Brasil, mas amplia estoques diante de incertezas

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Por Roberto Samora

SÃO PAULO, 19 Mar (Reuters) – A empresa de alimentos MBRF, uma das maiores compradoras de soja e milho do Brasil para a produção de ração aos seus produtores integrados de frangos e suínos, avalia que o cenário para safras brasileiras em 2026 segue favorável, mas ampliou seus estoques de grãos para lidar com surpresas climáticas e eventual alta de preço das matérias-primas relacionada à guerra no Irã.

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“Aumentamos nossos estoques de grãos e de produtos… Estamos preparados com aumento de estoques… para em 2026 enfrentar possíveis aumentos por fatores climáticos e fator de guerra”, disse o sócio controlador da MBRF, o empresário Marcos Molina.

Molina, presidente do conselho de administração da MBRF, afirmou em teleconferência de resultados trimestrais que a empresa nunca “esteve tão bem preparada” para iniciar um ano, que começou turbulento com a guerra no Golfo Pérsico.

Ele citou também o cenário de menor oferta de boi no Brasil e nos Estados Unidos, mas ressaltou que a companhia aumentou sua capacidade e deverá usar confinamentos bovinos próprios para trabalhar “em níveis rentáveis”.

Por outro lado, afirmou ele, a empresa observa um aumento do consumo de proteínas tanto no Brasil como no mundo. “A proteína tem se destacado entre as commodities”, observou.

Mais cedo na teleconferência, o diretor vice-presidente de Finanças e de Relações com Investidores, José Ignácio Scoseria Rey, havia sinalizado um cenário positivo para a companhia em relação à oferta de milho e soja, importante fator para os custos.

Ele afirmou que o Brasil deverá voltar a ter uma colheita de milho acima de 130 milhões de toneladas, similar à produção do ano passado, confiando nas condições climáticas para a segunda safra, que ainda está em plantio.

Com relação à soja, ele citou estimativa de uma produção recorde de cerca de 180 milhões de toneladas, com colheita já em estágio avançado.

“De forma geral, o cenário de grãos está muito positivo”, disse o executivo.

Com relação a eventuais impactos do custo dos fertilizantes nitrogenados pela guerra no Irã, o diretor comentou que ele não é imediato para a produção de grãos no Brasil.

Poderia haver algum problema se o conflito no Golfo Pérsico, por onde transitam importantes volumes de fertilizantes, acabar se estendendo. “Tem tempo para isso, o choque (de preço) nos fertilizantes não deverá impactar a produção no curto prazo”, afirmou.

Sobre custos de petróleo e impactos no frete, ele disse que isso também dependerá da duração do conflito.

BEM POSICIONADA

O CEO da companhia, Miguel Gularte, reiterou nesta quinta-feira que a companhia se vê preparada, e até tem vantagens competitivas, para enfrentar os efeitos da guerra no Oriente Médio, onde estão alguns de seus mais importantes mercados no exterior.

Na véspera, ele afirmou a jornalistas que a companhia migrou seus estoques para o destino — inicialmente por preocupações relacionadas à gripe aviária –, o que agora amplia a flexibilidade para lidar com questões logísticas no conflito.

Gularte destacou também o expertise logístico da companhia, que opera na região do Oriente Médio desde a década de 70, como outro trunfo para seguir abastecendo os países da região do Golfo Pérsico, em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz.

ALAVANCAGEM

Questionado sobre o indicador de alavancagem, que aumentou no último trimestre de 2025 para 3,35 vezes (dívida líquida/Ebitda ajustado), ante 2,47 no mesmo período de 2024, o vice-presidente de Finanças disse que ele foi impactado pelo “fator dólar”, mas que a empresa tem como prioridade mantê-lo “sob controle” e tem instrumentos para isso.

“E mesmo com juros, com queda mais tímida do que podíamos prever antes da guerra, a companhia tem todas as condições para gerar caixa e manter a alavancagem sob controle”, declarou, lembrando que as sinergias da fusão da Marfrig com a BRF atuam como um “buffer” e devem somar cerca de R$600 milhões em 2026.

Ele comentou ainda que a companhia, em caso de necessidade, tem condição de “temporizar” o capex. “Mas temos convicção de que o projeto que estamos desenvolvendo tem um retorno.”

O executivo disse ainda que os projetos de expansão, embora existam alguns sendo executados, devem reduzir a pressão sobre o investimento.

“Mesmo com ‘pipeline’ de projetos ainda sendo executados, olhando para frente, esse capex deveria cair”, disse, admitindo que o indicador, no quarto trimestre, foi um ponto fora da curva.

No quarto trimestre, os investimentos consolidados totalizaram R$2,18 bilhões, dos quais R$591,2 milhões foram destinados às operações de carne bovina.

Com os investimentos, a companhia prevê crescimento no volume de vendas da área de bovinos na América do Sul de 7% a 8%, com o “ramp-up” do aumento das capacidades de abate e desossa nas unidades da Argentina, Uruguai e Brasil.

Já a operação “BRF” terá aumento de capacidade de 60 mil toneladas/ano em 2026, após um crescimento de 100 mil toneladas/ano em 2025, focada na categoria de processados.

(Por Roberto Samora; edição de Letícia Fucuchima)

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda