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Mato Grosso não pode ser tratado como um problema ambiental, por Vilmondes Tomain

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspende a Emenda Constitucional nº 119/2024 do Estado de Mato Grosso — a chamada “PEC das UCs”, reacendeu o debate sobre a proteção ambiental e a regularização fundiária no país. A medida cautelar teve como fundamento a defesa do meio ambiente e do direito coletivo ao equilíbrio ecológico, previstos na Constituição Federal.

Embora a decisão seja respeitada dentro do marco institucional, especialistas e representantes do setor produtivo defendem que Mato Grosso merece reconhecimento pelos resultados já alcançados em conservação. O Estado é apontado como um dos que mais preserva o meio ambiente no Brasil, conciliando produção agropecuária e preservação da vegetação nativa.

Um levantamento da Embrapa, em parceria com instituições do setor, mostra que Mato Grosso mantém cerca de 64% de todo o seu território preservado, o que representa aproximadamente 58,5 milhões de hectares. Dentro das propriedades rurais, os produtores preservam áreas significativas destinadas à Reserva Legal e às Áreas de Preservação Permanente (APPs). Esse volume de preservação privada é tão expressivo que supera em mais de 100% a área preservada por unidades de conservação e terras indígenas no Estado. Somadas, essas áreas de iniciativa pública chegam a pouco mais de 17 milhões de hectares, enquanto os produtores rurais conservam cerca de 35,5 milhões de hectares, o equivalente a 39% do território estadual. Esses números mostram que o produtor rural mato-grossense não é vilão ambiental, mas sim parte da solução, com a preservação feita dentro das fazendas, de forma obrigatória e fiscalizada pelo Código Florestal.

Apesar do desempenho positivo em preservação, produtores e entidades apontam problemas na gestão das Unidades de Conservação (UCs). Muitas delas foram criadas sem regularização fundiária, deixando famílias sem indenização e em situação de insegurança jurídica. Além disso, a ausência de planos de manejo em diversas UCs impede o uso sustentável e a gestão efetiva dos recursos naturais, transformando parte dessas áreas em “proteção apenas no papel”.

Para o setor produtivo, é fundamental que a discussão sobre preservação vá além da judicialização. Mato Grosso não pode ser tratado como um problema ambiental. Pelo contrário, é parte da solução: produz alimentos para o Brasil e o mundo e, ao mesmo tempo, mantém a maior parte do seu território coberto por vegetação nativa. Com o debate sobre a PEC das UCs no STF, produtores rurais e lideranças do agro defendem que sejam reconhecidos os esforços reais de conservação em curso no Estado e que haja equilíbrio entre proteção ambiental, segurança jurídica e desenvolvimento econômico.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda