Foram publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira (14) as portarias 1 a 17, com o Zoneamento AgrÃcola de Risco Climático (Zarc), ano-safra 2020/2021, para o cultura do trigo. O zoneamento indica o melhor perÃodo para o plantio.Â
De acordo com o agrometeorologista da Embrapa Trigo, Gilberto Cunha, nas regiões tradicionais de cultivo comercial de trigo no Brasil, os maiores riscos de perda de produção são: geada no espigamento (região temperada); excesso de chuva/umidade elevada, que, na fase inicial de enchimento de grãos, pode causar doenças de espiga de difÃcil controle (giberela na região temperada e brusone na região tropical) ou acarretar, no perÃodo de colheita, a perda de qualidade tecnológica dos grãos; e deficiência hÃdrica e temperatura elevada (região tropical), .
A atualização do Zarc de trigo, ano-safra 2020/2021, levou em consideração algumas demandas propostas pelo setor produtivo ao longo do ano de 2020 e envolveram, basicamente, a inclusão dos solos tipo 1 e a reanálise dos perÃodos de semeadura de alguns munÃcipios do norte do Paraná e sul do estado de São Paulo, além de prospecção de novas áreas com aptidão tritÃcola na região tropical, especialmente nos estados de Minas Gerais, Goiás e Bahia, que vêm se configurando como um novo polo de expansão da triticultura.
Estão contempladas no Zarc de Trigo, ano-safra 2020/2021, dez unidades da Federação: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais, para o sistema de sequeiros; e São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Mato Grosso e Bahia, para o sistema irrigado.
Os maiores produtores de trigo do paÃs são Rio Grande do Sul e Paraná, responsáveis em torno de 85,8% da produção nacional, conforme dados da Conab, divulgados em dezembro de 2020. Com a finalização da colheita do trigo nos principais estados produtores, a produção nacional estimada é de 6,183 milhões de toneladas. Nas principais regiões produtoras, a nova safra 2020/21 tem plantio começando em abril ou maio, com a colheita ocorrendo no decorrer do segundo semestre de 2021.
Fonte:
Mapa
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