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IZ disponibiliza dez orientações para pequenos e médios produtores melhorarem qualidade do leite

O Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, disponibilizará aos pequenos e médios produtores de leite publicação gratuita com dez dicas para melhor qualidade do leite de vaca e de búfala. O objetivo é levar informações práticas que são resultado de nove anos de pesquisas do IZ para melhoria do leite e, consequentemente, da renda desses produtores. A publicação, que será lançada em evento online em 5 de novembro, faz parte do programa de Entregas Tecnológicas do Governo do Estado de São Paulo.

Desde 2009, o IZ realiza programa de pesquisa na área de qualidade do leite junto a cooperativas, associações, empresas privadas e técnicos da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CATI/CDRS). Ao longo desses nove anos, 286 pequenos e médios produtores leite receberam orientação do projeto, o que corresponde a 134 milhões litros de leite oriundo desses produtores com melhor qualidade. O IZ realizou 64 mil análises laboratoriais para monitorar a qualidade do leite dessas propriedades distribuídas em mais de 30 municípios do Estado de São Paulo.

Ao longo desse período de monitoramento da qualidade e transferência de tecnologia, muitos pesquisadores e assistentes técnicos juntaram esforços para auxiliar o produtor leiteiro na busca por maior produção e qualidade do leite. “Nesta entrega tecnológica está a compilação das orientações mais recomendadas e utilizadas que promoveram melhoria significativa na produção e qualidade do produto”’, afirma Luiz Carlos Roma Júnior, pesquisador do IZ e líder do projeto.

10 dicas para produzir leite com alta qualidade

De acordo com Roma Júnior, a qualidade final do leite depende de vários fatores, como técnicas de manejo empregadas e boas práticas de higiene e ordenha, além da manutenção dos equipamentos de ordenha e práticas de registro.

“Ao longo de nossas pesquisas, identificamos dez pontos fundamentais para a qualidade. O produtor, claro, pode fazer muito mais. Mas, se ele seguir essas recomendações, estará alinhado a Instrução Normativa 76 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e terá um produto de boa qualidade, com aumento a produção e rentabilidade”, afirma.

As dicas estarão detalhadas na publicação, que poderá ser acessada gratuitamente no site do IZ.

1) Instalações

Muitas áreas dentro da propriedade podem influenciar a produção e a qualidade do leite, mas a sala de ordenha é o ponto que exige mais atenção quanto a limpeza e higiene. “O local deve ter boa ventilação e iluminação adequada, garantindo conforto aos animais e também aos ordenhadores. É importante garantir que a sala de ordenha possua água potável corrente para possíveis limpezas durante a realização do trabalho, bem como a limpeza dos equipamentos e utensílios de ordenha e do local após a finalização”, afirma Roma Júnior.

O pesquisador cita que é preciso que cuidados de higiene também sejam empregados na sala de espera, na área de alimentação e nos bebedouros. Além disso, o produtor deve se atentar as condições para movimentação das vacas. Esses locais não podem ter acúmulo de dejetos, poças de água e barro.

2) Equipamento de ordenha

Se tratando de produção de leite, o equipamento de ordenha é fundamental para garantir a ordenha completa e correta. Na ordenha manual, é importante atenção aos utensílios utilizados como cordas, baldes e, principalmente, as mãos do ordenhador. Todos os itens devem ser mantidos em perfeitas condições de higiene e armazenamento, antes e depois da realização do trabalho.

“Para a ordenha mecanizada, os produtores devem prestar atenção às condições do equipamento, verificar as condições das mangueiras e teteiras, nível do vácuo, peças e tubulações, nível de óleo do motor, filtros e outros itens que garantam o funcionamento do equipamento”, afirma o pesquisador.

3) Rotina de ordenha

É importante que as vacas tenham uma rotina diária de ordenha, uma vez que alterações nessa rotina podem estressar os animais, diminuindo assim a produção. Os principais passos a serem seguidos diariamente são: Fazer o teste da caneca, desprezando os primeiros jatos de leite em uma caneca de fundo escuro para o diagnóstico da mastite clínica; Realizar o pré-dipping; Secar os tetos com papel toalha descartável; Colocar a unidade de ordenha nos tetos; Realizar o pós-dipping com solução desinfetante; Resfriar imediatamente o leite ordenhado; Lavar os equipamentos e utensílios de ordenha com água limpa e detergente alcalino clorado, para correta remoção dos resíduos; Após a limpeza é importante remover toda a água residual.

4) Limpeza dos tetos e Teste da caneca

“O produtor deve se esforçar para manter vacas tão limpas quanto possível antes da entrada na área de ordenha. Vacas limpas têm menor exposição aos patógenos da mastite ambiental e são mais fáceis de limpar antes da ordenha. Se houver necessidade de limpar uma alta porcentagem de vacas, é importante rever alguns aspectos de manejo das pastagens ou currais onde as vacas permanecem entre o período das ordenhas”, afirma.

De acordo com Roma Júnior, quando a vaca estiver pronta para ordenha, deve-se realizar o teste da caneca para o diagnóstico da mastite clínica. Esse teste consiste na retirada manual dos primeiros jatos de leite de cada teto em uma caneca de fundo escuro, o que permite detectar possíveis alterações visíveis no leite, como a presença de grumos, leite viscoso ou aguado. “Além disso, é preciso retirar os primeiros jatos que apresentam maior concentração de microrganismos e ajudam a estimular a descida do leite. Uma boa estimulação auxilia no aumento do fluxo de leite e na redução do tempo de ordenha completa”, explica.

5) Pré-dipping

Os tetos devem ser higienizados com uma solução desinfetante antes da ordenha. O pré-dipping é importante para eliminar as bactérias presentes na pele do teto e ajuda a controlar a mastite causada por patógenos da mastite ambiental. “Ele deve ser realizado em todos os tetos, com imersão completa ou cobrir pelo menos três quartos de cada teto. Para a realização do pré-dipping recomenda-se o uso de aplicador sem retorno para evitar contaminação dos tetos e entre animais. A solução de pré-dipping deve permanecer nos tetos durante pelo menos 30 segundos para a efetiva ação da solução desinfetante”, diz o pesquisador. Os tetos devem ser completamente secos com papel toalha descartável, usando-se uma folha de papel por teto.

6) Pós-dipping

Depois da finalização da ordenha completa do animal, deve-se retirar o conjunto de ordenha após o corte do vácuo do conjunto para não provocar lesões nos tetos ou deixar leite residual. Em seguida, deve-se fazer a imersão de pelo menos três quartos de cada teto em solução desinfetante pós-dipping. Esse procedimento é importante para a prevenção da mastite contagiosa.

7) Filtração do leite

Após a ordenha, segundo o pesquisador do IZ, o leite deve ser coado em recipiente apropriado de aço inoxidável, de náilon, de alumínio ou de plástico atóxico. No caso dos sistemas de ordenha mecânicos, o filtro deve ser periodicamente trocado. O objetivo do filtro de linha é remover partículas grosseiras, macro e microscópicas.

8) Resfriamento imediato do leite

Uma vez ordenhado, é extremamente importante a manutenção do leite em temperatura baixa, e em toda a sequência da cadeia produtiva, para garantir a manutenção de uma baixa CPP. O ideal é que o leite atinja a temperatura de 4°C no tempo máximo de três horas após o término da ordenha. “A refrigeração imediata do leite é um dos requerimentos contidos na Instrução Normativa 76 do MAPA. É importante ressaltar que a refrigeração do leite apenas inibe a multiplicação dos microrganismos e não diminui a CPP. Por isso, as medidas de higiene da ordenha e a limpeza e higienização dos utensílios utilizados são fundamentais para obtenção de leite de qualidade”, afirma.

9) Limpeza, sanitização e manutenção do tanque de resfriamento do leite

A limpeza do tanque de resfriamento deve ser feita imediatamente após a retirada do leite. O tanque pode ser local de acúmulo de resíduos de leite, o que favorece o crescimento microbiano e, consequentemente, a contaminação.
“Além da limpeza e sanitização, é fundamental que o produtor faça manutenção periódica do tanque de resfriamento. Antes do início da ordenha, deve-se verificar se o tanque está funcionando adequadamente e depois se a temperatura indicada no visor corresponde com a temperatura real”, explica Roma Júnior.

10) Prática de registros

Como em todo negócio, o registro é ponto fundamental para auxiliar na tomada de decisão para o progresso e sustentabilidade. Na produção de leite não é diferente. Por isso, a prática de registro na propriedade deve ser implantada de forma prática e útil para a rotina.

A dica é iniciar essas ações com uma agenda diária com anotações da produção diária de leite, lotes, manejo e ações realizadas. “É importante também o produtor registrar os estoques de produtos e insumos e o levantamento de necessidade para um possível planejamento de compra ou busca por condições de pagamento mais favoráveis”, afirma.

Entrega tecnológica

A disponibilização das orientações para melhoria da qualidade do leite de pequenas e médias propriedades paulistas faz parte do programa de Entregas Tecnológicas do Governo do Estado de São Paulo. Até 2022, os seis Institutos e 11 Polos Regionais de pesquisas ligados à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria, disponibilizarão 150 tecnologias a todas as cadeias de produção do agro. Neste ano, a meta é disponibilizar 50 tecnologias na área de agricultura, pecuária, pesca e aquicultura, economia, processamento de alimentos e sanidade.

Além da disponibilização do material gratuito no site do Instituto de Zootecnia, será realizada em 05/11, às 10h, a live “Transferência de tecnologia na melhoria da qualidade do leite em pequenas e médias propriedades rurais do Estado de São Paulo”.

O evento online contará com a participação do pesquisador do IZ e líder do programa de qualidade do leite no Instituto, Luiz Carlos Roma Júnior, que fará a apresentação da entrega tecnológica, e dos agentes da CATI/CDRS, Marcelo Ament Giuliani dos Santos e Mauricio Perissinotto, que farão a exposição da experiência prática da participação no Programa. Os interessados devem se inscrever clicando aqui.

Também no dia 05, a publicação Balde Branco lançará um podcast com as dicas disponibilizadas pelo IZ. Este e outros podcasts com orientações do Instituto para qualidade do leite podem ser acessados aqui.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda