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IPCA-15 sobe 1,17% e tem maior alta para novembro em quase 2 décadas

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Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) – A prévia da inflação brasileira atingiu em novembro a máxima para o mês em quase duas décadas diante do peso da gasolina, em resultado acima do esperado que intensifica o cenário de preocupação com a alta dos preços e de adversidade para a política monetária.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve alta de 1,17% em novembro, depois de subir 1,20% em outubro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

O resultado marca a taxa mais elevada para um mês de novembro desde 2002, quando o índice avançou 2,08%.

Nos 12 meses até novembro, o IPCA-15 acumulou alta de 10,73% e permanece bem acima do teto da meta oficial –3,75%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA.

Nessa base de comparação, esse é o resultado mais alto para o índice desde que chegou a 10,84% em fevereiro de 2016.

As expectativas em pesquisa da Reuters junto a economistas eram de altas respectivamente de 1,10% e 10,65% do IPCA-15 na base mensal e em 12 meses..

O quadro é desafiador, em meio à alta de commodities, problemas na cadeia de oferta global e desavalorização da taxa de câmbio.

A forte pressão inflacionária no Brasil já levou o Banco Central a intensificar o ritmo de aperto monetário no mês passado ao elevar a taxa básica de juros em 1,5 ponto percentual, a 7,75%.

O Comitê de Política Monetária do BC volta a se reunir para discutir a condução da política monetária no início de dezembro, já tendo indicado novo aumento da mesma magnitude.

Os dados do IBGE mostraram que em novembro mais uma vez o maior vilão para o peso do consumidor foi a gasolina, cujo preço disparou 6,62%. No ano, o combustível acumula variação de 44,83% e, em 12 meses, de 48,00%.

Isso levou Transportes a registrar de longe a maior alta entre os grupos, de 2,89%, sob o peso ainda da alta de 16,23% do transporte por aplicativo.

Por outro lado, as passagens aéreas apresentaram queda de 6,34% nos preços, após altas consecutivas em setembro (28,76%) e em outubro (34,35%).

Todos os outros oito grupos pesquisados pelo IBGE também mostraram avanço dos preços em novembro. Os custos de Habitação subiram 1,06%, com o 18º mês seguido de avanço do gás de botijão, de 4,34%.

Já a alta da energia elétrica desacelerou a 0,93%, de 3,91% em outubro. Desde setembro está em vigor a bandeira tarifária Escassez Hídrica.

O avanço dos preços de alimentação e bebidas também desacelerou, a 0,40% em novembro de 1,38% em outubro, devido a altas menos intensas nos preços do tomate (14,02%), do frango em pedaços (3,07%) e do queijo (2,88%).

Ainda houve queda de preços nas carnes (-1,15%), no leite longa vida (-3,97%) e nas frutas (-1,92%).

Na visão do mercado, a inflação terminará este ano a 10,12%, conforme aponta a pesquisa Focus do BC mais recente, e ficará em 4,96% em 2022.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda