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Inmet: Chuvas intensas na Região Sul reacendem alerta fitossanitário para as lavouras de trigo

De acordo com o monitoramento das lavouras realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a semeadura de trigo no país já alcançou 94,7% da área prevista. No Rio Grande do Sul, os trabalhos de semeadura atingiram, em média, 87% da área estimada, com predominância de lavouras nos estádios de desenvolvimento vegetativo inicial e perfilhamento. No Paraná, os elevados volumes de chuva registrados no início do mês de julho nas regiões oeste e sudoeste aumentaram a pressão fitossanitária, favorecendo a ocorrência de doenças fúngicas e manchas foliares. Em Santa Catarina, o tempo seco tem contribuído para a melhoria das condições operacionais, favorecendo a germinação e a emergência do trigo.

Nesses estados, as lavouras encontram-se predominantemente entre as fases vegetativa e reprodutiva, período em que ocorre aumento da demanda hídrica devido ao intenso crescimento das plantas. Como consequência, as culturas tornam-se mais sensíveis à ocorrência de déficits hídricos. Até o momento, o desenvolvimento das lavouras tem sido favorecido pela distribuição regular das chuvas e pelas temperaturas mais amenas registradas na região. O município de Cruz Alta (RS) (Figura 1), exemplifica as condições meteorológicas predominantes durante o desenvolvimento da cultura na região noroeste do Rio Grande do Sul.

As precipitações ocorreram de forma regular durante a primeira metade do período, com os maiores acumulados registrados em 29/06 (19,9 mm), 02/07 (15,2 mm), 22/06 (14,9 mm), 28/06 (12,6 mm) e 19/06 (11,9 mm). A partir do início de julho, observou-se uma redução das chuvas, configurando um período seco prolongado, com volumes próximos de zero até o dia 13/07. As temperaturas máximas variaram entre 8,9 °C e 23,0 °C, enquanto as mínimas apresentaram maior variação, com destaque para os dias 16/06/, 04/07 e 07/07, quando foram registrados os menores valores do período, de 2,0 °C e 0,2 °C, respectivamente. De acordo com a Emater/RS-Ascar, as baixas temperaturas e a ocorrência de geadas de fraca intensidade favoreceram o perfilhamento das plantas, sem causar danos expressivos às lavouras da região.

Para os próximos cinco dias, a previsão indica uma elevação gradual das temperaturas. A partir de 15/07, as máximas tendem a aumentar progressivamente, superando 27 °C entre os dias 17 e 18/07, enquanto o tempo deverá permanecer estável até o sábado (18/07). Esse cenário de aquecimento gradual, associado à baixa probabilidade de chuva no curto prazo, reforça a necessidade de monitoramento da umidade do solo, especialmente em função do aumento da demanda hídrica das lavouras durante essa fase de desenvolvimento.

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Figura 1: Precipitação Acumulada (mm), Temperatura Máxima (°C) e Temperatura Mínima (°C) para o período de 10 de junho a 19 de julho de 2026 em Cruz Alta (RS). Fonte: SISDAGRO

No entanto, a preocupação aumenta diante da previsão para os próximos quinze dias, que indica o desenvolvimento de uma área de baixa pressão sobre a Argentina, associada ao transporte de ar quente e úmido pelo Jato de Baixos Níveis (JBN). No início da semana, essa configuração deverá favorecer o retorno das chuvas em grande parte do Rio Grande do Sul e no extremo sul de Santa Catarina, onde os volumes acumulados podem ultrapassar 150 mm (Figura 2). Esse cenário eleva o potencial para a formação de tempestades, motivo pelo qual o INMET publicou aviso de tempestade de nível laranja, válido para sexta-feira e sábado, em grande parte do Rio Grande do Sul. Nas demais áreas da Região Sul, o tempo deverá permanecer firme.

Os elevados volumes de chuva previstos tendem a dificultar operações de manejo, como adubação de cobertura, aplicação de defensivos e o trânsito de máquinas, além de aumentar a favorabilidade à ocorrência de doenças fúngicas, especialmente em áreas com longo período de molhamento foliar e elevada umidade relativa do ar. Esses efeitos podem comprometer tanto o desenvolvimento das lavouras quanto a eficiência das práticas de manejo adotadas no período.

Os impactos também se estendem à pecuária. As chuvas intensas podem reduzir a qualidade das pastagens, dificultar o manejo dos rebanhos e elevar o risco de problemas sanitários associados ao excesso de umidade no ambiente. Em áreas sujeitas a inundações, há ainda potencial para perdas de infraestrutura rural, danos a estradas vicinais e dificuldades no transporte de insumos e da produção agropecuária.

Dessa forma, embora as precipitações contribuam para a reposição da umidade do solo e para a recuperação das reservas hídricas, volumes muito elevados concentrados em poucos dias tendem a aumentar o risco de impactos negativos sobre a agricultura gaúcha, principalmente em razão da saturação do solo, da interrupção das operações de campo e da maior favorabilidade à ocorrência de doenças nas culturas de inverno. Nesse contexto, tornam-se fundamentais o monitoramento contínuo das condições das lavouras e a adoção de práticas de manejo no momento adequado, de forma a mitigar riscos fitossanitários e preservar o potencial produtivo da cultura do trigo na região.

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Figura 2: Previsão de precipitação acumulada (mm) para a Região Sul nos próximos 15 dias, obtida a partir do modelo Global Forecast System (GFS). Fonte: INMET.
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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda