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A inflação da zona do euro disparou à maior taxa já registrada em novembro devido ao aumento dos custos de energia, provavelmente atingindo um pico antes de uma lenta desaceleração que vai mantê-la alta por grande parte do próximo ano, mostraram dados da Eurostat nesta terça-feira.
A alta dos preços ao consumidor nos 19 paÃses que usam o euro acelerou a 4,9% em novembro sobre o ano anterior, de longe o nÃvel mais alto nos 25 anos da série histórica, de 4,1% um mês antes e acima da expectativa de 4,5%.
Os preços da energia dispararam 27% em comparação com o mesmo perÃodo do ano anterior, refletindo a alta dos custos do petróleo, mas a inflação de serviços e produtos industriais não relacionados a energia, um peso nos últimos anos, ficou acima de 2%, sugerindo rápido aumento nas pressões de preços.
Embora a inflação esteja agora em mais do que o dobro da meta de taxa de 2% do Banco Central Europeu, isso não deve provocar qualquer ação de polÃtica monetária, mesmo que os dados possam desencadear pressão polÃtica sobre o BCE para que contenha o aumento dos preços.
Há tempos o BCE argumenta que o salto da inflação é temporário, causado por uma série de fatores pontuais, e que vai enfraquecer com o tempo. Portanto, uma ação de polÃtica monetária agora seria contraprodutiva, já que prejudicaria o crescimento econômico bem quando a inflação começa a diminuir por si só.
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