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Ibovespa renova recorde com retomada de apostas de corte de juros nos EUA

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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa avançou nesta quarta-feira e fechou acima dos 158 mil pontos pela primeira vez na história, em meio a crescentes expectativas de mais um corte de juros nos Estados Unidos em 2025, o que tende a favorecer o fluxo de capital externo para as ações brasileiras.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,7%, a 158.554,94 pontos, nova máxima de fechamento. No melhor momento, chegou a 158.713,52 pontos, recorde intradia, superando o topo de 11 de novembro. Na mínima, marcou 155.914,29 pontos. O volume financeiro somou R$26,05 bilhões.

Dados sugerindo que a economia dos EUA está fraca o suficiente para o Federal Reserve reduzir os juros no país, mas não a caminho de uma recessão, combinados com declarações recentes de autoridades do banco central norte-americano, reavivaram as apostas para novo alívio monetário em dezembro.

De acordo com a ferramenta FedWatch, da CME, os futuros de juros nos EUA agora precificam uma chance de 85,2% de redução de 0,25 ponto percentual no próximo mês, quase o dobro da probabilidade embutida nas apostas na semana passada.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed anunciará sua decisão de política monetária no próximo dia 10 de dezembro.

Estrategistas do grupo financeiro Macquarie afirmaram que, até o momento, têm sido céticos quanto à possibilidade de um corte nos juros — ou, pelo menos, quanto à adoção de um tom “dovish” junto com uma eventual redução.

“Mas um corte é plausível, na medida em que não seria um grande desvio da posição do votante mediano do Fomc. Afinal, o Fomc está quase perfeitamente dividido entre ‘hawks’ e ‘doves’, com base em comentários recentes de dirigentes do Fed que têm direito a voto”, escreveram Thierry Wizman e Gareth Berry.

Em relatório enviado a clientes nesta quarta-feira, eles afirmaram que se o Fomc não estivesse, de antemão, quase igualmente dividido entre ‘hawks’ e ‘doves’, a grande virada na probabilidade implícita de um corte em dezembro não teria sido possível.

“Mas essa configuração ‘no fio da navalha’ também significa que as próximas duas semanas podem facilmente trazer uma reversão para a perspectiva de não haver corte, caso os dados que saírem sejam ‘bons’ em vez de ‘ruins'”, ponderaram.

Em Wall Street, o S&P 500 fechou em alta de 0,69%, também apoiado nas perspectivas envolvendo os próximos passos dos Fed, além de mais um dia positivo no setor de tecnologia, com Dell entre os destaques após previsões acima das expectativas de analistas.

A nova máxima do Ibovespa tem como pano de fundo um posicionamento mais positivo de estrangeiros na bolsa paulista.

Após um começo de mês com saída líquida de estrangeiros da bolsa paulista, os últimos pregões têm registrado entradas que ajudaram a virar o saldo no mês, que agora está positivo em cerca de R$4,2 bilhões no mercado secundário de ações até o dia 21. No ano, o superávit alcança quase R$29,5 bilhões.

Em meio a expectativas de que o Banco Central comece a reduzir a Selic no começo do próximo ano, nem o IPCA-15 de novembro um pouco acima das previsões, com alta de 0,20%, minou o viés comprador na bolsa paulista, uma vez que o avanço em 12 meses arrefeceu a 4,50%, de 4,94% em outubro.

O noticiário local ainda mostrou que o governo central registrou superávit de R$36,527 bilhões em outubro, resultado que, na visão da equipe da Warren Rena, corrobora o cenário de cumprimento da meta fiscal no ano, ao menos em seu limite inferior, após as deduções legais.

DESTAQUES

– ITAÚ UNIBANCO PN avançou 2,36%, em dia bastante positivo no setor, com dados sobre crédito no país em outubro também sob os holofotes. BRADESCO PN subiu 3,01%, SANTANDER BRASIL UNIT fechou em alta de 1,79% e BANCO DO BRASIL ON valorizou-se 1,14%.

– VALE ON subiu 1,49%, tendo como pano de fundo o fechamento positivo dos futuros do minério de ferro na China. No setor de mineração e siderurgia, CSN ON avançou 3,97%, GERDAU PN encerrou com elevação de 1,97% e USIMINAS PNA valorizou-se 0,18%.

– PETROBRAS PN encerrou com queda de 0,15%, com agentes financeiros na expectativa do plano de negócios da estatal, que será divulgado na quinta-feira. PETROBRAS ON terminou com decréscimo de 0,32%. No exterior, o barril do petróleo Brent subiu 1,04%.

– RUMO ON saltou 9,14%, mais do que devolvendo as perdas da semana passada, principalmente o tombo do último dia 17, de mais de 9%, após o balanço trimestral. De acordo com o Brazil Journal, o Grupo Ultra está montando uma posição na companhia e já se aproxima de 5% do capital da transportadora ferroviária. GRUPO ULTRA ON cedeu 0,41%.

– YDUQS ON e COGNA ON subiram 2,72% e 1,31%, respectivamente, tendo no radar mudanças na regulamentação da educação a distância (EaD), entre elas que avaliações presenciais passam agora a ser consideradas no cálculo da carga horária presencial do curso.

– MAGAZINE LUIZA ON cedeu 1,46%, em dia de ajustes, após três altas seguidas, com o ganho acumulado em novembro até a véspera alcançando 21%.

– CASAS BAHIA ON, que não faz parte do Ibovespa, desabou 20,44%, após convocar assembleias de acionistas e debênturistas para decidir sobre um bilionário aumento do capital autorizado e reperfilamento de dívidas, com possibilidade de conversão de debêntures em ações.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda