Notícias

HF/Cepea: Clima volta a ser fator-chave no ajuste do mercado de frutas e hortaliças

Para esta semana (19 e 23 de janeiro), assim como já observado na anterior, o clima se consolida como um dos principais vetores de ajuste da oferta, da qualidade dos produtos e da formação de preços nos principais mercados atacadistas do País. A combinação de chuvas em parte das regiões produtorascalor intenso e irregularidade hídrica em outras áreas tem influenciado diretamente o ritmo de colheita, os padrões de comercialização e o abastecimento de frutas e hortaliças.

No segmento de hortaliças, os impactos climáticos são evidentes. No mercado de batata, a desvalorização observada na semana passada (12 a 16/01) nos atacados mineiro e carioca está relacionada ao aumento da oferta oriunda do Sul, especialmente do Paraná, com tubérculos de melhor padrão de qualidade. Já no atacado paulista, a ocorrência de chuvas em regiões produtoras no fim de semana reduziu temporariamente a colheita, sustentando levemente as cotações. Para esta semana, não há expectativa de mudanças relevantes no cenário da batata.

tomate segue fortemente pressionado pelas condições climáticas adversas. Chuvas frequentes associadas a temperaturas elevadas têm comprometido a qualidade dos frutos, ampliado descartes e favorecido a incidência de patógenos nas lavouras. Além disso, algumas praças produtoras já caminham para o final da primeira parte da safra de verão, reduzindo gradualmente a oferta, o que sustenta as altas observadas nos atacados.

No caso da alface, o padrão típico do verão — marcado por calor e elevada umidade — começa a restringir a oferta. Problemas de qualidade, como queima de borda, e a redução dos ritmos de plantio, especialmente em regiões produtoras de São Paulo, mantêm o mercado mais ajustado. Embora as temperaturas devam ficar ligeiramente mais amenas nesta semana, a persistência das chuvas eleva o risco fitossanitário, limitando avanços mais expressivos da oferta.

cebola apresenta forte contraste regional. No Sul, o tempo firme até a última semana permitiu o avanço da colheita, resultando em oferta abundante e preços muito baixos, ainda distantes de cobrir os custos de produção, apesar do surgimento pontual de problemas de qualidade. Já no Nordeste, a oferta mais restrita, somada ao elevado custo do frete a partir do Sul, tem favorecido a comercialização local e sustentado as cotações.

cenoura também reflete diretamente o efeito do clima. Em São Gotardo (MG), as previsões de chuvas frequentes indicam tendência de maior restrição da oferta nas próximas semanas, com produtividade em queda e aumento da incidência de bacterioses. Em contrapartida, no Sul, o clima seco favorece produtos de excelente qualidade, ampliando a entrada da cenoura gaúcha nos mercados do Sudeste.

Entre as frutas, a banana apresenta movimentos distintos conforme a região. Temperaturas elevadas e chuvas pontuais têm favorecido o desenvolvimento dos bananais em áreas de produção em sequeiro, ampliando a oferta da variedade nanica e pressionando as cotações. Já a banana prata encontra suporte em regiões onde o volume disponível é mais restrito.

No mercado de melão, as altas temperaturas registradas em São Paulo nas últimas semanas contribuíram para melhorar o ritmo de escoamento na Ceagesp, apesar da oferta elevada vinda do Nordeste e do Vale do São Francisco. No entanto, a previsão de queda de temperatura e retorno das chuvas na capital paulista esta semana pode reduzir a comercialização nos próximos dias. No Nordeste, parte da produção segue direcionada à exportação, o que tem colaborado para a estabilidade dos preços.

uva, especialmente no Vale do São Francisco, enfrenta um cenário típico de janeiro, com menor volume disponível, ausência de janela de exportação e demanda mais contida. O clima quente tem acelerado a maturação e encurtado o ciclo produtivo, enquanto chuvas frequentes em algumas regiões produtoras comprometem a qualidade e pressionam a rentabilidade.

Na melancia, a oferta mais restrita em São Paulo permitiu recuperação pontual dos preços na última semana, mas a expectativa de aumento da produção no Sul e, sobretudo, na Bahia, tende a voltar a pressionar as cotações nas próximas semanas. Já a maçã se beneficia de estoques reduzidos de gala e fuji, o que sustenta os preços da variedade eva, mesmo com a intensificação das colheitas de pomares precoces.

Por fim, o alerta são para mamão e manga. As temperaturas elevadas até a última semana intensificaram a colheita de mamão, ampliando a oferta e pressionando os preços, ao mesmo tempo em que persistem problemas de qualidade, com risco de agravamento caso as chuvas avancem em áreas produtoras. No caso da manga, a falta de chuvas em regiões do Vale do São Francisco e de Livramento tem elevado a incidência de abortamento floral e partenocarpia, o que preocupa quanto à produtividade futura.

De forma geral, o cenário reforça que o clima permanece como fator determinante na organização do mercado de frutas e hortaliças, influenciando diretamente a oferta, a qualidade dos produtos e o comportamento dos preços no curto prazo, com reflexos relevantes para produtores, atacadistas e demais agentes da cadeia.

Esse conteúdo integra o áudio semanal do Canal de WhatsApp divulgado nesta segunda, 19, onde são discutidos os principais movimentos do clima e do mercado de frutas e hortaliças no Brasil. O material em áudio vai ao ar todas às segundas-feiras, trazendo análises atualizadas sobre oferta, qualidade e formação de preços nos principais polos produtores e mercados atacadistas do País.

logo_sinap

METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda