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Guy Carvalho: O que o calor pode fazer com sua lavoura de café

De dezembro até o segundo decêndio de janeiro não faltou água para as plantas e as temperaturas estavam dentro do normal, porém no terceiro decêndio tudo mudou e foi constatado déficit hídrico em todas as regiões produtoras (segundo dados da Sismet Cooxupé). Além disso, o mês de janeiro fechou com índice de chuvas abaixo e temperaturas acima da média histórica. Quais os problemas que isso pode trazer para o cafeeiro?

Quem compartilha seus conhecimentos e esclarece essa dúvida é o nosso colunista Professor Dr. José Donizeti Alves.

Para os cafeicultores, 2020 ficou gravado pela triste memória de uma seca que afetou o vingamento dos frutos e encurtou a janela de crescimento do café. Por conta disso, haverá redução nas safras de 2021 e 2022, mas felizmente a seca do ano passado ficou para trás. 

Estamos em pleno verão e com ele vieram as chuvas em volume suficiente para reverter a situação de déficit para excedente hídrico no solo. Essa condição alvissareira permitiu, como já havíamos previsto, uma recuperação do crescimento vegetativo pela emissão de novos nós e folhas. O que se nota hoje é que as lavouras em nada lembram àquelas que vimos nos meses de agosto a novembro. Elas estão sadias, bem enfolhadas, vigorosas e com melhores perspectivas de safra em relação àquelas projetadas em alguns meses atrás. As atuais condições só foram alcançadas graças ao clima até então favorável e a rápida decisão dos cafeicultores em retornar as adubações e o controle de pragas, doenças e do mato. Aqueles que não o fizeram certamente estão vendo os efeitos de uma decisão equivocada.

Lavouras adultas

Em função do enfolhamento das plantas, o cafeeiro pôde então capitar a energia luminosa e transformá-la em energia química (carboidratos), que foi canalizada para o crescimento de raízes, folhas, ramos e principalmente frutos. Fatores externos facilmente identificáveis, como crescimento ativo de frutos (expansão rápida) e de ramos, nenhuma desfolha ou mesmo queda de frutos, são sinais de que os carboidratos foram e estão sendo sintetizados (fonte) em quantidade suficiente para atender os crescimentos vegetativo e reprodutivo (drenos). 

Para que essa produção de carboidratos seja sustentável até a fase de granação (acúmulo de matéria seca na semente) e que permita aos ramos crescerem por mais dois meses (até o final do verão), a fotossíntese tem que continuar a operar em níveis semelhantes aos atuais. Para tanto, chuvas abundantes e temperaturas que não ultrapassem 32ºC são condições “sine qua non”. 

Até o momento, os carboidratos sintetizados estão atendendo bem as atuais exigências das plantas. Tanto é verdade que a lavoura está reagindo muito bem às atuais condições climáticas. A má notícia é que essa energia produzida é suficiente apenas para abastecer os drenos no dia a dia, restando muito pouco para o armazenamento na forma de amido. Portanto, a continuidade desse calor pode zerar a fotossíntese e na sequência esgotar as reservas de carboidratos, gerando um desequilíbrio nas relações fonte e dreno, condição em que a fonte não é capaz de sustentar os drenos. Como consequência haverá desfolha, predispondo as plantas ao ataque de pragas e doenças. Caso o calor se estenda até fevereiro/março, haverá sérios problemas na granação com a produção de alta percentagem de frutos chochos. 

Lavouras recém-implantadas

Ainda que as lavouras adultas, enquanto durar a reserva de energia, continuarão a reagir bem ao clima atual, esse calor pode provocar sérios danos às mudas recém plantadas. Em função de um volume insuficientes de raízes, a água perdida pela transpiração das folhas das mudas não é totalmente reposta e provoca murcha ou escaldadura. Sempre que as folhas murcharem, a única saída para minimizar o problema é a irrigação quantas vezes for necessário. Caso não irrigue, as plantas definham, ficam pouco desenvolvidas e nunca serão plantas adultas saudáveis. É importante destacar que a irrigação pode não ser totalmente eficiente, uma vez que os efeitos negativos do calor podem suplantar aos benefícios da adição de água. Por outro lado, se não irrigar e o veranico se estender por muito tempo, a grande maioria das mudas irá sofrer escaldadura, secar e morrer. Em ambos os casos deve-se fazer o replantio das mudas sabendo que, ainda que indesejável por atrasar mais o desenvolvimento das plantas e aumentar os custos, essa operação tem que ser feita. 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda