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BRASÃLIA (Reuters) – O ministro da Economia, Paulo Guedes, fez crÃticas nesta quarta-feira ao FMI (Fundo Monetário Internacional) e ao atual presidente do conselho do Credit Suisse no Brasil e ex-presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, que foi recentemente nomeado diretor do FMI.
Em apresentação no evento “Moderniza Brasilâ€, na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), o ministro disse que está dispensando a missão do FMI no Brasil, que, segundo ele, vem errando previsões sobre a recuperação econômica do paÃs.
Guedes disse que o grupo veio para o Brasil para prever uma queda superior a 9% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, o que não se concretizou. “Estamos dispensando, assinei há uma semana, pode passear lá foraâ€, afirmou, sem deixar claro se adotou alguma ação formal relacionada à missão da entidade.
Em seguida, o ministro afirmou que Ilan, que comandou o BC no governo Michel Temer, se ofereceu para ser presidente do Banco Central independente logo no inÃcio do governo Bolsonaro e que respondeu ao economista que se fosse para ficar um ou dois meses no cargo, não precisaria.
“[Ilan] é um ótimo brasileiro, boa pessoa, tudo isso. Ontem criticou a gente pesado, então estou devolvendo hoje. Já que vamos ter um brasileiro que conhece bastante o Brasil e critica bem a gente no FMI, não precisamos ter mais aqui dentroâ€, afirmou, novamente sem explicitar se tomou alguma medida concreta.
No evento, após rememorar propostas aprovadas pelo governo, como a que alterou regras da Previdência, Guedes lamentou que não tenha conseguido finalizar algumas reformas.
“Nós podÃamos ter feito mais se não fosse a pandemia e deixamos algumas reformas pelo caminho, [como a] reforma administrativa, […] dá um gosto amargo de que podÃamos ter feito, da mesma forma a reforma tributária”, afirmou.
O ministro ainda disse que o Brasil está no caminho para o crescimento sustentável, ponderando que 2022 será um ano difÃcil.
“Estávamos tentando a rota de escape da miséria e fomos abatidos pela Covid, mas botamos o paÃs em pé”, afirmou.
(Por Bernardo Caram)