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Grão-de-bico é inserido no zoneamento agrícola de risco climático

A cultura do grão-de-bico foi inserida no Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). As portarias, publicadas nesta quinta-feira (9), no Diário Oficial da União pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), fundamentou-se em estudos coordenados pela Embrapa Hortaliças (Brasília-DF) no âmbito da Rede Zarc, com o apoio do Mapa.

O documento indica períodos de semeadura e níveis de risco climáticos para a cultura do grão-de-bico tipo kabuli, em cultivos de sequeiro e irrigado, por município, considerando as características do clima, dos tipos de solos e ciclos das cultivares recomendadas para o Brasil. Responsável pelo trabalho, o pesquisador da Embrapa Hortaliças, Marcos Braga, afirma que todo o estudo foi realizado com o intuito de evitar que as adversidades climáticas coincidam com as fases mais sensíveis da cultura do grão-de-bico, minimizando as perdas agrícolas.

Os resultados do Zarc do grão-de-bico abrangem todo o território nacional. Todas as cultivares inscritas no Registro Nacional de Cultivares (RNC) do Mapa estão aptas para o plantio. Entre elas estão os materiais desenvolvidos pela Embrapa Hortaliças: BRS Aleppo, BRS Cristalino, BRS Cícero, BRS Kalifa e BRS Toro.

O zoneamento tem o objetivo de reduzir os riscos relacionados aos problemas climáticos e permitir ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos. Os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos e ainda poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR). Muitos agentes financeiros só liberam o crédito rural para cultivos em áreas zoneadas.

Cultura do grão-de-bico

O grão-de-bico é considerado a terceira leguminosa mais importante no mundo, sendo o continente asiático o principal produtor e consumidor. Os dois principais tipos de grão-de-bico cultivados são: desi e kabuli, que representam cerca de 80% e 20%, da produção mundial, respectivamente. O tipo kabuli, que apresenta grão maior e na cor bege, é mais popular, sendo cultivado, principalmente, na região do Mediterrâneo, incluindo Sul da Europa, Ásia Ocidental e Norte da África.

No Brasil, o cultivo é recente e ampliou nos últimos anos com o suporte das pesquisas que a Embrapa desenvolve com diversos parceiros. No período entre 2013 a 2016, a área cultivada passou de 26 hectares para 460 hectares. Aumento expressivo foi registrado na safra de 2017/2018, quando o cultivo alcançou 9 mil hectares, principalmente nos estados de Goiás, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais e Distrito Federal. A produtividade média da cultura nos solos brasileiros é de 2 mil quilos por hectare, sendo o tipo kabuli o mais cultivado, comercializado e consumido no país.

Critérios de avaliação de risco

O grão-de-bico é uma planta anual que vem sendo cultivada em condições de clima temperado e tropical. O ciclo da cultura pode variar dependendo da cultivar e das condições climáticas da região do cultivo. Para a elaboração do Zarc, os pesquisadores adotaram ciclos com duração média de 110 e 130 dias, identificando como ciclo precoce e ciclo tardio. Foram considerados aptos para o cultivo os solos Tipo 1 (arenoso), Tipo 2 (médio) e Tipo 3 (argiloso).

As datas de plantio e municípios favoráveis para o cultivo do grão-de-bico em sistemas sequeiro e irrigado foram classificadas de acordo com o nível de risco climático de 20%, 30% ou 40% em função dos seguintes critérios:

- Risco de deficiência hídrica severa ao não atingir o limite mínimo do Índice de Satisfação das Necessidades de Água (ISNA), sendo dispensável esses limites para o cultivo irrigado; risco de ocorrência de temperaturas baixas deletérias à cultura por meio da probabilidade de ocorrência de valores de temperaturas mínimas menores ou igual a 4°C; risco de ocorrência de temperaturas muito altas durante o período reprodutivo, com possibilidade de provocar abortamento de flores e  frutos, por meio da probabilidade de ocorrência de valores de temperaturas máxima superiores ou igual a 35°C; risco de ocorrência de excesso de chuvas na colheita, por meio da probabilidade de ocorrência de valores de chuva maiores ou iguais 100 mm, no estádio de maturação, ou seja, nos últimos dois decêndios, 20 dias.

Braga acrescentou que na definição de condições adequadas ao desenvolvimento normal da cultura foram consideradas desfavoráveis as regiões e decêndios com temperatura mínima média abaixo de 12°C, nos períodos da germinação até o início da maturação dos grãos, nas duas condições de cultivo.

Parceria

Os estudos do Zarc do grão-de-bico tiveram o envolvimento de especialistas da Embrapa Cerrados, Embrapa Agropecuária Oeste, e de produtores e técnicos que trabalham com a cultura. Diversos encontros on-line foram realizados entre os parceiros. “Produtores de diversas regiões responderam um questionário sobre os aspectos agronômicos do desenvolvimento do grão-de-bico nas diferentes regiões. Essas informações foram importantes para termos um panorama da produção da cultura no Brasil”, informa Braga.

Para o pesquisador Warley Nascimento, chefe-geral da Embrapa Hortaliças e responsável pelas pesquisas de melhoramento genético com as leguminosas secas (ervilha, lentilha e grão-de-bico), a inserção da cultura no Zarc representa “um grande avanço para um maior estímulo ao fomento desta cultura no país, uma vez que dá ao produtor uma informação mais precisa em termos de locais e épocas de produção e garantia de produção, já que a maioria deles desconhecem ou tem pouca experiência com esta espécie”.

Onde encontrar os resultados

Os estudos nacionais de Zarc atendem aos objetivos do Programa Nacional de Zoneamento Agrícola de Risco Climático e ao Programa Agro Gestão Integrada de Riscos (Proagir).

A observância das datas de plantio preconizadas pelo Zarc é obrigatória para os produtores que desejam acessar o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e o Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR).

Os resultados do Zarc do grão-de-bico estão apresentados em tabelas de classe de risco (20%, 30% e 40%) por município, tipo de solo, ciclo e decêndio do ano, disponibilizados pelo Mapa no Painel de Indicadores; nas portarias de Zarc por estado, no aplicativo Zarc Plantio Certo (IOS, Android).

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda