O Congresso Nacional já recebeu proposta de um novo Marco HÃdrico para o paÃs. O texto encaminhado pelo governo pretende instituir a PolÃtica Nacional de Infraestrutura HÃdrica e ampliar o acesso à água pela população e aprimorar a atuação dos órgãos gestores.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), a expectativa é de que o marco dê sustentabilidade econômica e financeira ao planejamento e à gestão das infraestruturas hÃdricas que garantem água para o consumo e a produção, como barragens, canais e adutoras e que possibilite a atração de recursos da iniciativa privada.
A estimativa é que o setor hÃdrico brasileiro demande investimentos de R$ 40 bilhões até 2050, o que não seria viável apenas com recursos públicos. Segundo o MDR, para cada R$ 1 investido no aumento da segurança hÃdrica, estima-se que R$ 15 são gerados em benefÃcios econômicos.
As medidas propostas, que devem entrar nas prioridades de deputados e senadores em 2022, abrem espaço para a atração de investimentos e atuação do setor privado, buscando o aprimoramento da gestão das águas e da melhoria das condições da segurança hÃdrica no paÃs. Para disciplinar a prestação de serviços nessa área, o texto prevê ainda os deveres do titular e das entidades reguladoras, os direitos e obrigações do prestador e do usuário dos serviços, a polÃtica tarifária, bem como os regimes aplicáveis.
“Com isso, se estabelece um modelo sustentável que favorecerá a ampliação de investimentos, atrairá a participação privada e contribuirá para a expansão de ativos de infraestrutura hÃdrica que atendam as demandas nacionaisâ€, avaliou o MDR em nota à imprensa.
Cessão Onerosa
O texto propõe a criação de um instrumento de cessão onerosa de direito de uso de recursos hÃdricos. Esse mecanismo permite que o usuário outorgado do direito de uso ceda, de forma voluntária e temporária, sua outorga a outro usuário da mesma bacia por meio de um negócio jurÃdico particular para equacionar eventuais conflitos decorrentes da disponibilidade de recursos hÃdricos, dado que se trata de um bem finito.
Há ainda alterações que fortalecem a articulação entre os planos de recursos hÃdricos e os planejamentos setoriais, regional, estadual e nacional, e possibilitam a delegação dos serviços de gerenciamento de recursos hÃdricos mediante concessão administrativa.
Na avaliação do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, o novo marco legal é fundamental para a segurança hÃdrica do Brasil, principalmente nas regiões que mais sofrem com a falta de água. “Não há insumo mais precioso para nós que as águas brasileiras, porque ela é a espinha dorsal para o desenvolvimento do PaÃs sob os pontos de vista econômico, social e ambiental. Estamos modernizando toda a regulação sobre o setor. O Marco HÃdrico trará um conjunto de regras mais modernas para otimizar o uso da água e ampliar a capacidade de acesso pela populaçãoâ€, destacou há algumas semanas.
“Esse é o auge de uma discussão de dois anos e caminho natural para o aprimoramento de um marco que está em vigor há 25 anos. O que essa proposta do Governo Federal traz é a oportunidade de se lançar mão de parcerias com o setor privado para preservar e manter as infraestruturas existentes e para se construir novas estruturas. Então, é uma oportunidade para trazermos mais investimentos e melhorar o serviço prestado à populaçãoâ€, acrescentou a secretária de Fomento e Parcerias com o Setor Privado do MDR, Verônica Sánchez.