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Governo cita necessidade de estudos e oferta limitada de biodiesel contra alta na mistura

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12 Mar (Reuters) – O Brasil precisa finalizar estudos sobre a viabilidade técnica de se elevar a mistura de biodiesel no diesel para além de 15%, antes de qualquer decisão do governo sobre o assunto, enquanto uma oferta insuficiente do biocombustível para garantir preços anti-inflacionários também foi citada por ministros nesta quinta-feira como um impeditivo para uma mescla maior.

Uma alta da mistura do biodiesel no diesel é defendida por produtores e integrantes do setor agropecuário como forma de elevar a oferta nacional do combustível, em momento de alta dos custos com o petróleo e derivados devido à guerra no Golfo Pérsico.

Durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira, na qual foram anunciadas medidas visando frear os preços do diesel, como isenção de tributos federais, subvenção para empresas não repassarem custos e imposto de exportação de petróleo, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que o patamar atual da mistura de 15% é o limite legal.

Ele comentou que a mescla no diesel poderia aumentar posteriormente, mas somente depois de “estudos técnicos objetivos” de qualidade, feitos com “transparência” e supervisão da associação de fabricantes de veículos Anfavea, além de acompanhamento de universidades.

“Não pode ser feito de forma a prejudicar o consumidor de óleo diesel no Brasil”, disse Silveira, lembrando que o país também realiza estudos para avaliar o aumento da mistura de etanol anidro de 30% para 35% na gasolina.

Já o ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse que o aumento da mistura não seria uma medida adequada para conter preços do diesel.

“A lei está aprovada… mas o crescimento tem que acompanhar a curva de oferta dos produtos”, afirmou.

Ele disse que o Brasil precisaria aumentar o número de usinas de etanol e de biodiesel para que o aumento da oferta dê condições de subir o percentual.

“Subir sem garantia de oferta, isso impacta em preços para o consumidor”, afirmou.

O setor de biodiesel afirma, por outro lado, que trabalha com elevada capacidade ociosa e que haveria possibilidade de elevar a mistura, já o Brasil está colhendo uma safra recorde de soja, a principal matéria-prima do biocombustível.

A indústria de biodiesel mantém atualmente capacidade instalada para atender uma mistura de até 21,6%, segundo a associação do setor Aprobio.

A AliançaBiodiesel, formada por Aprobio e Abiove, afirmou nesta quinta-feira que num cenário internacional com escassez de diesel seria importante validar o aumento da mistura “emergencialmente e seguir com a testagem anunciada”.

“Não temos problemas em testar o biodiesel em misturas maiores, no entanto, o governo federal precisa iniciar o processo que já tem atraso considerando que neste mês de março já devíamos estar em B16”, disse o presidente da Aprobio, Jerônimo Goergen.

Entidades como a Aprosoja Brasil, dos produtores de soja, e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que apontaram problemas de oferta de diesel e alta nos preços em pleno período de colheita da soja, disseram anteriormente que seria importante elevar a mistura para reduzir a dependência do diesel importado, que responde por cerca de 25% da oferta nacional.

O governo Lula anunciou nesta quinta-feira medida para zerar a cobrança de PIS/Cofins que incide sobre importação e comercialização do óleo diesel para amortecer o impacto da alta de preços do petróleo em meio à volatilidade gerada pelo conflito militar no Irã, uma medida que também havia sido reivindicada pela CNA.

(Por Roberto Samora em São Paulo e Lisandra Paraguassu e Bernardo Caram em Brasília)

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda