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Gestão da água ganha espaço estratégico na avicultura e reduz custos nas granjas

A gestão da água se tornou um dos principais desafios da avicultura de corte brasileira diante da crescente pressão por sustentabilidade e eficiência produtiva. Nas granjas, produtores têm investido em tecnologias para reduzir desperdícios, melhorar a qualidade hídrica e evitar impactos ambientais sem comprometer o desempenho das aves. O movimento ocorre em um momento em que a produção de proteína animal exige cada vez mais equilíbrio entre produtividade, preservação ambiental e redução de custos operacionais.

Entre os principais pontos de atenção do setor está o tratamento dos efluentes gerados nas propriedades. A água utilizada na limpeza de instalações, equipamentos e no manejo diário das aves carrega resíduos orgânicos, partículas de ração e microrganismos. Para evitar a contaminação do solo e de cursos d’água, muitas granjas passaram a adotar sistemas como lagoas de estabilização, decantadores e biodigestores, que auxiliam na separação de sólidos e na degradação biológica da carga orgânica.

Em propriedades mais tecnificadas, os sistemas de tratamento incluem ainda etapas adicionais de filtragem e desinfecção da água. Em alguns casos, o processo permite o reaproveitamento hídrico em atividades não potáveis dentro da própria granja, reduzindo o consumo e aumentando a eficiência do sistema produtivo. A adoção dessas medidas também acompanha as exigências de mercado relacionadas às práticas ambientais na produção de alimentos.

Consumo hídrico preocupa cadeia produtiva

A importância da água dentro da avicultura vai muito além da dessedentação das aves. O recurso é essencial em praticamente todas as etapas da cadeia produtiva, desde a fabricação da ração até a higienização dos galpões e o processamento industrial da carne. Um levantamento publicado por Furlan, C. P. R., Pinto, M. F., Junior, M. J. de A. F. e Garcia Neto, M., em 2025, reforça a dimensão desse desafio para o setor.

Segundo os pesquisadores, a água é um recurso finito e cada vez mais escasso, portanto, a crescente demanda pela carne de frango deve ser atendida considerando aspectos econômicos e ambientais da sustentabilidade. O estudo utilizou técnicas de revisão sistemática e meta-análise para avaliar a ingestão hídrica na produção de frangos de corte e identificou uma média de 3,26 litros de água consumidos para dessedentação por quilo de carne produzida.

Os autores destacam ainda que o consumo total é significativamente maior quando considerada toda a cadeia produtiva. “É preciso dar transparência quanto à quantidade de água ingerida pelo animal na produção de frango de corte, pois o estabelecimento de um indicador que expresse o consumo de água na produção avícola auxiliará a tomada de decisão dos responsáveis pela cadeia produtiva e proporcionará avaliação social dessa atividade”, apontam os especialistas no levantamento científico.

Tecnologias reduzem desperdícios nas propriedades

Além do tratamento de efluentes, práticas sustentáveis têm avançado rapidamente dentro das granjas brasileiras. Entre as medidas mais adotadas estão a captação de água da chuva, a instalação de bebedouros automáticos e os programas de manutenção preventiva para evitar vazamentos nos sistemas hidráulicos. Essas iniciativas ajudam a reduzir perdas e garantem maior controle sobre o consumo hídrico diário das propriedades.

Outro recurso que vem ganhando espaço no setor é o monitoramento digital do uso da água. Sensores e plataformas de acompanhamento permitem identificar oscilações de consumo em tempo real, facilitando a tomada de decisão pelos produtores. A tecnologia também auxilia na identificação de desperdícios invisíveis e melhora o planejamento hídrico dentro das granjas.

Na avaliação de técnicos do setor, a eficiência no uso da água deve se consolidar como um dos principais indicadores de competitividade da avicultura brasileira nos próximos anos. Além de atender exigências ambientais, o manejo hídrico eficiente contribui diretamente para a redução de custos operacionais e para a sustentabilidade econômica das propriedades rurais.

Sustentabilidade passa a influenciar competitividade

A busca por sistemas produtivos mais sustentáveis acompanha uma transformação global no consumo de proteínas animais. Mercados compradores têm ampliado a cobrança por práticas ambientais responsáveis, rastreabilidade e eficiência no uso de recursos naturais. Dentro desse cenário, a gestão hídrica passa a ser considerada estratégica para manter a competitividade da avicultura brasileira.

Especialistas apontam que propriedades que investem em reaproveitamento de água, automação e controle ambiental tendem a apresentar ganhos operacionais importantes no médio e longo prazo. Além disso, a redução do desperdício hídrico contribui para melhorar a imagem da atividade perante consumidores e parceiros comerciais.

Com a expansão da produção avícola e o avanço das exigências ambientais, o uso racional da água deve permanecer no centro das decisões técnicas dentro das granjas. A tendência é que novas tecnologias e sistemas de reaproveitamento sejam incorporados ao manejo nos próximos anos, fortalecendo a sustentabilidade e a eficiência da cadeia produtiva de frangos de corte no Brasil.

A reportagem foi reescrita pela jornalista Michelle Jardim com base em informações publicadas pela revista Feed & Food, em conteúdo original produzido pelo jornalista Kevin Nascimento. O material foi adaptado em formato jornalístico para ampliar o debate sobre sustentabilidade, gestão hídrica e eficiência produtiva na avicultura de corte brasileira.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda