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Gado pronto, venda difícil: mudanças nos frigoríficos travam saída do boi nos EUA

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Imagine terminar uma boiada, chegar o momento de vender e descobrir que o frigorífico que normalmente comprava seus animais fechou ou diminuiu o ritmo de trabalho. O gado continua comendo, a despesa aumenta e a alternativa pode ser negociar com uma indústria mais distante.

Esse exemplo ajuda a entender o que acontece em parte da pecuária dos Estados Unidos. Segundo análise apresentada por Rodrigo Costa, da consultoria Pasto & Mercado, o país enfrenta uma combinação difícil:  rebanho reduzido e mudanças na operação dos frigoríficos que dificultam a saída dos animais de algumas regiões.

Nas quatro semanas encerradas em 19 de setembro, o abate de bois e novilhas terminados nos Estados Unidos ficou 4% abaixo do mesmo período de 2025. Mas, no conjunto formado por Iowa, Kansas, Missouri e Nebraska, houve crescimento de 5%.

A diferença mostra que parte da atividade está sendo redistribuída. Algumas regiões perdem movimento, enquanto outras recebem mais animais para processamento.

Fechamentos de unidades e paralisações ajudam a explicar essa mudança. A Tyson encerrou a operação de Lexington, em Nebraska, e anunciou o fechamento de Joslin, em Illinois. No Colorado, a Cargill programou a retomada da unidade de Fort Morgan para setembro, depois de meses sem abater por um impasse trabalhista.

Para o pecuarista, o endereço do frigorífico faz diferença. Uma indústria distante pode representar mais frete e uma negociação mais difícil. Quando há menos compradores próximos, também pode diminuir a disputa pela boiada.

O boi fica no cocho e a conta continua

O levantamento apresentado por Rodrigo Costa aponta que, em 1º de setembro, mais de 3,4 milhões de bovinos estavam há  mais de 150 dias nos confinamentos americanos — aumento de aproximadamente 22% em relação ao ano anterior.

Nem todo animal nesse grupo está necessariamente atrasado para o abate. Mas o crescimento chama atenção para o ritmo de saída dos confinamentos.

O pecuarista brasileiro conhece bem essa conta: depois que o boi chega ao ponto planejado de venda, mantê-lo no cocho exige avaliar se o peso adicional paga a alimentação e os demais custos. Receber mais por uma carcaça pesada não significa, automaticamente, ganhar mais dinheiro.

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O material da Pasto & Mercado também aponta carcaças cerca de 14 quilos mais pesadas. Isso ajuda a compensar parte da queda dos abates, porque cada animal entrega mais carne. Portanto, a redução no número de cabeças não se transforma, na mesma proporção, em redução da oferta de carne.

Outro ponto importante é que o preço da carne e o resultado do frigorífico não caminham  juntos.

A indústria compra o boi e precisa recuperar esse gasto vendendo carne e os demais produtos do abate. Se o animal custa mais e a receita não acompanha, a margem aperta. A própria Tyson relacionou a reorganização de suas operações à escassez histórica de bovinos.

Para o confinador, o problema pode aparecer de outra forma: mesmo em um país com pouco gado, a redução das compras de uma fábrica próxima dificulta a venda de seus lotes.

É por isso que o mercado pode apresentar preços elevados e, ainda assim, deixar produtores e indústrias insatisfeitos. Cada um enfrenta uma conta diferente.

A principal contribuição da análise de Rodrigo Costa, da Pasto & Mercado, é mostrar que ter pouco gado no país não garante facilidade de venda em todas as regiões.

O produtor precisa de comprador, prazo de entrega e preço que cubra seus custos. Nos Estados Unidos, a mudança no funcionamento dos frigoríficos está alterando justamente essas condições — e fazendo parte da boiada permanecer mais tempo no cocho.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE: 

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda