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Fiscalização do TCU sobre crédito rural reforça alerta da Aprosoja MT sobre práticas abusivas e risco à produção

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) manifestou apoio nesta semana à abertura de fiscalização anunciada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para apurar possíveis práticas abusivas na concessão de crédito rural. A iniciativa ocorre em um momento de juros elevados e restrição de financiamento no campo e reforça alertas que a entidade já vinha apresentando sobre distorções nas operações com recursos públicos.

A apuração atende solicitação apresentada pela deputada federal Coronel Fernanda, e vai verificar se instituições financeiras estão condicionando o acesso ao crédito rural do Plano Safra à contratação de produtos financeiros adicionais, como seguros, títulos de capitalização, apólices e outros serviços bancários, além de analisar a transparência das taxas, encargos e tarifas cobradas e a compatibilidade dos cronogramas de pagamento com o ciclo produtivo agrícola.

Segundo a Aprosoja MT, essas práticas, não previstas legalmente ou em normas, têm elevado significativamente o Custo Efetivo Total (CET) das operações e comprometido a finalidade do crédito rural como política pública de fomento. Em ofício encaminhado ao TCU, a entidade relatou cobranças adicionais, como estudos de operação, tarifas administrativas e custos em recomposições, que acabam onerando financiamentos lastreados em recursos públicos.

De acordo com o diretor administrativo da Aprosoja MT e coordenador da Comissão de Política Agrícola, Diego Bertuol, o acesso ao crédito rural tornou-se mais restritivo e inseguro para o produtor.

“Na prática, o produtor avalia o acesso ao crédito rural, hoje, como mais restritivo, mais caro e menos previsível, então traz insegurança para o setor. Mesmo em linhas oficialmente enquadradas como o crédito rural, tem sido comum exigências adicionais de garantias, travas operacionais, contratação de produtos acessórios que elevam o custo efetivo total, muito acima das taxas nominais divulgadas”, afirmou.

Bertuol destaca que, em um ambiente de juros elevados, o crédito deixa de cumprir sua função essencial. “Com juros elevados, o crédito deixa de cumprir seu papel de instrumento de fomento e passa a atuar como fator de pressão direta sobre o caixa, especialmente em safras afetadas por clima, custos altos e preços baixos como a atual.”

O diretor administrativo observa ainda que, com a soja negociada em algumas regiões na casa dos R$ 95 por saca, o financiamento tem sido acessado por necessidade, e não por viabilidade econômica. “Nós temos preços batendo algumas praças a casa dos R$ 95 a saca da soja. O produtor segue tomando crédito quando consegue, não porque seja vantajoso mas porque é necessário para manter atividade o que aumenta o risco financeiro da operação.”

Outro ponto central de preocupação da Aprosoja MT envolve a descaracterização do crédito rural por meio da vinculação de produtos financeiros às operações.

“As práticas que mais preocupam são a descaracterização do crédito rural com operações formalmente enquadradas, mas que na prática funcionam como crédito comercial, venda casada de produtos financeiros, seguros e serviços como condição para a liberação do crédito, seja consórcio, seguros de vida, títulos de capitalização ou títulos de previdências e muito mais, ou seja, estruturas híbridas que elevam artificialmente o custo da operação, fazendo uma transferência excessiva de risco ao produtor”, relata Diego Bertuol.

Segundo o produtor, esse modelo compromete a lógica do crédito rural enquanto instrumento de fomento. “Essas práticas distorcem a finalidade do crédito do rural como política pública. Que deveria garantir a estabilidade produtiva, segurança alimentar e previsibilidade ao setor, e não maximizar retorno financeiro das instituições em detrimento da sustentabilidade do produtor.”

A associação aponta que essa realidade ajuda a explicar a queda expressiva na contratação de linhas oficiais. Embora o Ministério da Agricultura tenha anunciado linhas de custeio com juros em torno de 12% ao ano, a Aprosoja MT afirma que esse percentual não reflete o custo real enfrentado pelo produtor.

“Tivemos o anúncio do Ministério da Agricultura de custeio a 12%, mas não é isso que chega para o produtor. Com essa prateleira de produtos que os bancos e cooperativas de crédito fazem o produtor contratar para liberar o crédito, chega um juro final na casa de 18% a 21%, patamares inviabilizam tecnicamente diversas operações agrícolas”, explica o coordenador da Comissão de Política Agrícola. “O impacto é triplo: redução da margem ou prejuízo direto, mesmo em safras produtivas; aumento do endividamento estrutural, com produtor rolando dívida para sobreviver e não para investir.”

Para a Aprosoja MT, a fiscalização do TCU representa uma oportunidade de correção de distorções históricas. “A Aprosoja Mato Grosso espera que a apuração do Tribunal de Contas resulte em transparência, correção de distorções e responsabilização institucional, garantindo, assim, que o crédito rural seja oferecido com aderência real às normas do Manual do Crédito Rural e as demais que o regem. Mais do que apontar falhas, a expectativa é que a fiscalização contribua para restabelecer o equilíbrio do sistema, garantindo crédito acessível, previsível e livre de condicionantes ou amarras que impeçam seu uso.”

A entidade reforça que seguirá atuando de forma técnica e institucional na defesa do produtor rural e do crédito rural como instrumento estratégico para a produção de alimentos, a segurança alimentar e o desenvolvimento socioeconômico de Mato Grosso.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda