Notícias

Fazenda em Pirassununga/SP registra pegada de carbono da soja 60% e do milho 46% menor do que média nacional com agricultura regenerativa

Logotipo Notícias Agrícolas

A Fazenda Estância, localizada em Pirassununga/SP e administrada pelas irmãs Aline e Nathalia Vick, tem se consolidado como um modelo de sustentabilidade e resiliência no campo. Integrante do programa global Bayer ForwardFarming, a propriedade registra resultados expressivos com a adoção da agricultura regenerativa desde 2021. 

Durante a safra 2024/25, a fazenda obteve pegada de carbono 60% menor que a média nacional da soja e 46% inferior à média do milho segunda safra. Enquanto a média brasileira para a soja é de 1.526 kg CO₂ eq./t, a Fazenda Estância alcançou 616 kg CO₂ eq./t, com um talhão chegando a apenas 373 kg CO₂ eq./t — 76% abaixo do índice nacional. No milho, a média foi de 751 kg CO₂ eq./t, contra 1.387 kg CO₂ eq./t no país. 

Fazenda Estância - Bayer (1)
Proprietárias da Fazenda Estância, Nathalia e Aline Veck – Foto: Guilherme Dorigatti

Palhada e cobertura do solo como diferenciais 

Segundo Aline Vick, práticas como plantio direto, rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e substituição da ureia pelo nitrato foram determinantes para a redução das emissões. 

“Conseguimos ter média de produtividade bem mais estável mesmo em anos de muita seca ou de muita chuva. Os resultados são muito melhores do que em outras áreas”, afirma. 

A adoção da palhada também trouxe benefícios na regulação térmica. Medições recentes mostraram que o solo coberto após a colheita do milho manteve temperaturas entre 28 °C e 33 °C, contra 49 °C em áreas expostas. Essa diferença contribui para a conservação da umidade e maior proteção da microbiota do solo. 

Fazenda Estância - Bayer (2)
Aline Veck realiza a medição de temperatura do solo – Foto: Guilherme Dorigatti

Além disso, todos os anos, 20% da área da fazenda é destinada exclusivamente a plantas de cobertura, sem cultivo comercial. “Essas áreas de plantas de cobertura não são colhidas, servem apenas para fazer massa de matéria orgânica. Eu abro mão da receita nesses talhões pensando na construção do solo para os próximos anos”, explica Aline. Em 2025, foram utilizados milheto, braquiária e nabo forrageiro como opções de cobertura. 

Fazenda Estância - Bayer (4)
Área destinada para plantas de cobertura na fazenda – Foto: Guilherme Dorigatti

Menos fertilizantes e mais biológicos 

Outra alteração dentro das práticas regenerativas foi a redução no uso de fertilizantes. Aline contou que, já na safra 2025/26, parte das áreas não deverá receber adubação, fruto da correção do solo. 
 “Na soja, por exemplo, substituímos a ureia pelo nitrato, que emite consideravelmente menos gases de efeito estufa”, detalha. 

Segundo a produtora, os fertilizantes nitrogenados estão entre os principais responsáveis pelas emissões, chegando a emitir cerca de 200 vezes mais do que o consumo de combustível das máquinas agrícolas. Para reduzir essa dependência, a fazenda tem aumentado o uso de insumos biológicos, além de buscar alternativas para manter o solo coberto o ano todo. 

Mais carbono, mais produtividade 

As análises de solo confirmaram que as áreas com maior estoque de carbono são também as mais produtivas. O talhão com a menor pegada de carbono, por exemplo, registrou produtividade de soja em torno de 77 sacas por hectare. 

O mapeamento da propriedade mostra que cada mudança de manejo para favorecer o sequestro de carbono traz reflexos diretos na estabilidade produtiva. “Cada vez que o solo vê o sol, ele perde carbono”, resume Aline. 

De acordo com ela, os resultados mais consistentes começaram a aparecer a partir de 2021, quando a fazenda intensificou as técnicas de agricultura regenerativa. “A sustentabilidade virou a nossa marca”, complementa. 

Fazenda Estância - Bayer (3)
Palhada deixada na lavoura após a colheita do milho safrinha – Foto: Guilherme Dorigatti

Neutralidade de carbono como meta 

Felipe Albuquerque, diretor de sustentabilidade da divisão agrícola da Bayer para a América Latina, destaca que o desafio vai além de reduzir emissões: é tornar a agricultura brasileira neutra ou até negativa em carbono. 
 “Para chegar nesse objetivo é necessário aprimoramento das técnicas de sequestro e também buscar reduzir as emissões”, afirma. 

Segundo ele, já existem exemplos concretos de propriedades que, em 3 a 4 anos de boas práticas, sequestraram de 1 a 1,5 tonelada de carbono por hectare ao ano. Esse resultado reforça o potencial de o Brasil liderar a agricultura regenerativa em escala global. 

Modelo de referência 

Com 1.100 hectares dedicados a soja, milho, sorgo, mandioca e cana, a Fazenda Estância alia estabilidade produtiva, solo mais saudável e redução da pegada climática. O programa Bayer ForwardFarming, presente em 22 fazendas de 14 países (sete delas na América Latina), busca exatamente esse objetivo: mostrar que práticas regenerativas são aplicáveis e economicamente viáveis. 

“Ao criar uma rede de produtores parceiros, nosso objetivo é inspirar cada vez mais outros agricultores a aderir a uma jornada sustentável, reforçando nossa visão de futuro da agricultura: produzir mais, restaurar a natureza e escalar a agricultura regenerativa”, conclui Albuquerque.

logo_sinap

METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda