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Entrevista com Douglas Coelho – Sócio da Radar Investimentos sobre o Mercado do Boi Gordo
A expectativa do mercado é que as exportações de carne bovina in natura deve superar o volume embarcado e preços negociados em fevereiro. Queda no preço do dólar não vai afetar o rendimento das exportações, já que o faturamento por tonelada em reais deve ser 10% maior que a média observada no mês anterior.Â
Segundo o Sócio da Radar Investimentos, Douglas Coelho, as medidas de contenção tomadas na Ãndia devem favorecer a exportação da carne brasileira. “A ìndia é um grande concorrente global de proteÃna em questão de preço e com essa quarentena no PaÃs abre um espaço para o Brasil que continua produzindo alimentos com valores competitivosâ€, diz.Â
O mercado chinês está voltando à s compras com mais afinco e alguns frigorÃficos brasileiros já estão se preparando para enviar o produto a potência Asiática. “Enquanto o mundo está entrando em quarentena, a China já está voltando a normalidade em que o número de casos de infectados pelo o coronavÃrus é baixoâ€, reforça. Â
Os volumes de negócios ainda é pouco e as indústrias podem pagar valores maiores para compor as programações. “Estamos observando ofertas de preços balcão ao redor de R$ 195,00/@ no estado de São Paulo. O número de negócios ainda é bem pequeno já que as escalas de abate não evoluÃram e estão estagnadasâ€, comenta.Â
Com a chegada de condições climáticas menos favoráveis, os pecuaristas podem se sentir estimulados a comercializada a boiada. “A nossa visão é que a medida que a oferta de animais começar a ficar mais nÃtida possa ter uma correção nos preços da arroba, sendo que nos meses de maio e junho o produtor vende o animal gordo ou suplementa no pastoâ€, afirma.Â
Com relação a carne no atacado, Coelho ressalta que os preços tem registrado uma ligeira valorização com valores próximos de R$ 13,24/kg no estado de São Paulo. “Os estoques estão enxutos e é possÃvel que as indústrias venha repor o mais breve possÃvel as gôndolas do atacado. Como a população fez um estoque é provável que não vai comprar alimentos tão cedoâ€, relata.Â
Por:
Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte:
NotÃcias AgrÃcolas
