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ENTREVISTA: Entre o clima e o mercado: por que produzir tomate virou um desafio cada vez maior no Brasil

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No Dia do Tomate, vale lembrar: produzir essa hortaliça tão presente na mesa do brasileiro é um desafio diário que exige técnica, coragem e atenção constante ao clima. Altamente sensível às variações atmosféricas, a lavoura pode ter meses de trabalho comprometidos por poucos dias de frio intenso, calor excessivo ou chuva fora de hora — impactos que começam no campo e chegam rapidamente ao bolso do consumidor

Para entender como os eventos climáticos interferem diretamente na produção de tomate, na oferta ao longo do ano e na volatilidade dos preços, a equipe do Notícias Agrícolas conversou com Celso Oliveira, agrometeorologista da Tempo, que detalha como cada fase da lavoura responde ao clima, os efeitos de fenômenos como El Niño e La Niña nas principais regiões produtoras do país e por que os extremos meteorológicos tornam o mercado do tomate cada vez mais instável.

A seguir, o especialista explica como o clima pode ser decisivo entre uma safra bem-sucedida ou grandes perdas — e por que, no caso do tomate, o tempo nunca é apenas um detalhe.

NA – O tomate é uma das culturas mais sensíveis ao clima. Quais eventos climáticos mais impactam a produção e em que fases da lavoura esses danos são mais críticos? 

Celso Oliveira/ Agrometeorologista da Tempo – O tomate exige muito cuidado desde o plantio até a colheita, pois em cada fase, algum fator atmosférico pode colocar tudo a perder. Por exemplo, no desenvolvimento vegetativo, o maior perigo é o frio excessivo. Temperatura abaixo dos 10°C já causa problemas no crescimento da planta, mas o pior é a geada, que causa a morte da planta. Na floração, o perigo é o calor excessivo, com temperaturas acima dos 35°C, que podem causar abortamento floral. E na maturação, o problema é o excesso de chuva, que aumenta a incidência de doenças e causa rachadura nos frutos.

NA – Como fenômenos como El Niño e La Niña costumam influenciar a oferta de tomate no Brasil e a volatilidade de preços ao longo do ano?

Celso Oliveira/ Agrometeorologista da Tempo – Pensando em tomate salada, os municípios brasileiros que mais produzem mudam. Normalmente, as cidades goianas de Cristalina e Morrinhos são as que mais produzem tomate, porém eles são destinados à indústria. Por que escrevi isso é importante? Porque dependendo do município, os efeitos do El Niño e La Niña têm intensidades diferentes. 

No contexto do tomate de mesa, temos as cidades de:

Itapeva-SP: no El Niño, há risco de excesso de chuva entre o inverno e primavera, período da colheita do tomate de inverno, diminuindo a qualidade dos frutos e aumentando a demanda e o preço de áreas menos afetadas, como em Mogi Guaçu-SP, mais ao norte e menos atingida pelos efeitos do El Niño.

Ibicoara-BA/Jaíba-MG: no El Niño, a falta de chuva limite a disponibilidade de água para a irrigação, diminuindo a área plantada e, por consequência, a quantidade produzida. A menor oferta pode aumentar os preços em áreas próximas, como o próprio Estado da Bahia, Brasília, Tocantins, Goiás e Minas Gerais.

Caçador-SC: risco de geada no inverno e início de primavera. No La Niña, há risco de frio/geada tardio. No El Niño, o problema é o excesso de chuva. 

Aqui, eu trouxe os problemas que costumam acontecer em cada fenômeno. Não há um que seja melhor para a produção de tomate que outro, pois a produção acontece em uma ampla área, desde o Ceará até Santa Catarina. Como o tomate é irrigado, o maior problema é o excesso de chuva no fim do ciclo da planta. E isso pode acontecer independentemente do fenômeno atuante.

NA – Chuvas excessivas e ondas de calor têm sido mais frequentes. Isso aumenta o risco de perdas e torna o mercado do tomate mais instável?

Celso Oliveira/ Agrometeorologista da Tempo – Ah, sim! Sem dúvida! Os extremos meteorológicos tornam a produção de tomate mais desafiadores, provocando volatilidade nos preços. 

NA- É possível prever períodos de maior risco para a produção de tomate com antecedência? Como o produtor pode usar essas informações climáticas na tomada de decisão?

Celso Oliveira/ Agrometeorologista da Tempo – Sim, é possível prever a tendência climática com antecedência. Com meses de antecedência é possível prever a atuação do fenômeno El Niño ou La Niña e definir quais regiões do Brasil enfrentarão mais desafios meteorológicos. Esta é a chamada previsão qualitativa. Com alguns dias de antecedência é possível dar números aos extremos de calor, chuva e seca e, daí, partimos para a previsão quantitativa.

NA – As mudanças climáticas tendem a tornar a produção de tomate mais cara e imprevisível nos próximos anos?

Celso Oliveira/ Agrometeorologista da Tempo – Não apenas do tomate, mas de todas as culturas. O quanto a produção será mais cara e imprevisível dependerá de quão rápido acontecerá as mudanças climáticas. Vale lembrar que a ciência sempre busca a criação de novas variedades de plantas resistentes à seca, doenças, calor excessivo… Se o ritmo de mudanças climáticas for compatível com o avanço da tecnologia, as perdas acontecem, mas podem ser contornadas. Já se o ritmo de mudança for acelerado, como dá a impressão de estar acontecendo, a tecnologia não conseguirá acompanhar e as perdas podem ser muito significativas, impactando diretamente no preço e eventual mudança de hábito do consumidor.

 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda