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Entre exigências e oportunidades, Pará abre caminho para rastreabilidade avançar na pecuária brasileira

A rastreabilidade tem se consolidado como um dos principais temas estratégicos para o futuro da pecuária brasileira. Em um cenário de crescente exigência por transparência, conformidade socioambiental e origem comprovada, o setor é chamado a avançar para modelos mais organizados, produtivos e integrados. Nesse contexto, iniciativas que conectam políticas públicas, mercado e inclusão produtiva tornam-se fundamentais para garantir competitividade e desenvolvimento sustentável.

Na região amazônica, tendo o Pará como foco, desafios assumem contornos ainda mais complexos. Baixa produtividade, insegurança fundiária e dificuldades de acesso ao crédito criam um cenário que limita investimentos e mantém parte significativa dos produtores fora dos mercados formais. Esse contexto reforça a necessidade de soluções estruturantes, capazes de integrar desenvolvimento produtivo e responsabilidade socioambiental.

A exclusão produtiva, em muitos casos, não decorre da falta de interesse dos pecuaristas, mas da ausência de políticas integradas e adaptadas à realidade local. Exigências legais relacionadas ao meio ambiente, à regularização fundiária e à rastreabilidade são fundamentais, porém se tornam barreiras quando não vêm acompanhadas de apoio técnico, financeiro e institucional.

Para que a pecuária avance de forma sustentável, é essencial recolocar o produtor no centro das estratégias. A inclusão produtiva, aliada ao aumento da produtividade, eficiência e à melhoria da gestão, é condição indispensável para a consolidação de práticas responsáveis. O produtor desempenha papel decisivo no uso do solo, na adoção de boas práticas e na conservação da vegetação nativa.

Esse avanço depende de uma atuação coordenada entre os diferentes elos da cadeia pecuária. Governos, produtores, frigoríficos, varejo e instituições financeiras precisam atuar de forma articulada, com responsabilidades claras e complementares. A coordenação reduz assimetrias, amplia a eficiência e fortalece a resiliência econômica e ambiental do setor.

O poder público tem papel central na criação de um ambiente regulatório estável e previsível. A estruturação de um sistema robusto de rastreabilidade, a efetiva implementação do Código Florestal, a validação do Cadastro Ambiental Rural, a aceleração do Programa de Regularização Ambiental e o estímulo a instrumentos financeiros sustentáveis são fundamentais para reduzir a insegurança jurídica e viabilizar investimentos no campo.

A cadeia da pecuária, por sua vez, é responsável por conectar a produção à demanda. Compromissos de conformidade socioambiental, instrumentos financeiros verdes, apoio a difusão de tecnologias para aumento da produção, à recuperação de pastagens degradadas e adoção de critérios de rastreabilidade criam incentivos concretos para práticas mais sustentáveis. Essas ações contribuem para o aumento da produtividade e para a redução de riscos socioambientais.

Nesse arranjo, os frigoríficos ocupam posição estratégica. São o elo entre produtores e compradores, de maneira que suas escolhas de compra e venda têm potencial para induzir mudanças positivas na cadeia. De um lado, podem fazer isso qualificando a informação sobre a carne que fornecem ao mundo; de outro, apoiando a regularização e o adoção de boas práticas pelos seus fornecedores. Assim, passam a exercer um papel ativa na transição sustentável da cadeia.

A rastreabilidade se insere como ferramenta que conecta sanidade, ambiente e produção. Ao permitir o acompanhamento dos animais ao longo de sua trajetória produtiva, fortalece o controle sanitário, o monitoramento territorial e a comprovação de origem. Isso amplia o acesso a mercados mais exigentes e contribui para uma governança mais robusta.

Para ampliar a adesão dos produtores, mecanismos de incentivo econômico são fundamentais. Instrumentos de remuneração diferenciada, pagamentos por serviços ambientais e benefícios associados à rastreabilidade transformam a conformidade em oportunidade. Quando bem estruturados, esses incentivos alcançam toda a cadeia, do produtor de cria ao de engorda.

Outro ponto essencial é garantir que a implementação da rastreabilidade não resulte em exclusão produtiva. Abordagens graduais, orientadas à regularização, permitem que produtores em situação de inconformidade tenham acesso à informação, assistência técnica e caminhos claros para se adequar, fortalecendo a cadeia formal como um todo.

O uso integrado de dados também se mostra estratégico. Plataformas que reúnem informações produtivas, sanitárias e socioambientais reduzem custos de transação, ampliam a transparência e permitem direcionar ações de assistência técnica e regularização de forma mais eficiente. A informação passa a ser um ativo para o desenvolvimento territorial.

Por fim, é fundamental reconhecer que a rastreabilidade só gera valor quando associada ao fortalecimento da base produtiva. Investimentos em eficiência, recuperação de pastagens e gestão são condições essenciais para que a rastreabilidade contribua para ganhos reais de produtividade, renda e sustentabilidade.

É nesse contexto que a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável apresenta o estudo “Incentivos à rastreabilidade na pecuária do Pará”, reunindo diagnósticos e propostas para transformar a rastreabilidade em uma infraestrutura estratégica de inclusão produtiva, redução de riscos e fortalecimento da competitividade da pecuária, com impactos que ultrapassam as fronteiras do estado e contribuem para o desenvolvimento do setor no Brasil.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda