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Embrapa: Estudo quantifica emissão de metano em arroz irrigado

Pesquisadores da Embrapa apresentam resultados de estudo sobre emissão de metano  em cultivo de arroz irrigado sob sistema pré-germinado para quantificar a sua emissão em uma das principais áreas produtores do Estado de São Paulo, no município de Tremembé, SP. O experimento foi conduzido na safra de 2008/2009, utilizando o método de câmara fechada e cromatografia gasosa e mostrou elevada emissão sazonal de metano na área estudada, atribuída, principalmente, ao longo do período de inundação e, possivelmente, às características da variedade utilizada.

Os pesquisadores constataram que o sistema de cultivo pré-germinado, onde o solo permanece inundado por um período maior em relação aos outros tipos de manejo, pode alcançar um elevado fator de emissão de metano. 

Além disso, explica a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente Magda Lima, “o resultado pode também estar associado a cultivar utilizada, que por ser de ciclo longo pode aumentar o período de inundação do solo, o que propiciaria o processo de metanogênese (etapa final no processo global de degradação anaeróbica da matéria orgânica biodegradável) por microrganismos.

Por isso, enfatiza Magda, é preciso que o agricultor tenha cautela na escolha da variedade a ser cultivada no sentido de contribuir com o decréscimo das emissões de metano.

Os resultados do experimento em relação ao potencial de aquecimento global parcial (PAG) foram superiores aos relatados na literatura nacional. Esta informação poderá contribuir para futuros bancos de dados nacionais e regionais sobre fatores de emissão de metano, fundamentais ao aprimoramento de estimativas e inventários de emissão de gases de efeito estufa. 

O metano é um dos principais gases de efeito estufa provenientes de atividades agrícolas, sendo o arroz irrigado por inundação uma importante fonte. Estudos desse tipo têm sido incentivados em nível global com o intuito de subsidiar e refinar estimativas nacionais e estaduais de emissão, bem como validar modelos biogeoquímicos, explica Alfredo Luiz, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente.

“Com base na emissão sazonal foi possível estimar o fator de emissão de metano e o seu potencial de aquecimento global parcial, bem como o potencial de aquecimento global parcial escalonado pelo rendimento de grãos, que se apresentou no contexto da faixa de emissões sazonais encontrada em outras regiões do Brasil”, explica Luiz. 

 

Arroz e emissões de metano

Cultivado e consumido em muitos países, este produto é a base alimentar de bilhões de pessoas. Com produção de aproximadamente 10,4 milhões de toneladas por ano em 2019, o Brasil está entre os maiores produtores mundiais do grão, de acordo com a FAO.

O cultivo do arroz pode é feito em sistema irrigado e de sequeiro, ocorrendo também em várzeas, sendo que a produtividade em sistemas de irrigação por inundação, em geral, tende a ser maior. Entre os sistemas de cultivo utilizados no país estão o sistema convencional, o plantio direto, o cultivo mínimo, o transplantio de mudas e o pré-germinado – este é utilizado em algumas regiões do país, como por exemplo, nos estados de Santa Catarina e de São Paulo, e caracteriza-se pelo uso de sementes pré-germinadas em solo previamente inundado.
Esta inundação do solo é feita, aproximadamente, 20 dias antes da semeadura para controle do arroz vermelho. Três dias antes da semeadura, o solo é drenado, e o barro é formado para o lançamento das sementes pré-germinadas. O metano é um potente gás de efeito estufa que influencia fortemente a fotoquímica da atmosfera e tem potencial de absorção de radiação 28 vezes maior do que o de dióxido de carbono e é considerado, dentre os gases de origem antrópica, o segundo em importância. 

A agricultura contribui com aproximadamente 52% das emissões globais de metano, sendo o cultivo do arroz responsável por 8% do fluxo global deste gás para a atmosfera. No Brasil a estimativa de emissão proveniente do cultivo do arroz irrigado por inundação foi de 0,46 milhões de toneladas em 2010 de um total de 12,42 milhões de toneladas proveniente do setor agrícola.

Magda Lima explica que o arroz é uma planta semiaquática provida de aerênquima, tecido vascular que favorece a troca de gases entre as raízes e os tecidos acima da superfície da água, permitindo o transporte de oxigênio atmosférico para as raízes e de outros gases, como o metano produzido no solo anaeróbio.  “A disponibilidade de compostos orgânicos lábeis, ou seja, de fácil decomposição, como os liberados pelo sistema radicular, são importantes substratos para as bactérias metanogênicas produzirem o metano”, destaca a pesquisadora. 

Fluxos crescentes de metano observados ao longo do estádio vegetativo podem estar relacionados ao maior crescimento das plantas, incluindo tecido aerênquima e sistema radicular, e à maior exsudação de compostos orgânicos provenientes das raízes. A variedade SCS 114 Andosan é caracterizada por apresentar alto perfilhamento, o que pode também ter contribuído para os elevados fluxos de metano nesta fase. A capacidade de perfilhamento de cultivares de arroz pode levar a maiores emissões de metano por aumentar os canais do aerênquima e acelerar o seu transporte.

Outros picos de emissão ocorreram próximo ao estádio de iniciação da panícula e floração, estádios em que ocorre maior produção de exsudatos. A emissão sazonal de metano registrada neste estudo está entre as mais altas registradas nos experimentos de medição realizados em arrozais no país, correspondendo a um fator de emissão de 6,20 kg CH4 ha-1 dia-1, ou seja, cerca de quatro vezes a média indicada pelo IPCC 2019.

O estudo  é de autoria de Magda Aparecida de Lima, Rosana Faria Vieira, Alfredo José Barreto Luiz e José Abrahão Haddad Galvão, da Embrapa Meio Ambiente.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda