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O dólar já deixou as mÃnimas atingidas logo após a abertura e se mantinha confortavelmente acima de 5,60 reais nesta segunda-feira, com as operações no mercado futuro acusando alta num inÃcio de semana de ampla expectativa em torno de decisões de bancos centrais no mundo e de contÃnua atenção ao quadro fiscal brasileiro.
Às 9h31, o dólar à vista subia 0,13%, a 5,6494 reais, após cair 0,36%, a 5,6214 reai, na mÃnima.
No mercado futuro da B3, a taxa do primeiro vencimento ganhava 0,38%, a 5,6815 reais, após descer a 5,6520 reais. O mercado acompanhava o noticiário sobre protestos de caminhoneiros em estradas federais, enquanto importantes portos do paÃs operavam normalmente.
Em âmbito doméstico, o tema fiscal segue dominante, e o mercado aguarda para ver se a PEC dos Precatórios será votada nesta semana na Câmara dos Deputados. A medida é crucial para o governo federal conseguir abrir espaço no Orçamento e, assim, materializar o programa AuxÃlio Brasil a um valor de 400 reais –mais do que o dobro pago pelo Bolsa FamÃlia.
Indicações de membros do Executivo e Legislativo nos últimos dias de que o benefÃcio seria aumentado ainda que a PEC não passasse causaram chacoalhão nos preços dos ativos domésticos, que mantiveram elevado prêmio de risco.
“O andamento da PEC dos precatórios e da mudança no teto está se mostrando mais difÃcil do que o esperado”, disse a Rio Bravo. “O cenário prospectivo continua sendo de intensa volatilidade no mercado e de curva de juros mais pressionada”, adicionou.
As taxas de DI negociadas na B3 –uma medida da estimativa do juro à frente– abriram em firmes altas, com o vencimento janeiro de 2023 em rali de 14 pontos-base, a 12,27% ao ano.
O clima tensionado nos mercados nos últimos dias levou investidores a uma nova rodada de piora nas projeções variáveis macrofinanceiras, que por sua vez resultou na consolidação de um cenário de Selic de dois dÃgitos em 2022 e de inflação ainda mais distante da meta.
Mas este começo de novembro verá a pauta doméstica dividindo atenções com a externa, com o foco dos mercados voltado para decisões de polÃtica monetária por parte de alguns importantes bancos centrais.
“O evento mais importante desta semana é a reunião do Comitê de Mercado Aberto do Fed (FOMC), que decide os rumos da polÃtica monetária no paÃs (EUA), na quarta-feira”, disse a XP em comentário matinal.
“Espera-se que o FOMC entregue o roteiro de redução dos estÃmulos monetários, que provavelmente deve ocorrer a partir de dezembro. O FOMC pode sinalizar ainda quando pode começar a aumentar as taxas de juros”, completou.