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Dólar pode ter uma trégua após quatro meses de queda

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Por Laura Matthews

NOVA YORK, 17 Fev (Reuters) – O dólar deve ter uma pequena recuperação após quatro meses de queda, à medida que o cenário político e econômico se torna favorável e alguns analistas de mercado passam a ter uma visão otimista em relação à moeda.

A pressão sobre a moeda norte-americana por uma série de fatores, como a valorização do euro, expectativas de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve e a incerteza causada pelas políticas comerciais e fiscais do presidente Donald Trump, diminuiu por enquanto, segundo analistas.

Enquanto isso, a melhora das perspectivas de crescimento dos EUA e da confiança das empresas, a demanda sustentada de investidores estrangeiros por ações e títulos norte-americanos e expectativas de que Trump será menos agressivo nas eleições de meio de mandato deste ano estão criando ventos favoráveis ao dólar.

O índice do dólar, que mede seu valor em relação às moedas de seis de seus parceiros comerciais, permaneceu abaixo de 100 desde novembro, caiu 6,7% desde o Dia da Libertação e atingiu o menor nível em quatro anos em janeiro. As maiores perdas do dólar este ano foram em relação ao dólar australiano, mas ele também caiu em relação ao iene japonês.

Uma reversão do dólar poderia causar um efeito cascata nos mercados globais, afetando fluxos comerciais, lucros das multinacionais e estratégias de investimento de trilhões de dólares em capital transfronteiriço. Após meses de perdas, uma reviravolta também aliviaria a pressão sobre as moedas dos mercados emergentes e alteraria os cálculos de “hedge” (proteção) para os investidores em todo o mundo.

“Somos otimistas em relação ao dólar em um mundo de pessimistas em relação ao dólar no momento”, disse Dan Tobon, chefe de estratégia cambial do G10 no Citi em Nova York.

Tobon prevê que o dólar se fortaleça pelo menos até o terceiro trimestre deste ano, principalmente em relação ao euro, ao dólar canadense e à libra esterlina, mesmo que seja pressionado por fatores como a cobertura de exposições ao dólar por investidores estrangeiros e a ameaça à independência do Fed por parte do governo Trump.

Uma administração Trump mais focada no crescimento e menos volátil politicamente antes das eleições de meio de mandato será um apoio adicional, disse Tobon.

“Acreditamos que o otimismo voltará um pouco. Todas essas coisas juntas, em nossa opinião, devem ser bastante positivas para o dólar.”

Jane Foley, chefe de estratégia cambial do Rabobank em Londres, acredita que grande parte do sentimento negativo já está precificado no dólar, e a força relativa do consumidor norte-americano está atraindo investimentos para o país.

NEM TODOS ESTÃO CONVENCIDOS

Analistas do J.P.Morgan e do BofA não estão tão convencidos de que o dólar possa se fortalecer muito.

Francesca Fornasari, chefe de moedas da Insight Investment, também não está, afirmando que as percepções sobre como o governo dos EUA vê as moedas mudaram nos últimos dias.

“Estamos em um ambiente em que o governo gostaria de ter um dólar mais fraco”, disse Fornasari. “Acreditamos que o dólar continuará a se desvalorizar ao longo do ano.”

(Reportagem de Laura Matthews em Nova York; Reportagem adicional de Saqib Iqbal Ahmed)

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda