Notícias

Dólar fecha o dia quase estável, mas acumula alta de 2,28% na semana após tarifa de Trump

Logotipo Reuters

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – Após se reaproximar dos R$5,60 em meio às preocupações com os efeitos da guerra tarifária dos EUA sobre a economia brasileira, o dólar perdeu força e encerrou a sexta-feira praticamente estável no Brasil, ainda que o saldo da semana tenha sido de alta firme ante o real.

O dólar à vista fechou a sexta-feira com leve alta de 0,12%, aos R$5,5481. Na semana, a divisa acumulou elevação de 2,28% ante o real, com as cotações incorporando prêmios de risco após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado na quarta-feira uma tarifa de 50% sobre os produtos comprados do Brasil.

Às 17h21, na B3 o dólar para agosto — atualmente o mais líquido — subia 0,23%, aos R$5,5795.

Pela manhã, os agentes voltaram a operar reagindo à incerteza em torno dos impactos da tarifa do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre os produtos brasileiros. Uma das preocupações é de que a tarifação signifique menos exportações do Brasil no agregado, o que representaria uma entrada menor de dólares no país.

Ainda que o país tenha uma situação confortável em suas contas externas, o dólar reagiu em alta ante o real nos últimos dias.

“Do ponto de vista da economia real, é ruim, mas não é o fim do mundo, porque o Brasil é um país fechado. Daí, o impacto é limitado. Mas a tarifa pega no câmbio, que pega na inflação e nos juros, podendo ter um efeito cascata”, comentou Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

Investidores também se mantinham atentos ao exterior, onde o dólar avançava ante a maior parte das demais divisas em função de novos movimentos de Trump.

Além de anunciar uma tarifa de 35% para o Canadá, ele sinalizou que a taxa padrão de 10%, recebida por alguns países, pode ser elevada para 15% ou 20%. Também era esperada para esta sexta-feira o anúncio de tarifação da União Europeia.

Neste cenário, o dólar atingiu a cotação máxima de R$ 5,5932 (+0,93%) às 10h55 no Brasil. Ainda pela manhã, no entanto, a moeda perdeu força e retornou para a faixa dos R$5,55, com agentes aproveitando as cotações mais elevadas para vender divisas.

“Com o dólar perto dos R$5,60, houve ordem de stop loss (parada de perdas), com investidores que estavam comprados (posicionados na alta da moeda no mercado futuro) realizando lucros. Também teve exportador vendendo moeda”, comentou durante a tarde o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik.

Durante a tarde o dólar à vista se enfraqueceu ainda mais, chegando a marcar a mínima de R$5,5414 (estável) às 16h19.Profissionais ouvidos pela Reuters nos últimos dias vêm ponderando que, apesar do avanço após o anúncio da tarifa de 50% para o Brasil, o dólar não incorporou totalmente o cenário de uma cobrança efetiva deste percentual pelos EUA a partir de 1º de agosto.

“Nos preços, está parcialmente a ideia de que haverá redução das tarifas, ou mesmo não implementação delas”, pontuou Spiess. “Se este cenário de tarifa de 50% se materializar, podemos ter uma piora adicional do real.”

No exterior, o dólar também se mantinha em alta ante boa parte das demais divisas. Às 17h18, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,30%, a 97,881.

Pela manhã, em sua operação diária de rolagem, o Banco Central vendeu toda a oferta de 35.000 contratos de swap cambial tradicional.

logo_sinap

METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda