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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO, 27 Out (Reuters) – Após disparar na véspera mais de 8% depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o dólar fechou a terça-feira com baixa próxima de 1%, com o mercado demonstrando maior acomodação.
O dólar à vista encerrou com queda de 1,07%, a R$5,3488. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 2,55%.
Às 17h04, o dólar futuro para novembro cedia 0,51% na B3, aos R$5,3505.
Na segunda-feira, o dólar encerrou a sessão com alta de 8,36%, aos R$5,4066, com os investidores reagindo negativamente à vitória de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), o favorito da Faria Lima. Além do ajuste de posições, a disparada refletiu receios em torno da continuidade da atual política fiscal.
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Nesta terça-feira, porém, o dólar recuou durante todo o dia, com o mercado se ajustando ao forte movimento da véspera. Às 10h42, o dólar à vista marcou a cotação mínima de R$5,3166 (-1,66%).
Em rápida entrevista a jornalistas no Ministério da Fazenda pela manhã, o ministro Dario Durigan reafirmou a intenção do governo de buscar o centro da meta fiscal — uma das principais preocupações do mercado financeiro. A medida, segundo ele, será tratada com o Congresso.
O ministro pontuou ainda que a forte pressão vista na segunda-feira na bolsa, no câmbio e no mercado de juros futuros representou uma “troca de posição, porque o mercado estava apostando em outro candidato”.
Para ele, já havia nesta terça-feira uma reação no mercado local de acomodação de expectativas.
Durante entrevista coletiva em Brasília, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou que a instituição atuará no mercado de câmbio quando perceber disfuncionalidades.
No exterior, a moeda norte-americana também cedeu ante outras divisas de países emergentes, como o peso chileno, a rupia indiana e o rand sul-africano. No entanto, avançou ante o euro e a libra.
Às 17h07, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,28%, a 102,310.
No fim da manhã, o Banco Central do Brasil vendeu 80.000 contratos de swap cambial para a rolagem do vencimento de 3 de novembro.
(Edição de Isabel Versiani)