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Crise hídrica aumenta desafios para PIB em 2022 e levanta alerta de estagnação, dizem analistas

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O resultado abaixo do esperado da economia brasileira no segundo trimestre até provocou revisões para baixo na expectativa para este ano, mas o sinal de alerta está aceso mesmo é para 2022, com a possibilidade de crise hídrica somando-se a outros riscos e colocando a possibilidade de estagnação no radar.

Sob o peso do fraco desempenho da indústria e da agropecuária, o Produto Interno Bruto brasileiro registrou queda de 0,1% no segundo trimestre, contra uma expectativa de 0,2% em pesquisa da Reuters. Alguns economistas já revisaram levemente suas estimativas para o ano, mas nada que altere significativamente a projeção de um crescimento de até mais de 5%.

Já 2022 deve apresentar forte desaceleração, com a possibilidade inclusive de estagnação da economia caso o racionamento de energia elétrica se concretize diante da crise hídrica.

“O que me deixa mais preocupado é para a frente, quarto trimestre, ano de 2022. O risco hídrico, se se concretizar, o PIB do ano que vem tem uma possibilidade de caminhar para zero”, afirmou o diretor de pesquisas para América Latina do BNP Paribas, Gustavo Arruda.

“Não é nosso cenário base, mas tem que levar em consideração. Reservatórios em baixa não é algo que se resolva rápido. O que aprendemos é que o risco é pequeno, mas está aumentando”, completou Arruda, que calcula crescimento de cerca de 5% este ano e de 1,5% para 2022 sem considerar a questão hídrica.

O Brasil vive a maior seca em mais de 90 anos na área das hidrelétricas, e medidas vêm sendo adotadas pelo governo para evitar que a falta de chuvas se transforme em cortes ou escassez de energia.

O governo já anunciou metas de redução de consumo para prédios públicos e diretrizes para incentivar cortes voluntários no mercado livre.

Na terça-feira, foi determinada ainda a implementação da bandeira tarifária “escassez hídrica”, que trará aumento adicional de 6,78% na tarifa média dos consumidores regulados.

Assim, as atenções se voltam para novembro, quando começa o período de chuvas no Brasil. A eletricidade acaba sendo um componente importante para o crescimento, sendo um limitador da atividade em duas frentes na hipótese de racionamento –aumento da inflação e impactos sobre a indústria.

Luka Barbosa, economista do Itaú Unibanco, calcula que para cada 1% de queda no consumo de energia, o PIB perde 0,2 ponto percentual. Ele ressalta, entretanto, que embora a crise hídrica seja um risco importante, a probabilidade de racionamento é de 10% em suas contas, o que ele considera baixa.

Os cálculos de Barbosa apontam para um crescimento do PIB de 5,7% este ano, caindo a 1,5% em 2022. Vários são os fatores para essa desaceleração já incorporados no cenário, destacadamente o fato de que os motores que geraram crescimento em 2021 vão se esgotar.

“A política monetária expansionista deve ser contracionista ano que vem. Além disso, o efeito de reabertura do setor de serviços fica restrito ao segundo semestre deste ano, e não terá mais esse efeito positivo no ano que vem”, disse ele.

Para domar as pressões inflacionárias, o Banco Central, que vem elevando a Selic, agora em 5,25%, já apontou que a necessidade é de uma taxa básica de juros acima do patamar neutro, ou seja, em nível suficiente para desaquecer a economia. A expectativa do mercado é que a taxa feche este e o próximo em 7,50%, segundo o mais recente relatório Focus do BC.

A política fiscal para 2022 também está envolta em incertezas, com o governo ainda negociando uma fórmula para amenizar o impacto crescente das despesas dos precatórios dentro da regra do teto de gastos, e ainda sem definições claras sobre o Bolsa Família ou eventuais novas medidas de auxílio. Isso em ano eleitoral, que tradicionalmente estimula aumento de despesas.

Tudo isso garante o cenário desafiador à frente.

“A grande dicussão em relação ao cenário da atividade econômica é a capacidade de crescimento em 2022. Cada vez se vê mais riscos no radar”, disse o economista da XP Rodolfo Margato.

“A questão fiscal, com muitas incertezas do lado das contas públicas, tem preocupado os agentes. E ainda há o espalhamento da variante Delta (do coronavírus) em algumas regiões do mundo. Há um conjunto de riscos no radar que têm levado a projeções baixistas no PIB de 2022.”

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda