BRASÃLIA (Reuters) – Embora as infecções por coronavÃrus finalmente estejam diminuindo nos Estados Unidos e no Canadá, depois de semanas de aumento implacável, os casos e as mortes continuam a subir em paÃses da América Latina, disse a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) nesta quarta-feira.
No México, os casos ainda estão aumentando, particularmente em Estados que atraÃram turistas na época das festas, como Guerrero, Quintana Roo, Nayarit e Baja California del Sur, afirmou a filial regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) em uma entrevista coletiva.
Em todo o Caribe, a maioria das nações está testemunhando um recuo de infecções de Covid-19, mas ilhas maiores, como República Dominicana, Haiti, Porto Rico e Cuba, continuam a ver números crescentes de infecções novas, disse a entidade.
Na América do Sul, a Colômbia relatou a maior incidência de casos em relação à sua população ao longo da semana passada, seguida pelo Brasil, onde a cidade de Manaus lida com uma disparada de casos e mortes decorrentes de uma nova variante amazônica do vÃrus.
A nova variante brasileira, assim como duas outras identificadas primeiramente no Reino Unido e na Ãfrica do Sul, se espalhou para 20 paÃses das Américas, mas sua frequência ainda é limitada, disse a diretora da Opas Carissa Etienne.
Vacinas contra Covid-19 distribuÃdas pela Covax, uma coalizão liderada pela OMS e pela aliança de vacinas Gavi para garantir acesso igualitário a vacinas, começarão a chegar à região na segunda metade de fevereiro, disse ela.
Peru, BolÃvia, Colômbia e El Salvador receberão um primeiro lote da vacina Pfizer-BioNTech, afirmou Jarbas Barbosa, diretor-assistente da Opas, e 35,3 milhões de doses da vacina da AstraZeneca começarão a chegar assim que a OMS conceder sua aprovação para uso emergencial.
A meta é atender 20% da população dos paÃses que participam da Covax para proteger os que correm mais risco.
Mas Etienne alertou que “as doses de vacina são limitadas e continuarão escassas em todos os lugares no inÃcio”.
Bolsonaro diz que governo está preparado para vacinação contra Covid
(Reuters) – Ao abrir o Ano Legislativo, o presidente Jair Bolsonaro garantiu aos parlamentares que o governo federal está preparado para implementar o plano nacional de vacinação contra a Covid-19 e colocou a “volta à normalidade” como meta principal do governo.
Na abertura da sessão que marca o inÃcio do ano no Congresso, Bolsonaro foi vaiado e chamado de genocida e fascista por parlamentares de oposição. Depois de algum tempo, apoiadores do presidente responderam com gritos de “mito”.
O presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), teve que intervir para que fosse possÃvel a Bolsonaro iniciar o discurso e chegou a pedir que seguranças do Poder Legislativo retirassem os parlamentares, o que não foi necessário.
Com um sorriso irônico, Bolsonaro afirmou que era um prazer voltar ao Congresso, onde tinha estado por 28 anos e respondeu: “Nos encontramos em 2022.”
Em um discurso de pouco mais de cinco minutos, o presidente elencou os projetos prioritários para o governo este ano e fez um balanço de 2020.
“O governo federal adotou as premissas básicas de salvar vidas e proteger empregos”, afirmou.
Ao responder ao que tem sido uma das maiores preocupações apontadas pelos parlamentares, reafirmou que o governo federal comprará todas as vacinas aprovadas pela Anvisa.
“O governo federal encontra-se preparado para executar o plano nacional de vacinação contra a Covid-19. Envidamos todos os esforços para volta do paÃs à normalidade”, disse.
Ministério da Saúde negocia aquisição de 30 milhões de doses das vacinas Sputinik V e Covaxin
BRASÃLIA (Reuters) – O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira que negocia a aquisição de 30 milhões de doses das vacinas contra a Covid-19 Sputinik V e Covaxin.
Segundo nota da pasta, deve ocorrer reunião na próxima sexta-feira com representantes do instituto russo Gamaleya, fabricante Sputinik V, e do laboratório indiano Bharat Biotech, fornecedor do imunizante Covaxin, para negociação.
Caso a compra seja fechada, o paÃs poderá receber 8 milhões doses da Covaxin em fevereiro e 12 milhões em março. O instituto russo poderá entregar, caso adquiridas, 10 milhões de vacinas Sputnik até março.
Segundo a nota do ministério, a “decisão de avançar nas negociações ocorre após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar o novo protocolo com simplificação do processo de concessão de uso emergencial e temporário de vacinas, dispensando a realização de estudos clÃnicos de fase 3” no paÃs.
Brasil registra 1.254 novas mortes por Covid-19 e total atinge 227.563
SÃO PAULO (Reuters) – O Brasil registrou nesta quarta-feira 1.254 novos óbitos em decorrência da Covid-19, o que eleva o total de vÃtimas fatais da doença no paÃs a 227.563, informou o Ministério da Saúde.
Também foram notificados 56.002 novos casos de coronavÃrus, com o total de infecções confirmadas atingindo 9.339.420, acrescentou a pasta. Este é o sexto dia consecutivo em que a contagem diária de casos fica abaixo do patamar de 60 mil, que vinha sendo atingido com frequência.
O Brasil, que passa por uma nova onda da doença, é o segundo paÃs com maior número de mortes por coronavÃrus no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, e o terceiro em casos, abaixo dos EUA e da Ãndia.
Estado mais afetado pela doença, São Paulo atingiu nesta quarta as marcas de 1.807.009 casos e 53.704 mortes. Apesar dos elevados números absolutos, autoridades locais têm apontado para uma melhora nos dados da pandemia no Estado.
“O Centro de Contingência vem observando e acompanhando a estabilização e a redução –lenta, mas progressiva– dos indicadores da evolução da pandemia… especialmente o indicador de novas internações, que se mostra com uma redução progressiva nas últimas três semanas”, disse o coordenador do Centro de Contingência da Covid-19 no Estado, Paulo Menezes, em entrevista coletiva nesta quarta-feira.
“Nós estamos, felizmente, neste momento de estabilização e inÃcio de redução da transmissão, mas num patamar ainda muito alto, semelhante à quele que nós tÃnhamos em julho, agosto do ano passado”, acrescentou.
Conforme os dados do Ministério da Saúde, Minas Gerais é o segundo Estado com maior número de infecções pelo coronavÃrus, com 746.919 casos, mas o Rio de Janeiro é o segundo com mais óbitos contabilizados, com 30.172 mortes.
O Brasil ainda possui, segundo a pasta, 8.236.864 pessoas recuperadas da Covid-19 e 874.993 pacientes em acompanhamento.
