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Confinamentos nos EUA registram menor entrada de animais em 30 anos para os meses de agosto; oferta de carne segue apertada

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Os confinamentos dos Estados Unidos receberam 1,617 milhão de bovinos em agosto de 2026, queda de 9% em relação ao mesmo mês do ano passado e menor resultado para agosto desde o início da série histórica, em 1996. O dado reforça a dificuldade norte-americana para recompor a oferta de animais e sinaliza que a disponibilidade de gado terminado continuará limitada .

As informações fazem parte do relatório Cattle on Feed, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na última sexta-feira (18), e compilados pela Terra Investimentos.

As saídas de animais para abate também atingiram o menor nível já registrado para agosto na série histórica. Foram comercializadas 1,519 milhão de cabeças, redução de 3% diante de igual período de 2025.

Apesar das quedas nas entradas e nas saídas, os confinamentos norte-americanos mantinham 11,163 milhões de bovinos em 1º de setembro, considerando as unidades com capacidade igual ou superior a mil cabeças. O estoque ficou 1% acima do registrado há um ano.

Estoque maior não significa oferta abundante

À primeira vista, o crescimento de 1% no número de animais confinados poderia sugerir maior disponibilidade de gado. No entanto, a leitura exige cautela: o resultado ocorre em um ambiente de entradas historicamente baixas e de redução no ritmo de saída para os frigoríficos.

Isso significa que o estoque ligeiramente superior pode estar associado à menor velocidade de comercialização e à permanência mais prolongada dos bovinos dentro dos confinamentos, e não necessariamente a uma expansão estrutural da oferta.

Para o pecuarista brasileiro, esse é um ponto importante. A queda nas colocações de agosto tende a aparecer na oferta de animais terminados mais adiante, sobretudo entre o fim de 2026 e o início de 2027. Se a demanda por carne bovina permanecer firme, a menor disponibilidade de gado poderá manter sustentados os preços da arroba e da carne nos Estados Unidos.

O resultado também confirma que a pecuária norte-americana continua enfrentando os efeitos de um rebanho reduzido. Mesmo com preços historicamente elevados, a reposição de animais nos confinamentos permanece limitada, indicando que a reconstrução da produção não será rápida.

Animais mais pesados predominam nas entradas

A principal faixa entre os bovinos colocados nos confinamentos em agosto foi a de aproximadamente 24,2 a 27,2 arrobas de peso vivo, com 387 mil cabeças. Na sequência aparecem os animais entre 21,2 e 24,2 arrobas, com 355 mil, e aqueles com menos de 18,1 arrobas, que somaram 320 mil cabeças.

Também ingressaram 240 mil animais entre 18,1 e 21,1 arrobas, 230 mil entre 27,2 e 30,2 arrobas e 85 mil bovinos com peso igual ou superior a 30,2 arrobas de peso vivo.

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A presença expressiva de animais mais pesados tende a encurtar o período necessário para a terminação de parte desse gado. Ainda assim, o baixo volume total de entradas indica que, após a saída desses lotes, a oferta poderá voltar a ficar apertada caso as colocações não se recuperem nos próximos relatórios.

O que muda para o pecuarista brasileiro?

A continuidade de uma oferta restrita nos Estados Unidos é potencialmente positiva para o mercado internacional. Com menos carne disponível internamente e preços elevados, o país tende a ampliar a necessidade de importação de produto destinado principalmente à fabricação de hambúrgueres e outros processados.

Esse movimento pode favorecer exportadores competitivos, entre eles o Brasil, e contribuir para a valorização internacional da proteína bovina. Uma eventual ampliação das compras norte-americanas também reduz a oferta disponível em outros mercados e pode fortalecer as referências globais de preço.

Entretanto, a oportunidade não se converte automaticamente em ganho para todos os pecuaristas brasileiros. O impacto sobre a arroba dependerá do acesso da indústria nacional ao mercado norte-americano, das tarifas aplicadas, das habilitações sanitárias, da política comercial dos Estados Unidos e da capacidade dos frigoríficos de repassar ao produtor parte da valorização obtida nas exportações.

Também é necessário observar o comportamento do consumo norte-americano. Preços muito altos podem estimular a substituição da carne bovina por proteínas mais baratas, limitando o avanço das cotações. Portanto, a restrição de oferta favorece a sustentação do mercado, mas não elimina riscos relacionados à demanda.

*Com auxílio de IA

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE: 

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda