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China confirma que Brasil cumpriu 50% da cota estabelecida enquanto mercado do boi faz contas para fim dos embarques sem tarifaço

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O mercado do boi gordo acompanha com atenção crescente a evolução da chamada cota chinesa para importação de carne bovina brasileira. A preocupação ganhou força após o avanço acelerado dos embarques realizados nos últimos meses, cenário que pode alterar diretamente o comportamento das exportações e dos preços pagos ao produtor rural no Brasil.

Durante entrevista ao programa Pecuária & Mercado, o consultor da Hegde Agro Consultoria, Eberti Aguiar,explicou que o setor trabalha diariamente com projeções sobre o momento em que o limite poderá ser atingido. Segundo ele, o mercado vem fazendo conta dia após dia sobre a expectativa de quando essa cota seria atingida.

A análise ganhou ainda mais relevância após um comunicado oficial divulgado pela China nos últimos dias. Conforme destacou o especialista, o governo chinês informou que o Brasil já atingiu metade do volume previsto dentro da atual cota de exportação. “Saiu um comunicado oficial da China informando que nós atingimos 50% da nossa cota”, afirmou o consultor.

Mercado tenta calcular prazo limite para embarques

A partir da confirmação do avanço da cota, frigoríficos e exportadores passaram a recalcular prazos de compra e embarque dos animais destinados ao mercado chinês. Segundo Eberti Aguiar, o desafio envolve entender até quando ainda será possível exportar carne sem incidência da tarifa adicional prevista nas regras comerciais.

“O comprador deste boi China fala: ‘Olha, eu posso pagar uma ajuda da China até meados de junho”, explicou o consultor ao comentar o raciocínio adotado por operadores do mercado. A preocupação ocorre porque, após o esgotamento da cota, os embarques passam a enfrentar tarifa de 55%.

Segundo ele, o próprio comunicado chinês reforçou oficialmente essa condição. “Eles ressaltaram a questão que após o atingimento de 100% dessa cota terá a tarifa de 55%”, destacou. A expectativa predominante hoje aponta que o limite total possa ser alcançado entre julho e agosto, dependendo principalmente do ritmo das exportações realizadas em maio.

Frigoríficos monitoram oferta e embarques

O mercado trabalha agora com diferentes cenários para avaliar o comportamento das exportações brasileiras ao longo das próximas semanas. De acordo com o especialsta, caso maio mantenha volumes próximos aos registrados em abril, o espaço restante da cota poderá diminuir rapidamente.

“Se nós tivermos em maio algo em torno de 135 mil toneladas, sobraria em torno de 120 mil toneladas para embarcar no mês de junho”, afirmou. Isso faz com que os frigoríficos monitorem diariamente o fluxo de compra de animais destinados à exportação.

Segundo o consultor, existe preocupação principalmente em relação às decisões futuras da China. “O mercado agora vai trabalhar muito em cima de uma expectativa”, comentou. A dúvida central envolve uma possível revisão das cotas pelo governo chinês ou a manutenção das regras atuais sem alterações.

Ausência da China pode pressionar mercado interno

Na avaliação do especialista, o principal risco para o setor pecuário brasileiro seria uma interrupção das compras chinesas sem abertura imediata de novos destinos para a carne exportada. “O impacto vai que a gente tem de certa forma o nosso maior comprador da carne de exportação ausente”, alertou.

Apesar disso, outros mercados internacionais seguem ampliando participação nas compras de proteína brasileira. Segundo Eberti Aguiar, os Estados Unidos aumentaram significativamente a demanda por carne bovina. Além disso, existe expectativa positiva em relação ao Japão e outros países importadores.

“A gente tem outros mercados, Estados Unidos vem levando bastante”, afirmou. Ainda assim, ele reconhece que uma eventual suspensão das compras chinesas exigiria reorganização rápida do fluxo global de exportações. “Os traders globais vão precisar reorganizar o fluxo”, acrescentou.

Carne no mercado interno preocupa frigoríficos

Caso os frigoríficos não consigam redirecionar toda a carne destinada originalmente à China, parte dessa produção poderá permanecer no mercado doméstico. Esse movimento ampliaria a oferta interna de proteína bovina e aumentaria a pressão sobre os preços pagos ao pecuarista.

“O grande problema é se eles não conseguirem colocar essa carne no mercado exterior. Eles vão ter que jogar essa carne no mercado interno”, explicou Ébert Aguiar durante a entrevista. Segundo ele, essa situação afetaria principalmente frigoríficos de pequeno e médio porte.

O consultor destacou ainda que o excesso de carne no mercado nacional poderia provocar novas quedas nas cotações da arroba. “A gente pode ver preços testando patamares abaixo. São Paulo provavelmente buscando os R$ 330”, afirmou.

Mercado futuro vive cenário de forte expectativa

Além do mercado físico, a situação também influencia diretamente os contratos futuros negociados na B3. O consultor explicou que a bolsa trabalha essencialmente com projeções e expectativas sobre o comportamento do mercado nos próximos meses.

“Se China revisar essa questão de cotas, teria algo muito especial que sustentaria e faria preço subir rapidamente na B3”, comentou. Por isso, produtores e investidores acompanham atentamente qualquer novo comunicado vindo da China.

Segundo Ébert, um novo posicionamento oficial pode surgir ainda no fim deste mês. “Para o final do mês, a gente deve ter talvez um novo comunicado vindo da China referente essas cotas”, afirmou. Enquanto isso, frigoríficos, confinadores e pecuaristas seguem adotando postura mais cautelosa nas negociações.

Pecuarista deve acompanhar mercado com atenção

Diante desse cenário de incertezas, o consultor recomenda atenção diária aos indicadores ligados às exportações e ao comportamento da B3. Segundo ele, qualquer mudança envolvendo cotas ou abertura de novos mercados pode alterar rapidamente o rumo das cotações.

“Se a gente tiver qualquer surpresa, qualquer remanejamento de cotas, abertura de novos mercados, o mercado pode entender que vamos conseguir sobreviver sem problema de queda de preço”, explicou.

Enquanto o setor aguarda definições, o mercado do boi gordo segue sustentado pela expectativa em torno da China. O comportamento dos embarques nas próximas semanas deverá definir boa parte da dinâmica dos preços da arroba no segundo semestre de 2026.

Confira a entrevista na íntegra:

 

 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda