Soja e milho seguem pressionados em Chicago, mas pressão no BR preocupa mais, afirma analista
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O novo relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportado neste 12 de janeiro, o primeiro de 2026, pesou severamente sobre os preços da soja e do milho na Bolsa de Chicago, as perdas se estendem para esta terça-feira (13), porém, a pressão sobre ambos os produtos no mercado brasileiro preocupa ainda mais, segundo explica o consultor Aaron Edwards, do Sistema Manancial, em entrevista ao Bom Dia Agronegócio.
“Com certeza o preço da soja no Brasil é preocupante, mas a minha preocupação maior não vem de Chicago (…) o que me preocupa mais é o prêmio – que deverá ficar bastante pressionado e essa pressão durando de uns dois a quatro meses – e o principal fator que está causando essas baixas é o câmbio. Então, com um câmbio fraco e com prêmios que podem se enfraquecer ainda mais, pode ser uma safra dolorosa para o produtor brasileiro em reais por saca”, detalha Edwards.
As estratégias de comercialização precisarão estar ainda mais presentes no dia a dia da safra 2025/26, portanto e, ainda segundo o consultor, para este momento aproveitar os prêmios ainda razoáveis e o Chicago precificado nos atuais patamares podem ser alternativas viáveis. “Não queremos ser forçados a vender soja no mercado físico nos próximos dois a a quatro meses porque o prêmio pode estar muito pressionado”.
Confira a análise completa de Aaron Edwards no vídeo acima.