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Câmaras Setoriais monitoram pedido do MAPA para recadastramento dos exportadores de soja e outros produtos agrícolas

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O pedido do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para o recadastramento dos exportadores de soja e de outros produtos agrícolas entrou no radar das Câmaras Setoriais e reacendeu o debate sobre qualidade, rastreabilidade e cumprimento dos protocolos fitossanitários exigidos pelos países compradores, especialmente a China, principal destino da soja brasileira. 

A discussão ganhou força após episódios recentes de contaminação de cargas, que colocaram em evidência falhas pontuais ao longo da cadeia e levaram o governo brasileiro a reforçar controles e procedimentos. Entre os casos que chamaram atenção ao longo de 2025 estão investigações envolvendo contaminação fraudulenta com areia em cargas de farelo de soja e a presença de sementes de soja tratadas em embarques destinados ao mercado chinês. 

Segundo o presidente da Câmara Setorial da Soja, André Dobashi, a China, que responde por cerca de 70% das exportações brasileiras de soja, mantém protocolos fitossanitários rigorosos, definidos em acordos bilaterais. “Existe uma lista conhecida de pragas e plantas quarentenárias, com materiais publicados por entidades como Abiove e Aprosoja, e esses protocolos são amplamente conhecidos por quem exporta e por quem compra”, explica Dobashi. 

No caso das sementes tratadas, o problema não se trata de planta daninha, mas de um material proibido para consumo animal e humano, o que levou à negativa de cargas e, em alguns casos, à suspensão temporária de empresas brasileiras do mercado chinês. A partir dessas ocorrências, auditorias passaram a avaliar onde estaria a origem das falhas — se no campo, nos armazéns ou nas etapas finais de exportação. 

Dobashi destaca que, na avaliação do setor, o campo não é o elo mais sensível desse processo, já que colheitadeiras modernas, aliadas aos sistemas de pré-limpeza e limpeza em armazéns, cerealistas e cooperativas, costumam entregar cargas dentro do padrão. Ainda assim, o MAPA revisou e reforçou os protocolos, atendendo a demandas do GACC, órgão responsável pelo recebimento dos produtos na China, o que inclui a exigência de recadastramento, atualização de registros e indicação dos armazéns utilizados pelos exportadores. 

Apesar do impacto das notícias, o presidente da Câmara Setorial da Soja pondera que o número de cargas reprovadas é muito pequeno diante do volume total exportado pelo Brasil. “São problemas pontuais, que podem ser ajustados com o cumprimento rigoroso das recomendações”, afirma. 

Plantas daninhas – pragas quarentenárias 

Além das questões envolvendo fraudes e sementes tratadas, outro ponto sensível para o comércio internacional é a presença de plantas daninhas classificadas como pragas quarentenárias pelos países importadores. De acordo com o pesquisador da Embrapa Soja, Dionísio Grazziero, são espécies comuns no Brasil, mas ausentes em outros mercados, o que gera risco de retenção, devolução de cargas e alteração de preços. “Se uma mercadoria chega fora do acordo, o problema recai sobre o produtor, por isso é fundamental ter consciência da importância do manejo e do controle adequado”, alerta. 

Entre as espécies que preocupam os compradores estão o capim-carrapicho e o Sorghum halepense. A especialista em manejo de plantas daninhas da Bayer, Vanessa Vital, explica que o sorgo halepense é uma planta exótica, introduzida no país nos últimos anos, com avanço significativo em algumas regiões. Originária da Ásia e do Oriente Médio, a espécie apresenta alta capacidade de adaptação e, em alguns casos, dificuldades de controle com os herbicidas disponíveis, o que aumenta o nível de alerta dos países importadores. 

Segundo a especialista, a preocupação internacional não está apenas na presença da planta, mas no risco de introduzir espécies resistentes em novos ambientes. “Esses países podem até ter a planta, mas não com o mesmo nível de resistência, o que comprometeria as ferramentas de controle disponíveis”, explica. 

A mitigação do risco começa ainda no planejamento da lavoura. Vital destaca a importância de conhecer as normativas dos mercados compradores, utilizar sementes certificadas, garantir a limpeza de máquinas que transitam entre regiões e manter atenção especial às bordaduras das áreas, que muitas vezes são negligenciadas, mas funcionam como fonte de produção e dispersão de sementes. 

No manejo, o consenso técnico é a entrada no plantio com a área limpa, por meio de boa dessecação e uso de herbicidas pré-emergentes, que ajudam a reduzir a germinação de plantas daninhas no início do ciclo. Caso ocorram escapes, o controle deve ser feito ainda em estádios iniciais, evitando que essas plantas produzam sementes e contaminem os grãos na colheita. “Hoje não é mais possível depender de uma única ferramenta. É preciso associar produtos, monitorar constantemente as áreas e adotar um manejo integrado”, reforça a especialista. 

Grazziero lembra ainda que falhas no controle podem resultar em problemas que extrapolam a lavoura. “Tudo isso acaba estourando no produtor”, afirma, ao destacar que o custo de um manejo bem feito é significativamente menor do que os prejuízos causados por um embargo de carga ou perda de mercado. 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda